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"Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém."

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terça-feira, 16 de julho de 2019

ORAÇÃO DIÁRIA DE REPARAÇÃO A DEUS


ORAÇÃO DIÁRIA DE REPARAÇÃO A DEUS


Meu Deus, eu Vos peço perdão pelos meus pecados cometidos no dia de hoje, pelos danos devidos a estes pecados; eu Vos peço perdão pelos pecados do meu próximo cometidos contra Vós por meio da minha pessoa.


Meu Deus, eu Vos ofereço reparação pelos que Vos ofenderam por pensamentos, palavras e ações, pelos maus exemplos de Vossos Sacerdotes e religiosos, pela repulsa aos Vossos Mandamentos, pela perda de tantas graças em muitas Missas mal rezadas e em tantas orações feitas às pressas e sem devoção, pelos que não conhecem o preço da Vossa Redenção e não aceitam carregar a Vossa Cruz. 


Eu Vos ofereço neste dia a minha reparação pelas dores e sofrimentos que não foram aproveitados, pelas graças de conversões que foram perdidas, pelas almas tíbias, pelo bem que se deixou de fazer, pela Vossa Misericórdia que se tornou Vossa Justiça.


Meu Senhor e meu Deus, eu Vos ofereço neste dia o meu desagravo diante de tantas blasfêmias, profanações do sagrado, perseguições aos Vossos filhos e à Vossa Santa Igreja, e contra tantos e tantos testemunhos de ódio contra a Fé Cristã.


Eu Vos peço perdão, Senhor, pelos pecados terríveis do aborto, da violência dos homens e dos escândalos contra os mistérios da Graça. Eu Vos peço perdão, meu Deus, pelas almas que renegaram definitivamente neste dia o jugo suave da Vossa Santa Lei, perderam o Céu para sempre e que hoje já não são mais Vossas. Amém.

terça-feira, 4 de julho de 2017

PRINCIPAIS ORAÇÕES E INTRUÇÕES QUE TODO CATÓLICO DEVE SABER



Pai-Nosso


Pai Nosso, que estais nos Céus, santificado seja o Vosso nome; venha a nós o Vosso reino; seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação; Mas livrai-nos do mal. Amém.


Ave-Maria


Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é conVosco; bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória


Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

Credo


Creio em Deus Pai Todopoderoso, Criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu aos infernos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai Todopoderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.


Salve-Rainha


Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do Vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, Sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.


O Decálogo


Os Mandamentos da Lei de Deus são dez. Os três primeiros pertencem à honra de Deus, e os outros sete, ao proveito do próximo:


O primeiro, amar a Deus sobre todas as coisas.
O segundo, não jurar seu Santo Nome em vão.
O terceiro, santificar as festas de guarda.
O quarto, honrar pai e mãe.
O quinto, não matar.
O sexto, não pecar contra a castidade.
O sétimo, não roubar.
O oitavo, não levantar falso testemunho, nem mentir.
O nono, não desejar a mulher do próximo.
O décimo, não cobiçar as coisas alheias.



Esses dez Mandamentos se encerram em dois: servir e amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. Amém.

Os Artigos da Fé

Os artigos da Fé são catorze. Os sete primeiros pertencem à Divindade, e os outros sete, à Santa Humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem Verdadeiro.

Os que pertencem à Divindade são estes:


1. Crer em um só Deus Todopoderoso.
2. Crer que é Pai.
3. Crer que é Filho.
4. Crer que é Espírito Santo.
5. Crer que é Criador.
6. Crer que é Salvador.
7. Crer que é Glorificador.


Os que pertencem à Santa Humanidade são estes:


1. Crer que Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto Homem, foi concebido por obra e graça do Espírito Santo.
2. Crer que nasceu de Santa Virgem Maria, sendo ela virgem antes do parto, no parto e depois do parto.
3. Crer que recebeu morte e paixão para salvar a nós, pecadores.
4. Crer que desceu aos infernos e de lá tirou as Almas dos Santos Pais que estavam esperando sua vinda.
5. Crer que ressuscitou dos mortos ao terceiro dia.
6. Crer que subiu aos Céus e está sentado à direita de Deus Pai Todopoderoso.

7. Crer que virá a julgar os vivos e os mortos: convém saber, aos bons para dar-lhes glória, porque guardaram seus Mandamentos, e aos maus, a pena eterna, porque não os guardaram.


Padre Gaspar Astete


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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Oração para fazer a vontade de Deus



"Terno  Coração  de  Jesus ,  cada  vez  que  eu disser :  Deus seja bendito! - ou :  Faça-se a vontade  de  Deus!  - proponho  por  este  meio  aceitar  todas  as  disposições  de  vossa  providencia a meu  respeito,  no  tempo  e  na  eternidade.

Não quero  outro  estado  de  vida ,  outra  casa, outro  alimento,  outra  saúde,  outras  vestes  que as  que  me  derdes. 

Não  quero  outra  fortuna, outro  emprego,  outros  talentos  que  os  que  me haveis  destinado.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

ORACIÓN DE ISABEL LA CATÓLICA

Tengo miedo, Señor,
de tener miedo
y no saber luchar.
Tengo miedo, Señor,
de tener miedo
y poderte negar.

Yo te pido, Señor,
que en Tu grandeza
no te olvides de mí;
y me des con Tu amor
la fortaleza
para morir por Ti.

clique para ler o testamento da rainha


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segunda-feira, 9 de março de 2015

SANTA FRANCISCA ROMANA - ORAÇÃO



Oração 


Senhor Deus, em Santa Francisca, 
nos deste um exemplo singular das duas vidas: 
a monástica e a conjugal.
Ajude-nos a perseverar em Vos servir,
de modo que, em todas as vicissitudes da vida,
possamos tanto olhar para Vós, 

quanto Vos seguir. Amen. 





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sábado, 6 de julho de 2013

Oração a Santo Antonio Maria Zaccaria para maior devoção ao SS. Sacramento


Senhor, 

Vosso Divino Filho quis permanecer entre nós 

na humildade do mais simples dos alimentos: o Pão. 

Peço-Vos, por intercessão de Santo Antônio Maria de Zaccaria, 

maior devoção ao Santíssimo Sacramento. 

Fazei-me reconhecer a profundidade da Graça da Sagrada Comunhão. 

Amém.






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quinta-feira, 14 de março de 2013

Eu recorro a Deus

Eu recorro a Deus


Eu recorro a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, que ordene a São Miguel, São Gabriel, São Rafael para afastar de mim, da minha família, dos meus negócios e dos meus funcionários todas as perturbações, laços malignos feitos por inveja, palavras e atos diabólicos. Amém .

(Repetir três vezes e, depois, o Credo)


 

Credo (Niceno-Constantinopolitano)


Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso
Criador do Céu e da Terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós homens e para nossa salvação
desceu dos Céus.
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.

Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
Professo um só Baptismo para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há-de vir. Ámen.


São Profissões de Fé: o Símbolo Atanasiano, o Símbolo (ou Credo) dos Apóstolos e o Símbolo (ou Credo) Niceno-Constantinopolitano. .
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Pai Nosso por São Cipriano de Cartago

(†258) Bispo de Cartago e Mártir 

A Oração do Senhor - Pai Nosso

A Oração do Senhor
(P.L. 4, 541-555)


Quais são, caríssimos irmãos, os mistérios da oração do Senhor? Quantos e quão grandes são eles, condensados em palavras breves mas prenhes de força espiritual, que nada omitem e fazem dessa oração um compêndio da doutrina celeste?

Diz ele: "Assim deveis orar: Pai-nosso, que estás nos céus". O homem novo, renascido e restaurado para Deus, pela graça, diz, logo de início, Pai, porque já começou a ser filho. "Veio pata o que era seu e os seus não o receberam. A todos, porém, que o receberam, deu o poder de se tornarem filhos de Deus, a todos os que crêem em seu nome". [1]. Assim, aquele que crê em seu nome e se torna filho de Deus, há de começar imediatamente a dar graças e a confessar-se filho de Deus. E ao dirigir-se a Deus, chamando-o de Pai que está no céu, indica também, por suas primeiras palavras da vida nova, que renunciou ao pai terreno e carnal, que reconhece o Pai que principiou a ter no céu. Pois está escrito: "Quem diz a seu pai e a sua mãe, não os conheço, e a seus filhos, não sei quem sois, este guardou os teus preceitos e conservou o teu testamento" [2]. Também o Senhor ensinou que não devemos chamar a ninguém" pai", na terra, porque só existe para nós um Pai que está nos céus. E respondeu ao discípulo que fizera menção do pai falecido: "Deixa aos mortos que sepultem os seus mortos" [3]. Ele havia dito que o seu pai estava morto, contudo o Pai dos crentes vive.

Como é grande, portanto, a indulgência do Senhor! Ele nos envolve com a abundância de sua graça e bondade, a ponto de querer que o chamemos Pai, ao elevarmos a Deus nossa oração, de modo que assim como Cristo é Filho, nós também sejamos chamados filhos. Se o próprio Cristo não nos tivesse permitido orar dessa maneira, quem de nós ousaria pronunciar tal nome de Pai? Por isso devemos estar conscientes de que se damos a Deus tal apelativo precisamos agir como filhos seus, para que assim como nos alegramos com Deus Pai, também se alegre Ele conosco. Vivamos, portanto, como templos de Deus, para que se note que Ele habita em nós. Que nossa ação não seja indigna do Espírito, para que não nos aconteça ter começado a ser do céu e pensar e praticar o que não é celeste nem espiritual. Com efeito, o Senhor nos adverte: - "Eu glorificarei os que me glorificam e desprezarei os que me desprezam" [4]. Igualmente diz o bem-aventurado Apóstolo: "Não sois vossos. Fostes comprados por um grande preço. Glorificai a Deus trazendo-o em vosso corpo" [5].

Dizemos a seguir: "Santificado seja o teu nome". Não porque pretendamos que Deus seja santificado por nossa oração, mas pedimos que seu nome seja santificado em nós. De resto, por quem poderia ser santificado o santificador? Mas, como disse ele: "sede santos, que eu também sou santo" [6], suplicamos a perseverança naquilo que começamos a ser pela santificação do batismo. Oramos assim todos os dias, necessitamos diariamente de santificação a fim de purificar-nos continuamente dos pecados de cada dia. E o Apóstolo nos indica qual a santificação que nos é conferida pela misericórdia de Deus: "Na verdade, fostes perversos, devassos... mas fostes lavados, justificados e santificados em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus" [7]. Diz que estamos santificados em nome de Jesus Cristo e no Santo Espírito do nosso Deus. Oramos para que esta santificação permaneça em nós. E como o Senhor, nosso juiz, recomendou ao que foi por ele curado e vivificado, não reincidisse em pecado, a fim de não lhe acontecer algo pior, fazemos continuamente esta prece, suplicamos dia e noite, seja mantida em nós, pela proteção de Deus, a santificação e vivificação que recebemos de sua graça.

Segue-se a petição: "Venha a nós o teu reino". Desejamos que o reino de Deus se torne presente a nós, como havíamos desejado que o seu nome fosse santificado em nós. Pois quando é que Deus não reina? Quando poderia começar para ele um reino que sempre existiu e nunca deixará de existir? Pedimos, pois, que venha a nós o "teu reino", aquele que nos foi prometido por Deus e obtido pela paixão de Cristo. Nós, os que servimos neste século como servos, esperamos reinar com Cristo vitorioso, conforme a promessa: "Vinde, benditos de meu Pai, apossai-vos do reino que vos está preparado desde o começo do mundo" [8]. Pode-se dizer que o próprio Cristo seja o reino de Deus ao qual queremos chegar, cada dia, e cujo advento pedimos que se abrevie. Pois se ele é a nossa ressurreição, porque nele ressuscitamos, podemos igualmente conceber que ele seja também o reino, uma vez que nele havemos de reinar. E com razão pedimos o reino de Deus, isto é, o reino celeste, pois há também o reino terrestre, mas quem renunciou ao século está acima desse reino e das suas honras.

Ajuntamos a seguir: "Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu". Não que Deus deva ser rogado a fazer o que Ele mesmo quer, mas nós devemos fazer o que Ele quer.

Quem o impediria de fazer o que quer? Nós, todavia, perturbados como somos pelo diabo, que pretende impedir-nos de seguir a Deus com toda a alma e ação, regamos que se cumpra em nós a vontade de Deus, para o que é indispensável sua ajuda e proteção. Ninguém é forte por suas próprias forças, mas graças à indulgência e misericórdia de Deus. Até o próprio Cristo indica a fraqueza do homem que ele mesmo carregava, dizendo: "Pai, se possível, afasta de mim este cálice" [9]. E acrescentou imediatamente, deixando aos discípulos o exemplo de que não deveriam fazer a própria vontade, mas a de Deus: "contudo, não se faça o que eu quero, mas o que tu queres". O mesmo ele diz em outro lugar: "Não desci do céu para fazer a minha vontade, mas a daquele que me enviou" [10].

Se o Filho esteve atento no cumprir a vontade do Pai, quanto mais deve estar o servo em relação ao Senhor. São João nos exorta igualmente, em sua epístola, a cumprir a vontade do Pai: "Não ameis o mundo, nem o que está no mundo. Se alguém ama o mundo, a caridade do Pai não está nele. Pois tudo que está no mundo é concupiscência da carne, concupiscência do mundo. O mundo passará, e igualmente a sua concupiscência; aquele, porém, que cumprir a vontade de Deus permanece eternamente" [11]. Os que quisermos permanecer eternamente devemos, pois, cumprir a vontade do eterno Deus.

Ora, a vontade de Deus é a que Cristo praticou e ensinou. Humildade na vida, estabilidade na fé, veracidade nas palavras, justiça no agir, misericórdia nas obras, disciplina nos costumes, não saber injuriar, tolerar a injúria recebida, manter a paz com os irmãos, querer a Deus com todo o coração, amando-o como Pai e temendo-o como Deus; nada prepor ao Cristo, porque ele também nada prepôs a nós; aderir inseparavelmente à sua caridade, unir-se à sua cruz com firmeza e fé e, quando houver luta por seu nome e honra, manifestar na palavra e constância, com que o confessarmos diante dos juízes, a firmeza de nosso combate; manifestar enfim na morte a paciência pela qual somos coroados. Isso é ser co-herdeiros de Cristo, isso é praticar o preceito de Deus, isso é cumprir a vontade do Pai!

Pedimos que seja feita a vontade do Pai assim na terra como no céu, pois em ambos os casos está em jogo nossa segurança e salvação. Possuímos um corpo da terra e um espírito do céu, somos a um tempo terra e céu. Oramos para que em ambos, corpo e espírito, seja feita a vontade de Deus. Na verdade, há luta entre a carne e o espírito, e essa discórdia diária acarreta-nos embaraços para fazer o que queremos. De um lado o espírito procura o que é celeste, o divino; de outro lado a carne cobiça o secular, o terreno. Por isso pedimos que pelo auxílio de Deus se estabeleça a harmonia entre ambos, que graças à sua vontade, realizada na carne e no espírito, seja salva a vida por ele renascida.

Pode-se ainda, irmãos caríssimos, entender de outra maneira. Como o Senhor quer e exige que amemos até os inimigos, que oremos até pelos que nos perseguem, pode-se entender que devamos pedir também pelos que ainda são terra e não começaram a ser celestes, para que neles se realize a vontade de Deus, a vontade que Cristo cumpriu conservando e reintegrando o homem.

O Senhor já não chama seus discípulos terra, mas sal da terra, e o Apóstolo diz que o primeiro homem é limo da terra, ao passo que o segundo é celeste; portanto, nós, que devemos ser semelhantes ao Pai - (o qual faz nascer o sol sobre bens e maus, chover sobre justos e injustos) - seguindo o conselho de Cristo, oramos e pedimos numa única prece pela salvação de todos. Assim como a vontade de Deus foi feita no céu, isto é, em nós - que pela fé nos tornamos céu assim se faça também na terra, isto é, nos que ainda não crêem, que ainda são terrenos pelo primeiro nascimento a fim de começarem a ser celestes pelo renascimento na água e no Espírito.

Prosseguindo, dizemos: "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje". Podemos tomar este pedido tanto no sentido espiritual como no literal, pois os dois modos de entender servem divinamente à nossa salvação. O Cristo é o pão da vida, e este pão não é de todos, é nosso. E assim como dissemos Pai nosso) porque é Pai dos que entendem e crêem, dizemos também pão nosso) porque é pão para aqueles que comem o seu corpo. Pedimos que este pão nos seja dado diariamente a fim de que, estando no Cristo e recebendo diariamente a eucaristia como alimento de salvação, não venhamos a ser separados do Corpo de Cristo e tornar-nos alguma vez proibidos de participar do pão celeste, afastados da comunhão, por causa de algum grave pecado. Ele próprio disse: "Eu sou o pão que desci do céu. Se alguém comer do meu pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo" [12]. Dizendo viver eternamente quem comer deste pão, fica evidente que viverão sempre os que pertencem ao seu corpo e recebem a eucaristia, pelo direito da comunhão, ao mesmo tempo que se passa a temer que alguém seja separado do corpo de Cristo e afastado da salvação, pela interdição de participar do pão. Devemos orar para que tal não aconteça, como ele mesmo nos adverte: "se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" [13]. Por isso pedimos que o pão nosso, isto é, Cristo, nos seja dado diariamente. Vivendo nele, não nos afastaremos de seu corpo e de sua santificação.

Pode-se, na verdade, interpretar de outra maneira estas palavras. Pode-se entender que nós, que renunciamos ao século e rejeitamos as suas riquezas e pompas, pela fé da graça espiritual, não peçamos senão o alimento indispensável para o nosso sustento, conforme a palavra do Senhor: "Quem não renunciar a tudo que possui, não pode ser meu discípulo". [14]. Quem, portanto, seguindo a palavra do Mestre, renunciou a tudo e começou a ser discípulo de Cristo, deve pedir o alimento para o dia que passa e não estender os seus desejos em longos pedidos. Assim ele preceituou, dizendo: "Não penseis no dia de amanhã, porque o dia de amanhã trará os seus cuidados. Basta a cada dia a sua própria pena". [15]. Assim, o discípulo de Cristo, proibido de preocupar-se com o dia de amanhã, pede apenas o alimento de cada dia. Aliás, seria estranho e contraditório pedirmos que o reino de Deus venha a nós em breve e ao mesmo tempo cuidarmos de viver no mundo mais longamente. Também o Apóstolo aconselha, fortalecendo e consolidando nossa fé e esperança: "Nada trouxemos para este mundo; e nada, na verdade, podemos levar. Se temos o que comer e vestir, estejamos contentes. Os que desejam enriquecer, caem na tentação, no laço e em muitos desejos nocivos que lançam o homem na perdição e na morte. Com efeito, a raiz de todos os males é a cobiça; por ela alguns se afastaram da fé e acarretaram para si muitas dores" [16].

Esta doutrina ensina, não só que as riquezas devam ser desprezadas, mas que são perigosas, achando-se nelas a raiz dos males que afagam e enganam, por disfarces e seduções, a cega mente humana. Daí, Deus ter respondido ao rico insensato que pensava nos seus bens terrenos e se vangloriava da abundância dos seus frutos: "Insensato, esta noite ainda, entregarás a tua alma; para quem ficará o que preparaste?" [17] Alegrava-se o insensato com seus frutos na noite em que ia morrer, preocupava-se com a abundância de alimento no momento em que a vida já se afastava.

O Senhor ensina, ao contrário, tornar-se perfeito e íntegro quem vende tudo o que possui e dá aos pobres, prepara este seu tesouro no céu. Diz o Senhor que só pode segui-lo e imitar a glória de sua paixão quem não está ligado por interesses particulares e então, pronto e sem empecilhos, está livre para acompanhar com a própria pessoa a doação já feita dos bens. Em preparação para isso aprenda-se a orar dessa maneira e a descobrir assim como se deve ser.

Pedimos a seguir por nossos pecados, dizendo: - "Perdoa as nossas dívidas, como nós perdoamos aos nossos devedores". Depois do socorro do alimento, o perdão do pecado. Quem é alimentado por Deus, viva também em Deus; cuide não só da vida presente e temporal, mas sobretudo da eterna, à qual se pode chegar se os pecados são perdoados, pecados que o Senhor, no Evangelho, chama dívidas: "Perdoei toda a tua dívida, porque me pediste" [18].

Mas, quão necessária, quão salutar e previdentemente se nos adverte que somos pecadores e devemos rogar pelos nossos pecados! Pois ao pedirmos a misericórdia de Deus, tomamos consciência de nós mesmos. Para que ninguém se contente consigo, presumindo-se inocente, nem avance ainda mais para a morte, exaltando-se, está essa ordem de rezarmos cada dia pelos próprios pecados, lembrando-nos que pecamos diariamente. Disso aliás também nos previne João, na epístola: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está conosco. Se, porém, confessarmos nossos pecados, o Senhor é fiel e justo para perdoá-los" [19]. Aqui estão duas idéias: devemos rogar pelos nossos pecados, e conseguiremos a indulgência quando o fizermos. Por isso, diz-se que o Senhor é fiel no cumprimento de sua promessa, isto é, fiel no perdão dos pecados: ensinou-nos a orar nessa intenção, prometendo a indulgência e a misericórdia de um Pai.

Mas vem logo indicada, claramente, a condição segura e o penhor de nossa prece, a maneira em que devemos fazê-la: peçamos para nós o perdão das dívidas na medida em que perdoarmos aos nossos devedores; não podemos conseguir o que pedimos para os nossos pecados, se não fizermos o mesmo em relação aos nossos devedores. Nesse sentido, lê-se em outro lugar: "Na medida em que medirdes, sereis medidos" [20]. Assim, aquele servo que recebera do senhor o perdão de toda a sua dívida e a seguir não quis fazer o mesmo para o companheiro, foi preso e encarcerado. O senhor retirou-lhe o perdão porque lhe faltou indulgência para com o companheiro. Outra vez, mais fortemente ainda, Cristo propõe, entre seus preceitos, este princípio: "Se ides orar e tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-o antes, para que o vosso Pai celeste, igualmente, vos perdoe os pecados. Se porém não perdoardes, vosso Pai do céu também não perdoará os vossos pecados" [21]. Não te restará, pois, a menor escusa no dia do juízo, quando fores julgado conforme tua sentença. Como fizeste, assim te será feito.

Deus preceituou que devemos ser pacíficos, concordes e unânimes em sua casa. Ele quer que perseveremos tais como nos fez pela geração do segundo nascimento, a fim de que permaneçam na sua paz, os que vivemos em Deus e tenhamos uma só alma e um só sentir os que temos um só Espírito. Deus não aceita o sacrifício do dissidente. Manda que volte do altar e se reconcilie antes com o irmão para ser benigno e obter a benignidade de Deus. O máximo sacrifício, aos olhos de Deus, é a nossa paz e concórdia fraternal, é o povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Manda-nos ainda o Senhor que digamos na oração: "E não nos deixes cair em tentação". Isto mostra que o adversário nada pode contra nós sem uma permissão de Deus. Assim, voltar-se-á para o Senhor todo nosso temor, zelo e devoção; pois nada é possível ao Maligno, no sentido de tentar-nos, sem a divina permissão.

Prova-o a divina Escritura; "Veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e atacou-a; o Senhor entregou-a em suas mãos" [22].

E o poder contra nós é dado a ele segundo os nossos pecados, pois está escrito: "Quem entregou Jacó ao massacre e Israel aos espoliadores? Não foi Deus, contra quem pecaram, cujas vias não quiseram seguir e cuja lei não quiseram ouvir, que dirigiu para eles a ira de sua alma?" [23] E também a respeito de Salomão, quando pecou e se afastou dos caminhos de Senhor: "O Senhor excitou Satanás contra Salomão" [24].

De duas maneiras é dado poder contra nós: para castigo, quando pecamos; para glória, quando somos provados. Isso aparece concretamente no caso de Jó, por revelação do próprio Deus: "Eis, tudo que é dele coloco em teu poder; cuida, porém, de nele não tocares" [25].

No Evangelho, diz o Senhor sobre o tempo da paixão: "Nenhum poder terias contra mim, se não te fosse dado do alto" [26].

Rogando para não cair em tentação, lembramo-nos de nossa fraqueza e miséria, e não nos exaltarmos insolentemente, considerando orgulhosamente algo como nosso, não julgaremos nossa glória a confissão do martírio. Pois, ensinando-nos a humildade, diz o Senhor: "Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca" [27]. Antepõe, assim, a confissão humilde e submissa à prece, atribui tudo a Deus a fim de obteres da sua misericórdia o que pedires com temor e reverência.

Depois disto tudo, completando a oração, vem a petição final que, numa síntese brevíssima conclui todos os nossos pedidos e súplicas. Dizemos em último lugar: - "Livra-nos de todo o mal" abrangendo com esta palavra as adversidades que o inimigo possa maquinar contra nós neste mundo. Contra todas as tramas suas estaremos firmes e seguros se Deus nos livrar delas, se conceder seu auxílio aos que Lho suplicam e imploram. Tendo dito: "Livra-nos do mal", nada mais resta a pedir, pois já pedimos, de uma só vez, a proteção de Deus contra o mal; conseguida essa proteção estamos seguramente guardados contra as maquinações do diabo e do mundo. Com efeito, que se poderá temer no mundo se se tem a Deus por guardião?



1 Jo 1,115.
2 Dt 33,9.
3 Mt 8,22.
4 15m 2,30.
5 lCor 6,19.
6 Lv 20,26; Pd 1,16.
7 1Cor 6,95.
8 Mt 25,34.
9 Mt 26,39.
10 Jo 6,38
11 lJo 2,15 ss
12 Jo 6,51.
13 Jo 6,53.
14 Lc 14,33.
15 Mt 6,34.
16 1Tm 5,7 ss.
17 Lc 20,20.
18 Mt 18,32
19 1Jo 1,8.
20 Mt 7,2.
21 Mt 6,14
22 Dn 1,1-2.
23 Is 12,255.
24 1Rs 1,14.
25 Jo 1,12.
26 Jo 19,11.
27 Mt 26,41.


Fontes:

  • GOMES, Cirilo Folch, OSB. Antologia dos Santos Padres. Coleção "Patrologia". Ed. Paulinas, São Paulo, 1985.
  • http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com.br/2012/11/pai-nosso-sao-cipriano-de-cartago.html
  • http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/s_cipriano_a_oracao_do_senhor.html
  • http://martyrologioromano.blogspot.com/2013/09/sao-cipriano-de-cartago.html

sábado, 17 de novembro de 2012

Oração para antes do namoro


Oração para antes do namoro



Senhor, estou aqui diante de um templo santo onde Vós habitais. Amo-Vos presente neste templo, e prefiro morrer a profanar este santuário mesmo por um pensamento. Fazei que com este namoro eu aprenda a amar a Vós presente no outro e, assim, descubra se foi este (esta) quem escolhestes para estar a meu lado por toda a vida. 

São Rafael Arcanjo, que conduzistes Tobias e Sara e lhes ensinastes a pureza do coração, fazei-nos namorar, na obediência aos mandamentos, de tal modo que os anjos possam estar presente e possamos glorificar a Deus conosco para sempre. Amém.


Sobre namoro, leia mais aqui




Depois do Namoro:

Convém fazer um exame de consciência: "Eu estou agora amando a Deus mais do que antes?"  (Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz). 


Vide também:

Sê puro, jovem!. 
Oração dos namorados cristãos.
Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria para obter a Pureza.
Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria. 
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ato de Perfeito Amor a Deus

ATO DE PERFEITO AMOR A DEUS


Primeiramente um esclarecimento: Habitualmente, em nosso amor de Deus há mistura de amor puro e de amor de esperança, o que quer dizer que amamos a Deus por Si mesmo, porque é infinitamente bom, e também porque é a fonte de nossa felicidade. Estes dois motivos não se excluem, pois Deus quis que em O amar e glorificar encontrássemos a nossa felicidade. Não nos inquietemos, pois, desta mistura, e, pensando no Céu, digamo-nos somente que a nossa felicidade consistirá em possuir a Deus, em O ver, amar e glorificar; então o desejo e a esperança do Céu não impedem que o motivo dominante das nossas ações seja verdadeiramente o amor de Deus.

O Ato de Amor a Deus é a maior e mais preciosa ação que possa ser feita, tanto no Céu como na terra. A alma que faz mais Ato de Amor a Deus é a alma mais amada por Deus no Céu e na terra. O Ato de Amor a Deus é o mais poderoso e eficaz meio para chegar bem depressa, e facilmente, a mais íntima união com Deus, à mais alta santidade e à maior paz da alma (Beato Olier).

O Ato de perfeito Amor a Deus realiza imediatamente o mistério da união da alma com Deus. E se esta alma fosse culpada dos maiores erros, ainda que numerosos, adquiriria imediatamente a Graça de Deus com este Ato, com a condição de desejar se confessar o quanto antes. Não pode comungar antes da confissão. Mas queremos dizer que feito o Ato de perfeito Amor a Deus, a alma por mais pecadora é perdoada por este Ato, e se morrer antes de se confessar não vai para o inferno. Está salva.

Este ato purifica a alma dos pecados veniais, das imperfeições, dá o perdão do pecado, dá também a remissão da pena por todos os pecados, e restitui os méritos perdidos. O Ato perfeito de Amor a Deus devolve à alma, imediatamente, a inocência batismal. É este Ato o meio eficaz para converter os pecadores, salvar os moribundos, libertar as almas do Purgatório, e para consolar os que sofrem, para ajudar os Padres, para ser útil às almas e à Igreja.

Um Ato perfeito de Amor a Deus aumenta a glória exterior do próprio Deus, da Santíssima Virgem e de todos os Santos do Paraíso; soergue todas as almas do Purgatório; obtém acréscimo da graça para todos os fiéis sobre a terra, reprime o poder maligno do inferno sobre as criaturas. O menor Ato de amor a Deus chega como benção e graça até ao selvagem que mora na última choupana abandonada nos limites da terra.

O Ato de Amor a Deus é o mais poderoso meio de evitar o pecado, de vencer as tentações e também para adquirir todas as virtudes e merecer todas as graças.

"O menor Ato de perfeito Amor a Deus tem mais efeito, mais merecimento e mais importância que todas as boas obras em conjunto" (São João da Cruz). É óbvio que São João da Cruz está se referindo às obras boas mas não feitas com perfeito amor a Deus.

O Ato de Amor a Deus é a ação mais simples, mais fácil, mais curta ou rápida que se pode fazer, pois basta dizer com toda simplicidade: "Meu Deus, eu Vos amo".

É tão fácil fazer um Ato de Amor a Deus. Pode-se realizá-lo a todo o momento, em todas as circunstâncias, no meio do trabalho, entre a multidão humana, seja qual for o lugar, e num instante de tempo. O Bom Deus está sempre presente, ouvindo, esperando afetuosamente colher do coração da criatura essa expressão de amor. Ele deseja somente que a alma que faz um Ato de Amor conserve-se atenta um momento para poder Ele, Deus, responder-lhe por sua vez: "Eu também te amo; Eu te amo muito!".

O Ato de Amor não requer esforço nem inteligência. Não interrompe a atividade, não exige fórmulas particulares.

O Ato de Amor não é um ato de sentimento; é um ato da vontade. Elevado infinitamente acima da sensibilidade, é também imperceptível aos sentidos. Basta que a alma diga ou mesmo exprima sem palavras ao bom Deus: "Meu Deus, eu Vos amo!".

Sofrendo na dor em paz e com paciência, a alma manifesta seu Ato de Amor deste modo: "Eu Vos amo Meu Deus, por isto sofro tudo por amor a Vós!".

Em meio aos trabalhos e preocupações exteriores, no cumprimento do dever cotidiano: "Meu Deus, eu vos amo, trabalho comVosco, para Vós, por Vosso Amor".

Na solidão, no isolamento, na imolação, na desolação: "Obrigado, meu Deus, sou assim mais semelhante a Jesus. Basta-me amar-Vos muito!".

Por ocasião de defeitos, mesmo graves: "Meu Deus, sou fraco, perdoai-me. Recorro a Vós, refugio-me em Vós porque Vos amo muito!".

Nas alegrias, nas horas de felicidade: "Meu Deus, obrigado por este dom. Eu Vos amo!".

Quando a última hora se aproximar: "Obrigado, meu Deus por tudo. Amei-Vos sobre a terra; espero amar-Vos para sempre no Paraíso!".

Pode-se fazer o Ato de Amor a Deus de mil modos diversos. Mas ele é realizado de modo particular pela vontade sempre disposta a cumprir a Santa Vontade de Deus, de qualquer modo que ela se apresente e nos seja manifestada.

Faz-se o Ato de Amor a Deus, também, quando se cumpre mesmo uma pequenina obrigação, quando se sofre uma bem pequena pena, ou frui-se qualquer ventura ou alegria, tudo por seu Amor.

"Para o bom Deus, vale mais apanhar um alfinete do chão por seu Amor, do que realizar ações notáveis por outros objetivos, ainda que honestos" - diz um santo.

Faz-se Atos de Amor a Deus todas as vezes que se Lhe diz pela vontade: "Meu Deus, eu Vos amo!".

Uma pobre alma, ignorada de todos, pode fazer por dia 10.000 Atos de Amor a Deus. Na realidade, uma alma simples e que vive no meio do mundo e no meio da agitação e das preocupações pode repetir cada dia 10.000 vezes: "Meu Deus, eu Vos amo!".


A ALMA PODE FAZER O ATO DE AMOR A DEUS EM TRÊS GRAUS DE PERFEIÇÃO.

1º) - Vontade de sofrer quaisquer penas e até mesmo a morte para não ofender gravemente o Senhor. "Meu Deus, antes morrer que cometer um pecado mortal".
2º) - Vontade de sofrer qualquer pena e até mesmo a morte de preferência a consentir num pecado venial. "Meu Deus, antes morrer que ofender-Vos, mesmo levemente".
3º) - Vontade de escolher sempre o que for mais agradável a Deus. "Meu Deus, uma vez que Vos amo, quero somente o que quereis".

Cada um destes três atos contém um Ato perfeito de Amor a Deus.

Santo não é quem faz milagres, tem êxtases ou visões, mas quem faz mais Atos de Amor a Deus no decorrer do dia.

Santo não é apenas quem nunca consente num pecado, mas quem faz pecados por fraqueza, mas logo se reergue e encontra em sua própria fraqueza nova razão de amar ainda mais o bom Deus e de se abandonar melhor nos braços Divinos.

Santo não é apenas quem se flagela, usa de fortes mortificações ou que foge ao mundo, ou que realiza obras notáveis que maravilham os homens, mas quem diz maior número de vezes e com mais amor aos bom Deus: "Meu Deus, eu Vos amo muito, e por vosso amor, quero florescer onde me semeastes".

Santo é quem repete com maior vontade e maior número de vezes o Ato de Amor pela jornada diária afora: "Meu Deus, eu Vos amo muito".

A alma mais simples e escondida, ignorada de todos, mas que faz o maior número de Atos de Amor a Deus é muito mais útil às almas e à Igreja do que aquelas que fazem grandes obras com menor amor.

As obras grandiosas e maravilhosas de alguns santos tiveram muito valor justamente porque tiveram como motivo o grande amor a Deus que lhes inflamava a alma.





Esta postagem é um folheto distribuído por Religiosas no alto da "Escada Santa" em Roma. Foi traduzido para o português e publicado em 1958. Recebeu para tanto o Nihil obstat do Cônego Vital B. Cavalcanti (Censor ad hoc); e o Imprimatur foi dado pelo Mons. Caruso, Vigário Geral no Rio de Janeiro. Portanto, pode divulgar.

Português revisado por mim.
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sábado, 22 de outubro de 2011

Espírito Santo - orações

Oração ao Espírito Santo pela Igreja


Ó Espírito Santo Criador, assisti benignamente a toda a Igreja Católica. Fortalecei-A e confirmai-A pela Vossa divina virtude contra todos os ataques dos inimigos. Renovai também, pela Vossa graça e caridade, o espírito dos Vossos servos que ungistes, para que em Vós glorifiquem o Pai e Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.
(Indulgência parcial)




Oração para alcançar os sete dons e os doze frutos do Espírito Santo


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Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis, e acendei neles o fogo do Vosso amor!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do temor de Deus, para que eu sempre me lembre com suma reverência e profundo respeito da Vossa divina presença, trema, como os mesmos Anjos, diante de Vossa divina Majestade, e nada receie tanto como desagradar aos Vossos santos olhos.
Ave-Maria...

Espírito Santo, concedei-me o dom da piedade, que me tornará delicioso o trato conVosco na oração, e me fará amar a Deus com íntimo amor, como a meu Pai, a Maria Santíssima como a minha Mãe e a todos os homens como meus irmãos em Jesus Cristo.
Ave-Maria...

Espírito Santo, concedei-me o dom da ciência, para que eu conheça cada vez mais a minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude e o valor inestimável da alma, e para que sempre veja claramente as ciladas do demônio, da carne e do mundo, para poder evitá-las.
Ave-Maria...

Espírito Santo, concedei-me o dom da fortaleza, para que eu, sem respeito humano, fuja do pecado, pratique a virtude com fervor, e sofra com paciência e com alegria de espírito os desprezos, prejuízos, perseguições e a própria morte, antes que renegar por palavras ou por obra ao meu amabilíssimo Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
Ave-Maria...

Espírito Santo, concedei-me o dom do conselho, tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolha o que mais Vos agrada, siga em tudo a Vossa divina graça, e com bons e caridosos conselhos socorra ao próximo.
Ave-Maria...

Espírito Santo, concedei-me o dom do entendimento, para que eu, iluminado pela luz celeste de Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da doutrina cristã e saiba defendê-las.
Ave-Maria...

Espírito Santo, concedei-me o dom da sabedoria, a fim de que eu cada vez mais goste das coisas divinas e, abrasado no fogo do Vosso amor, prefira com alegria o caminho do Céu a tudo que é mundano, e me una para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por Seu amor.
Ave-Maria...

Vinde, Espírito Criador, visitai-me e, com a Vossa divina graça, enchei o meu coração, que Vós criastes. Vinde e repousai sobre mim, Espírito de sabedoria e inteligência, Espírito de conselho e fortaleza, Espírito de ciência, piedade e temor de Deus.

Espírito Santo, Amor eterno do Pai e do Filho, dignai-Vos também conceder-me os Vossos doze frutos: o fruto da caridade, que me una intimamente conVosco pelo amor; o fruto da alegria, que me encha de santa consolação; o fruto da paz, que produza em mim a tranqüilidade da alma; o fruto da paciência, que me faça sofrer tudo por amor de Jesus e Maria; o fruto da benignidade, que me leve a socorrer de boa vontade aos que sofrem; o fruto da bondade, que me torne benfazejo e clemente a todos; o fruto da longanimidade, que me faça esperar com paciência em qualquer demora; o fruto da brandura, que me faça suportar com toda a mansidão as fraquezas do próximo; o fruto da fé, que me faça crer firmemente na doutrina da Santa Igreja; o fruto da modéstia, que regule todo o meu exterior; enfim, os frutos da continência e castidade, que me tornem o coração limpo e imaculado.

Espírito Divino, fazei com que a minha alma seja para sempre Vossa morada e o meu corpo, Vosso sagrado templo. Habitai em mim e ficai comigo na terra, para que eu mereça ver-Vos eternamente no reino da glória. Amém.

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"Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos", Dom Eduardo Herberhold

Pedido

"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitem orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."