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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Poema: As Andorinhas do Senhor

AS ANDORINHAS DO SENHOR




Diz-se, em um velho conto,
Que, ao render o Salvador
Sua doce testa à dor
De seu amargo sofrimento,
Como se rende uma flor
Que se dobra ao passar do vento,
Cantando à Cruz chegaram
Algumas andorinhas
E docemente arrancaram
As sarças e os espinhos
Que os carrascos pregaram
Sobre as têmporas divinas ...

E ao vero, hoje, esta época
Cheia de vãs torpezas,
E de míseras vilanias
E mentirosas grandezas,
Pergunto eu, com dor,
Se o mundo falso e traidor,
Ao irem-se as andorinhas,
Não voltou a carregar de espinhos
A testa do Salvador...

De espinhos, sim, de rancores;
De ingratas divisões,
De hipócritas falsidades;
De mentirosos amores;
Espinhos, mais enganadores,
Porque se ocultam em rosas
De mil fingidas virtudes;
Espinhos de ingratidões
Que são os mais dolorosos...

Que não há punhal que perfure
Com tanta força e dor
Como o espinho que a um pai
Lhe crava um filho traidor!...
Assim, o mundo pecador
Fere as têmporas divinas
Do Divino Redentor...

E não haverá mais andorinhas
Para arrancar os espinhos
Da testa do Senhor?
Sim: nesta Casa ouviram
Umas almas tuas queixas;
Esta Casa que seguiu,
Como uma escrava, tuas pegadas,
Quer, Senhor, ser um ninho
De andorinhas daquelas...

Enquanto o mundo, zombando,
Vá em Tua testa cravando
Suas sarças e seus espinhos
Nós, tuas andorinhas,
As iremos arrancando!
Terás, por cada escondido
Punhal que teu peito apunhala,
Um peito de pena ferido;
Um amor, por cada olvido;
Por cada ingrato, uma escrava;
Por cada abandono, um ninho;
Um bem por cada dor;
Por cada infiel pecador,
Uma alma boa e cristã;
E uma lágrima de amor
Por cada risada mundana.

E, assim, cada andorinha,
Tuas feridas ao curar,
Saberá, Senhor, despertar
Em tua alma grande e divina
Tanto amor... que ainda vai sobrar
Amor para perdoar
Ao que te crave o espinho!

José María Pemán
(1898-1981)


ORIGINAL


Se dice en un viejo cuento
que, al rendir el Salvador
su dulce frente al dolor
de su amargo sufrimiento,
como se rinde una flor
que troncha al pasar el viento;
cantando a la cruz llegaron
unas cuantas golondrinas,
y dulcemente arrancaron
las zarzas y las espinas
que los sayones clavaron
sobre las sienes divinas...

Y al ver hoy estas edades
llenas de vanas torpezas,
y de míseras ruindades
y mentirosas grandezas,
pregunto yo, con dolor,
si el mundo falso y traidor,
al irse las golondrinas,
no ha vuelto a llenar de espinas
la frente del Salvador...

De espinas, sí, de rencores;
de ingratos apartamientos,
de hipócritas fingimientos;
de mentirosos amores;
espinas, más engañosas
porque se ocultan en rosas
de mil fingidas virtudes;
espinas de ingratitudes
que son las más dolorosas...

¡Que no hay puñal que taladre
con tanta fuerza y dolor
como la espina que a un padre
le clava un hijo traidor...!
Así el mundo pecador
hiere las sienes divinas
del Divino Redentor...

¿Y no habrá ya golondrinas
para arrancar las espinas
de la frente del Señor?
Sí: en esta Casa han oído
unas almas tus querellas;
esta Casa que ha seguido,
como una esclava, tus huellas,
quiere, Señor, ser un nido
de golondrinas de aquellas...

Mientras el mundo, burlando
vaya en tu frente clavando
sus zarzas y sus espinas
¡nosotras, tus golondrinas,
te las iremos quitando!
Tendrás por cada escondido
puñal que tu pecho clava,
un pecho de pena herido;
un amor por cada olvido;
por cada ingrato una esclava;
por cada abandono un nido;
un bien por cada dolor;
por cada infiel pecador
un alma buena y cristiana;
y una lágrima de amor
por cada risa mundana.

Y así, cada golondrina,
tus heridas al curar,
sabrá, Señor, despertar
en tu alma grande y divina,
tanto amor... ¡que aun va a sobrar
amor para perdonar
al que te clave la espina!.



Fonte: Catolicidad 
Tradução: Giulia d'Amore di Ugento

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