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"Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém."

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Oração para receber a Comunhão


Oração de São João Crisóstomo para receber a Comunhão


Creio, Senhor e confesso, que em verdade Vós sois Cristo, Filho de Deus vivo e que viestes ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Creio ainda que este é o Vosso Puríssimo Corpo e que este é o Vosso próprio Precioso Sangue.  

Suplico-Vos, pois, tende misericórdia de mim e perdoai-me as minhas faltas voluntárias e involuntárias que cometi por palavras ou ações, com conhecimento ou por ignorância, e concedei-me receber sem condenação Vossos Puríssimos Mistérios para remissão dos pecados e para a vida eterna.  

Da Vossa Ceia Mística, aceitai-me hoje como participante, ó Filho de Deus; pois não revelarei o Vosso Mistério aos Vosso inimigos, nem Vos darei o beijo como Judas, mas como o ladrão me confesso: lembrai-Vos de mim, Senhor, no Vosso Reino; que não seja para meu juízo ou condenação a recepção de Vosso Santos Mistérios, Senhor, mas para a cura do corpo e da alma. Amém!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Oração matutina à Virgem Maria


Todos os dias, diante da imagem da Mãe de Deus, devemos rezar também:

É justo, em verdade, glorificar-vos, ó Mãe de Deus. Mais venerável que os Querubins e mais gloriosa que os Serafins, que ilibadamente deste a luz o Verbo de Deus, logo sois verdadeiramente Mãe de Deus, e nós Vos glorificamos.

S. João Crisóstomo.

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domingo, 18 de maio de 2014

OS NOVE MODOS DE REZAR DE SÃO DOMINGOS

"Durante o dia falava de Deus aos homens
e à noite, em oração, falava dos homens a Deus."
O tema da oração foi, desde sempre, muito querido na Igreja. Grandes Doutores da Igreja como Santo Agostinho, São Gregório, Santo Hilário, Santo Isidoro, São João Crisóstomo, São João Damasceno, São Bernardo, e outros piedosíssimos doutores, gregos e latinos, escreveram grandes tratados sobre a oração. Eles recomendaram-na, descreveram-na, mostraram a sua necessidade e os seus benefícios, explicaram o seu método, preparação e obstáculos. Também São Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno, da Ordem Dominicana, nos seus diversos escritos, expuseram com nobreza, santidade, devoção e elegância a maneira de rezar segundo a qual a alma se serve dos membros do corpo a fim de se elevar a Deus com mais fervor; de tal modo que a alma que anima o corpo é por sua vez animada por este e entra em êxtase, como nos diz São Paulo, ou então num santo arrebatamento, como experimentou o profeta David.

A este respeito, convém narrar o que fazia São Domingos, que recorria frequentemente a este modo de oração através do corpo.

É de se notar que também os Santos do Antigo e Novo Testamento rezavam assim, algumas vezes. Na verdade, este método excita a devoção, pela ação recíproca da alma sobre o corpo e do corpo sobre a alma. Graças a ele, São Domingos chegava a derramar copiosas lágrimas. E crescia-lhe a tal ponto o fervor da vontade que ele não conseguia impedir que os membros de seu corpo manifestassem sua piedade por algum sinal inequívoco. Com que êxtases o seu espírito não se entregava então a pedidos, súplicas, e ações de graças.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um exame de consciência para adultos

Acredito num Salvador que me ama, que perdoa os meus pecados e que me dá a graça de me tornar santo. Jesus Cristo, através do ministério dos Seus sacerdotes, faz ambas as coisas no Sacramento da Penitência.
"Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio... Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; e a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos." (João 20:21-23)
"Mesmo que os teus pecados sejam como escarlate, ficarão brancos como neve." (Isaías 1:18)
"Não vim chamar os justos, mas os pecadores." (Mateus 9:13)
"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3)

* * *

        Oração para antes da Confissão: 

Senhor, iluminai-me para me ver a mim próprio tal como Vós me vedes, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efetivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão.

        Como se Confessar: Antes de mais, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e, com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e atos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direção do Céu.

* * *

Condições necessárias para um pecado ser mortal:

1. Matéria séria
2. Reflexão suficiente
3. Pleno consentimento da vontade

Considerações preliminares:
1. Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado?
Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é privada e sujeita ao Sigilo da Confissão, o que quer dizer que é pecado mortal um sacerdote revelar a quem quer que seja a matéria de uma confissão.

2. Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado?
3. Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs?
4. Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo, impureza, alcoolismo, etc.)?



Primeiro Mandamento: Eu sou o Senhor teu Deus, Não terás deuses estranhos perante Mim (incluindo pecados contra a Fé, Esperança e Caridade).
  1. Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc?
  2. Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei?
  3. Tomei parte num ato de culto não católico?
  4. Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anticatólico?
  5. Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anticatólica?
  6. Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, tábua Ouija, etc.)?
  7. Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos?
  8. Recomendo-me a Deus diariamente?
  9. Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias?
  10. Abusei os Sacramentos de alguma maneira? Recebi-os com irreverência, como, por exemplo, a Comunhão na Mão sem obedecer aos princípios e às sete regras promulgadas por Paulo VI como sendo obrigatórias neste caso?
  11. Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas?
  12. Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido?
  13. Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais?
  14. Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus?
  15. Desesperei da misericórdia de Deus?
  16. Detestei a Deus?
  17. Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objeto ou opinião?
Segundo Mandamento: Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão.
  1. Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância?
  2. Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfêmia)?
  3. Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura?
  4. Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus?
  5. Quebrei uma promessa feita a Deus?
Terceiro Mandamento: Recorda-te de santificar o Dia de Sábado.
  1. Faltei à Missa nos Domingos ou Festas de guarda?
  2. Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa?
  3. Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa?
  4. Estive distraído propositadamente durante a Missa?
  5. Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda?
  6. Comprei ou vendi coisas sem necessidade nos Domingos e Dias Santos de guarda?
Quarto Mandamento: Honra o teu pai e a tua mãe.
  1. Desobedeci aos meus pais, faltei-lhes ao respeito, descuidei-me em ajudá-los nas suas necessidades ou na compilação do seu testamento, ou recusei-me a fazê-lo?
  2. Mostrei irreverência em relação a pessoas em posições de autoridade?
  3. Insultei ou disse mal de sacerdotes ou de outras pessoas consagradas a Deus?
  4. Tive menos reverência para com pessoas de idade?
  5. Tratei mal a minha esposa ou os meus filhos?
  6. Foi desobediente ao meu marido, ou faltei-lhe ao respeito?
  7. Sobre os meus filhos:
Descuidei as suas necessidades materiais?
Não tratei de os fazer batizar cedo? *(Veja-se em baixo.)
Descuidei a sua educação religiosa correta?
Permiti que eles descuidassem os seus deveres religiosos?
Consenti que se encontrassem ou namorassem sem haver hipótese de se celebrar o matrimônio num futuro próximo? (Santo Afonso propõe um ano, no máximo).
Deixei de vigiar as companhias com quem andam?
Deixei de os disciplinar quando necessitassem de tal?
Dei-lhes mau exemplo?
Escandalizei-os, discutindo com o meu cônjuge em frente deles?
Escandalizei-os ao dizer imprecações e obscenidades à sua frente?
Guardei modéstia na minha casa?
Permiti-lhes que usassem roupa imodesta (minissaias; calças justas, vestidos ou camisolas justos; blusas transparentes; calções muito curtos; fatos de banho reveladores; etc.)? †
Neguei-lhes a liberdade de casar ou seguir uma vocação religiosa?

* As crianças devem ser batizadas o mais cedo possível. Além das prescrições diocesanas particulares, parece ser a opinião geral . . . que uma criança deve ser batizada cerca de uma semana ou dez dias a seguir ao nascimento. Muitos católicos atrasam o batismo por quinze dias ou um pouco mais. A ideia de administrar o Batismo nos três dias que se seguem ao parto é demasiado estrita. Santo Afonso, seguindo a opinião geral, pensava que um atraso não justificado de mais de dez ou onze dias a seguir ao parto seria um pecado grave. Segundo o costume moderno, que é conhecido e não corrigido pelos Ordinários locais, um atraso de mais de um mês sem motivo seria um pecado grave. Se não houve perigo aparente para a criança, os pais que atrasem o batismo por três semanas, pouco mais ou menos, não podem ser acusadas de pecado grave, mas a prática de batizar o recém-nascido na semana ou dez dias que se seguem ao parto deve recomendar-se firmemente; e, de facto, pode mesmo recomendar-se um período ainda mais curto. — H. Davis S.J., Moral and Pastoral Theology, Vol. III, pg. 65, Sheed and Ward, New York, 1935.

†Peça o folheto MODÉSTIA NO VESTUÁRIO: info@fatima.org. 

Quinto Mandamento: Não matarás.

  1. Procurei, desejei ou apressei a morte ou o ferimento de alguém?
  2. Alimentei ódio para com alguém?
  3. Oprimi alguém?
  4. Desejei vingar-me?
  5. Provoquei a inimizade entre outras pessoas?
  6. Discuti ou lutei com alguém?
  7. Desejei mal a alguém?
  8. Quis ferir ou maltratar alguém, ou tentei fazê-lo?
  9. Recuso-me a falar com alguém, ou ressentimento de alguém?
  10. Regozijei-me com a desgraça alheia?
  11. Tive ciúmes ou inveja de alguém?
  12. Fiz ou tentei fazer um aborto, ou aconselhei alguém a que o fizesse?
  13. Mutilei o meu corpo desnecessàriamente de alguma maneira?
  14. Consenti em pensamentos de suicídio, desejei suicidar-me ou tentar suicidar-me?
  15. Embriaguei-me ou usei drogas ilícitas?
  16. Comi demais, ou não como o suficiente por descuido (isto é, alimentos nutritivos)?
  17. Deixei de corrigir alguém dentro das normas da caridade?
  18. Causei dano à alma de alguém, especialmente crianças, dando escândalo através de mau exemplo?
  19. Fiz mal à minha alma, expondo-a intencionalmente e sem necessidade a tentações, como maus programas de TV, música reprovável, praias, etc.?
Sexto e Nono Mandamentos: Não cometerás adultério. Não cobiçarás a mulher do próximo.
  1. Neguei ao meu cônjuge os seus direitos matrimoniais?
  2. Pratiquei o controlo de natalidade (com pílulas, dispositivos, interrupção)?
  3. Abusei dos meus direitos matrimoniais de algum outro modo?
  4. Cometi adultério ou fornicação (sexo pré-marital)?
  5. Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homosexualidade ou lesbianismo, etc.)?
  6. Toquei ou abracei outra pessoa de forma impura?
  7. Troquei beijos prolongados ou apaixonados?
  8. Pratiquei a troca prolongada de carícias?
  9. Pequei impuramente contra mim próprio (masturbação)?
  10. Consenti em pensamentos impuros, ou tive prazer neles?
  11. Consenti em desejos impuros para com alguém, ou desejei conscientemente ver ou fazer alguma coisa impura?
  12. Entreguei-me conscientemente a prazeres sexuais, completos ou incompletos?
  13. Fui ocasião de pecado para os outros, por usar roupa justa, reveladora ou imodesta?
  14. Fiz alguma coisa, deliberadamente ou por descuido, que provocasse pensamentos ou desejos impuros noutra pessoa?
  15. Li livros indecentes ou vi figuras obscenas?
  16. Vi filmes ou programas de televisão sugestivos, ou pornografia na Internet, ou permiti que os meus filhos os vissem?
  17. Usei linguagem indecente ou contei histórias indecentes?
  18. Ouvi tais histórias de boa vontade?
  19. Gabei-me dos meus pecados, ou deleitei-me em recordar pecados antigos?
  20. Estive com companhias indecentes?
  21. Consenti em olhares impuros?
  22. Deixei de controlar a minha imaginação?
  23. Rezei imediatamente, para afastar maus pensamentos e tentações?
  24. Evitei a preguiça, a gula, a ociosidade, e as ocasiões de impureza?
  25. Fui a bailes imodestos ou peças de teatro indecentes?
  26. Fiquei sozinho sem necessidade na companhia de alguém do sexo oposto?
Note bem: Não tenha receio de confessar ao sacerdote qualquer pecado impuro que tenha cometido. Não esconda ou tente disfarçá-lo. O sacerdote está ali para o ajudar e perdoar. Nada do que possa dizer o escandalizará; por isso, não tenha medo, por mais envergonhado que esteja.
Sétimo e Décimo Mandamentos: Não roubarás. Não cobiçarás os bens do teu próximo.
  1. Roubei alguma coisa? O quê, ou quanto?
  2. Danifiquei a propriedade de outrem?
  3. Deixei estragar, por negligência, a propriedade de outrem?
  4. Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens de outrem?
  5. Fiz batota ou defraudei alguém?
  6. Joguei em excesso?
  7. Recusei-me a pagar alguma dívida, ou descuidei-me no seu pagamento?
  8. Adquiri alguma coisa que sabia ter sido roubada?
  9. Deixei de restituir alguma coisa emprestada?
  10. Lesei o meu patrão, não trabalhando como se esperava de mim?
  11. Fui desonesto com o salário dos meus empregados?
  12. Recusei-me a ajudar alguém que precisasse urgentemente de ajuda, ou descuidei-me a fazê-lo?
  13. Deixei de restituir o que roubei, ou obtive por embusted ou fraude? (Pergunte ao sacerdote como poderá fazer a restituição, ou seja, devolver ao legítimo dono o que lhe tirou).
  14. Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho?
  15. Invejei os bens de alguém?
  16. Tenho sido avarento?
  17. Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu?
Oitavo Mandamento: Não levantarás falsos testemunhos contra o teu próximo.
  1. Menti a respeito de alguém (calúnia)?
  2. As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais?
  3. Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)?
  4. Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas mas ocultas (maledicência)?
  5. Revelei os pecados de outra pessoa?
  6. Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)?
  7. Dei crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o meu próximo?
  8. Jurei falso ou assinei documentos falsos?
  9. Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas?
  10. Lisonjeei outras pessoas?
* * *
As obras de Misericórdia espirituais e corporais

Descuidei-me no cumprimento das obras seguintes, quando as circunstâncias mo pediam?

As sete obras de Misericórdia espirituais
1. Dar bom conselho aos que pecam.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Aconselhar os que duvidam.
4. Consolar os tristes.
5. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
6. Perdoar as injúrias por amor de Deus.
7. Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.

As sete obras de Misericórdia corporais
1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus.
4. Visitar e resgatar os cativos.
5. Dar pousada aos peregrinos.
6. Visitar os doentes.
7. Enterrar os mortos.
Lembre-se que a nossa Santa Fé Católica nos ensina que ... assim como o corpo sem o espírito está morto, também a fé sem obras está morta (Tiago 2: 26).

* * *
Os sete pecados mortais e as virtudes opostas

1. Soberba.................................................Humildade
2. Avareza..............................................Liberalidade
3. Luxúria...................................................Castidade
4. Ira............................................................Paciência
5. Gula....................................................Temperança
6. Inveja.......................................................Caridade
7. Preguiça.................................................Diligência
 
* * *
Os cinco efeitos do orgulho

1. Vanglória: a. Jactância b. Dissimulação/ Duplicidade
2. Ambição
3. Desprezo dos outros
4. Ira/ Vingança/ Ressentimento
5. Teimosia/ Obstinação.


* * *

Nove maneiras de ser cúmplice do pecado de outrem

a. Alguma vez fiz deliberadamente com que outros pecassem? b. Alguma vez cooperei nos pecados de outrem:
1. Aconselhando? 
2. Mandando? 
3. Consentindo? 
4. Provocando?
5. Lisonjeando? 

6. Ocultando? 
7. Compartilhando? 
8. Silenciando?
9. Defendendo o mal feito?


* * *

Os quatro pecados que bradam aos Céus

1. Homicídio voluntário. 
2. O pecado de sodomia ou lesbianismo.
3. Opressão dos pobres. 

4. Não pagar o salário justo a quem trabalha.

* * *

Os seis Mandamentos da Igreja

1. Ouvi Missa nos Domingos e Festas de guarda?
2. Cumpri o jejum e a abstinência nos dias prescritos, e guardei o jejum eucarístico?
3. Confessei-me pelo menos uma vez no ano?
4. Recebi a Sagrada Eucaristia pelo menos uma vez por ano?
5. Contribui, na medida do possível, para as despesas do culto?
6. Observei as leis da Igreja sobre o Matrimônio, ou seja, quanto ao matrimônio sem a presença de um sacerdote, ou no caso de matrimônio com um parente próximo ou um não-Católico?
 
* * *

As cinco blasfêmias contra o Coração Imaculado de Maria

1. Blasfemei contra a Imaculada Conceição?
2. Blasfemei contra a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora?
3. Blasfemei contra a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Deixei de reconhecer a Nossa Senhora como Mãe de todos os homens?
4. Tentei publicamente semear nos corações das crianças indiferença ou desprezo, ou mesmo ódio, em relação à sua Mãe Imaculada?
5. Ultrajei-A diretamente nas Suas santas imagens?

* * *

Finalmente:

Recebi a Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal? (Este é um sacrilégio muito grave).


* * *

O exame dos pecados veniais por Santo António Maria Claret


A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, não chega desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário tem uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual — zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes:
  1. O pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo.
  2. O pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente.
  3. O pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de as cumprir com negligência voluntária.
  4. O pecado de manter um afeto desregrado por alguém.
  5. O pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito.
  6. O pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distrações e outras irreverências, e sem preparação séria.
  7. Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós.
  8. O pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza.
  9. O pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direção da obediência.
Nota: Fala-se aqui de situações em que encontraremos aconselhamento digno se o procurarmos, mas nós, apesar disso, preferimos seguir as nossas próprias luzes, embora frouxas.

* * *

Oração para uma boa confissão: 

        Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci dEle. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do Inferno. E como fui ingrato para conVosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão. Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-Vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amem.

* * *

Nota final 

        Lembre-se de confessar os seus pecados com arrependimento sobrenatural, tendo uma resolução firme de não tornar a pecar e de evitar situações que levem ao pecado. Peça ao seu confessor que o ajude a superar alguma dificuldade que tenha em fazer uma boa confissão. Cumpra prontamente a sua penitência. 

* * *
Ato de Contrição

        Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amem.

Centro de Fátima Em Portugal - Bric 346, Rua B, Lote 46
B. Nª Sra da Conceição, 2495 Fátima
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Novena pelas Almas do Purgatório - 2º dia

Prática Quotidiana
[Nove dias seguidos, começa em um domingo]

Um pequeno passeio pelo Purgatório em companhia do Sagrado Coração, rezando a Novena das Almas.


Vós fazeis tantas vezes passeios, daqui para ali, pela imaginação e pelo coração, inúteis frequentemente, prejudiciais às vezes. Este que vos é agora indicado figurará entre os úteis passeios e vos ajudará a reparar os que não o foram. Será o tempo de um pensamento sério, de um ato de fé, de zelo, de caridade, duma oração jaculatória. Por modesto e pequeno que seja, não deixa de ser uma volta completa em sua largura e em sua profundidade. O relâmpago mais rápido ilumina, um instante ao menos, a sombria prisão. A brisa mais leve é sempre dum grande alívio na atmosfera abrasadora… É portanto muito fácil algum sufrágio a qualquer pessoa, por toda parte, a toda hora, em qualquer circunstância

Excelência desta prática: 


Ela corresponde ao desejo do Sagrado Coração: Santa Margarida Maria nela resume as diversas práticas sugeridas por ela às suas noviças, às quais dizia: “Eis,minhas amadas Irmãs, o modo que me parece ser mais conforme ao desejo do Sagrado Coração de Jesus. Assim executareis mais fielmente a promessa que fizestes a Ele em favor das almas sofredoras do Purgatório”.

Atos Preparatórios
(orações iniciais para todos os dias da novena)

Oração: Ó santa Margarida Maria, a que Nosso Senhor escolheu para estabelecer e propagar por toda parte como uma fonte inesgotável de graças, a devoção a seu divino Coração, vós que tendes ouvido as almas do Purgatório pedir-vos este remédio novo tão salutar em seus sofrimentos, e que tendes libertado por este meio uma multidão dessas pobres prisioneiras,obtende-nos a graça de executar santamente essa piedosa prática dum passeio pelo Purgatório, em companhia do Sagrado Coração de Jesus rezando a novena pelas almas.

União de Intenções: com os fiéis que realizam, diariamente, este santo exercício, na Igreja titular da Obra, situada em Lungotévere Prati - Roma.

Consagração do dia: Ó divino Coração de Jesus, ao fazer em vossa companhia este passeio pelo Purgatório, nós vos consagramos tudo o que fizermos e esperamos fazer de bem, com o socorro de vossa graça, durante este dia, e vos pedimos que apliqueis os vossos méritos em favor dessas almas sofredoras. E vós,santas almas do Purgatório, empregai ao mesmo tempo todo o vosso poder no sentido de nos obterdes a graça de viver e de morrer no amor e na fidelidade ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, correspondendo,sem resistência, a seus desejos sobre nós. Amém.

Oferecimento: Pai Eterno, nós vos oferecemos o sangue, a paixão e a morte de Jesus Cristo,as dores da Santíssima Virgem e as de São José, pela remissão de nossos pecados, pela libertação das almas do Purgatório e pela conversão dos pecadores.

Invocação: Amado seja por toda parte o Sagrado Coração de Jesus! Eternamente.
Nossa Senhora do Sagrado Coração, rogai por nós e pelos falecidos.
São José, exemplo e padroeiro dos amigos do Coração de Jesus, rogai por nós e pelos falecidos.

Prelúdio: Desçamos um instante pelo pensamento, com o amor do Coração de Jesus e a abundância de suas graças ao Purgatório!

1. Quantas almas vêm nesse momento iniciar aí o seu doloroso cativeiro!
Como elas são felizes! Livraram-se do inferno para sempre… estão certas de que chegarão à suprema felicidade… são as amigas de Deus… estão salvas!…
Como elas estão tristes! Acham-se cobertas de mil imperfeições… de muitas penas temporais devidas aos restos dos pecados perdoados… exiladas por um certo tempo de sua pátria celeste… obrigadas à purificação.

2. Que santa legião quase inteiramente purificada se prepara hoje mesmo para entrar no céu! Felicitemo-las, demos a elas o derradeiro sufrágio que apressará em alguns instantes a sua festiva partida, digamos a elas que se lembrem de nós no reino eterno.

3. Que multidão se encontra aí encarcerada já há tempo, e que aí permanecerá ainda por longo prazo!
São almas desconhecidas, almas abandonadas, almas de seculares, de religiosos, de sacerdotes, almas que nos são caras.
Contemplemo-las, ouçamos seus gemidos, dirijamos a elas uma palavra de amizade e de compaixão, prestemo-lhes assistência!


SEGUNDO DIA - SEGUNDA-FEIRA


Colóquio - De que te arrependes, santa alma do Purgatório? Que fizeste na terra que deixaste?

Arrependo-me dos bens dissipados.

“Minha fortuna, minha saúde, meus talentos, minha posição no mundo: tudo isto poderia ter sido para mim um poderoso meio de salvação, se eu o tivesse aplicado à glória de Deus.

Quantas graças eu atrairia então sobre mim! Mas eu não quis. E todos os meus bens desvaneceram-se a meus olhos, no momento da morte. Ah! se eu dispusesse hoje desses bens perecíveis, como eu me aplicaria em adiantar um momento que fosse a minha libertação, para aumentar um degrau na glória que Deus me reserva no céu, e para fazer conhecida na terra, a mais uma alma, a devoção ao Sagrado Coração.

Vós que, na terra, dispondes ainda de alguma fortuna, lembrai-vos de que dela haveis de dar contas... Pensai nisto... Usai dela segundo a justiça, a piedade e a caridade. Pagai vossas dívidas para com os vivos e para com os mortos; dai generosas esmolas aos pobres; trabalhar pela glória do Sagrado Coração esforçando-vos, por uma piedosa liberalidade, pela difusão do seu culto até as extremidades do mundo que lhe foi inteiramente consagrado.”


Práticas Piedosas

Resolução: Socorrer hoje no Purgatório por todos os meios em nosso poder, as almas dos fiéis chegados de todos os pontos da Europa, especialmente as de Roma, e recomendar-nos àquelas que neste momento sobem ao céu.

Ramalhete espiritual: “À esmola estão abertas as portas do Paraíso”. (S. João Crisóstomo).

Sufrágio: Dar alguma esmola para o culto do Sagrado Coração.

Intenção particular: Rezar pela alma mais aproximada da sua libertação.

Motivo: Quanto mais próximo está o termo de seu sofrimento, mais a alma deseja unir-se ao Sagrado Coração. Removei o obstáculo. Em troca, ela pedirá para vós a graça de romper os últimos laços que vos impedem de entregar-vos inteiramente a Deus.

Oração para a segunda-feira: Ó Senhor Deus onipotente, suplico-vos, pelo Sangue preciosíssimo que Jesus, vosso divino Filho derramou em sua flagelação, que liberteis as almas do Purgatório, e sobretudo aquela que se acha prestes a entrar na glória, fim de que ela comece desde já a bendizer-vos por toda a eternidade. Amém.

Pai Nosso, Ave-Maria, Das Profundezas (Salmo 129)

Versículo: Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno. E brilhe para eles a vossa luz. Descansem em paz. Amém.

Oração jaculatória: Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.


Oração pelas Almas

Senhor Jesus,dignai-vos, pelo sangue precioso que derramastes no Jardim das Oliveiras, socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente a mais desamparada. Levai-a hoje para o céu, a fim de que, unida aos Anjos e à vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre.Amém.

Senhor Jesus, pelo sangue precioso que derramastes durante vossa flagelação, dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente a que em vida me fez mais benefícios. Levai-a hoje para o céu, a fim de que,unida aos Anjos e à vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre. Amém.

Senhor Jesus, pelo sangue precioso que derramastes durante vossa coroação de espinhos, dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente a que mais amou a Santíssima Virgem. Levai-a hoje para o céu, a fim de que unida aos Anjos e à vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre. Amém.

Senhor Jesus, pelo sangue precioso que derramastes carregando vossa cruz,dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório,principalmente a que sofre pelos maus exemplos que lhe dei. Levai-a hoje para o céu, a fim de que unida aos Anjos e à vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre. Amém.

Senhor Jesus, pelos merecimentos do sangue precioso contido no cálice que apresentastes a vossos apóstolos depois da Ceia, dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente a que foi mais fervorosa com o Santíssimo Sacramento do Altar. Levai-a hoje para o céu, a fim de que unida aos Anjos e à vossa Mãe Santíssima, vos bendiga para sempre. Amém.

Senhor Jesus, pelos méritos do sangue precioso que emanou de vossas chagas,dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente aquela a quem me confiastes na terra. Levai-a hoje para o céu, a fim de que unida aos anjos e à vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre. Amém.

Senhor Jesus, pelos méritos do sangue precioso que saiu do vosso sagrado Coração, dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente a que mais propagou o culto do vosso Sacratíssimo Coração. Levai-a hoje para o céu, a fim de que unida aos Anjos e à vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre. Amém.

Senhor Jesus, pelos merecimentos de vossa adorável resignação sobre a Cruz, dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente a que mais padece por minha causa. Levai-a hoje para o céu, a fim de que unida aos Anjos e à vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre. Amém.

Senhor Jesus, pelos méritos das lágrimas que a Santa Virgem derramou aos pés de vossa cruz, dignai-vos socorrer e livrar as almas do Purgatório, principalmente a que vos é mais cara.Levai-a hoje para o céu, a fim de que, unida aos Anjos e à Vossa Mãe Santíssima, ela vos bendiga para sempre.Amém.


Oração às Almas

Almas Benditas do Senhor, vós que estais na intimidade de Deus nosso Pai e ansiosas aguardais a hora abençoada em que as portas do céu se abram para vós, ouvi a nossa súplica.

Vós, que no convívio com os homens experimentastes as angústias e as aflições desta terra e hoje estais na expectativa de gozar da mais plena felicidade da vossa união com Deus, pedi ao Pai alívio para os nossos sofrimentos e coragem para prosseguirmos em nossa caminhada para a casa do Pai.

Vós, que nesta vida colocastes vossa mão trêmula e fraca na mão forte e segura de Jesus Cristo, que caminhastes lado a lado com Ele através dos anos da vida terrestre e que hoje estais na feliz companhia do Nosso Salvador junto ao Pai, fazei que o Coração de Jesus infunda confiança e paz em nosso coração e ilumine nosso espírito com sua divina sabedoria para que possamos caminhar tranqüilos nas estradas tortuosas desta vida até juntarmo-nos a Vós no banquete celeste com a Virgem Maria e com todos os Santos. Amém.

Almas santas e benditas, rogai a Deus por nós, que rogaremos a Deus por vós; alcançai para nós os favores que vos suplicamos… e que Deus vos dê repouso e luz eterna. Amém.


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(Pelo Pe. Victor Jouet, M.S.C.,Fundador da Associação do Sagrado Coração para alívio e libertação das Almas do Purgatório)


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domingo, 17 de março de 2013

Oitava Fineza de Jesus Sacramentado

Oitava Fineza de Jesus Sacramentado para com os homens.


Jesus Se deixou Sacramentado para toda sorte de pessoas.

 

Não pode um entendimento limitado conhecer bem aonde chega esta fineza do amor de Jesus Sacramentado sem dar uma olhada no que acontece nas Cortes dos Príncipes e Grandes do mundo. Nelas encontrareis guardas, que por todas as portas defendem a entrada a seus Palácios. Nem a todos se permite chegar aos primeiros Salões, a poucos a suas Câmaras, aos raros ao Quarto onde está o próprio Monarca. Mas que direi de seus Banquetes? Que autorizadas e escolhidas as pessoas que admitem a suas mesas. Há desses Príncipes no mundo, que fazem razão de estado não comer jamais nem com a própria Consorte.

Agora, percorrei com os olhos a Corte do Divino Rei Sacramentado, e vereis como, sem acepção de pessoas, têm todas suas entradas livres em Seu Palácio, e se sentam à Sua mesa o ilustre e o humilde, o senhor e o escravo, o grande e o pequeno, o rico e o pobre, e amigo e o inimigo, o justo e o injusto. Disso se maravilha São João Crisóstomo, vendo que nem os traidores são excluídos da Real mesa de Jesus Sacramentado, e que até aqueles que O vendem pelo vil interesse de um apetite levam com Ele a mão ao prato. Por isso disse Santo Ambrósio que não recusava o Redentor ir ao banquete de homens perdidos e pecadores, porque os havia de chamar depois à Sua mesa. Determinava Jesus fazer de Sua carne um banquete universal para todos, e assim quis primeiro comer com todos, para que depois todos comessem com Ele.

domingo, 3 de março de 2013

Sexta Fineza de Jesus Sacramentado

Sexta Fineza de Jesus Sacramentado para com os homens.


Jesus Se deixou no Sacramento para fazer-nos da Terra Céu.

 

Entre as inumeráveis infelicidades a que nós, miseráveis habitantes da terra, somos condenados neste mundo, considero que a maior é este longo desterro que padecemos, daquela Celestial Pátria, para a qual somos todos criados. Porque verdadeiramente não pode haver maior infortúnio para uma criatura do que viver ausente e separada de seu Criador, e não poder fixar os olhos em seu último fim, ao Qual todas as coisas desejam unir-se perfeitamente. Mas assim é. Todos, por disposição Divina, estamos sentenciados a viver gemendo neste vale de misérias, com rigoroso preceito de não entrar em nossa pátria senão depois de uma longa e penosa peregrinação.

Porém, alegrai-vos, desterrados no mundo! Enxugai vossas lágrimas e alegrai vossos corações, pois vos asseguro que, vivendo na terra, sois também Cidadãos do Céu. Foi o imenso amor de Jesus tão fino para convosco, que Se deixou Sacramentado, para que a terra fosse para vós Céu, e o desterro, pátria. Não sou eu quem vos anuncia tão feliz nova. A grande Madre Santa Teresa é quem do Céu vem desterrar vossas penas. Ela é quem, vestida já de glória imortal, disse a um filho seu, e no-lo diz a todos: Nós, no Céu, e vós, na terra, somos uma mesma coisa. Nós servindo a Divina Essência, e vós possuindo e gozando o Santíssimo Sacramento. Ó palavras dignas de esculpir-se no coração de todos os Católicos! Depois que o amantíssimo Redentor Se nos deu no Sacramento, não existe mais diferença entre viadores e compreensores, nos ensina aquela Mestra de Celestial Sabedoria. É verdade que esses estão perpetuamente gozando daquela mesa da Divina Essência, que é e será seu alimento por toda a eternidade. Mas também nós aqui na terra comemos e nos sustentamos com Este Pão Angélico, Que é o mesmo Que os alimenta felizmente na Glória.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Como aplicar nossas obras de caridade espiritual as Almas do Purgatório?

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Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mal. 18).

A Igreja, querendo que não nos esqueçamos das almas, consagrou um dia inteiro todos os anos à oração pelos finados. Determinou que em todas as missas houvesse uma recomendação e um momento especial pelos mortos. Ela aprova, sustenta e estimula a caridade pelos falecidos.

Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu... acabou-se!

Se cremos na vida eterna, cremos no purgatório. E se cremos no purgatório, oremos pelos mortos. O purgatório é terrível e bem longo para algumas almas, por isso devemos rezar muito pelas almas, socorrendo as almas, praticando a caridade em toda sua extensão. A devoção as almas do purgatório diz São Francisco de Sales encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural nos há de merecer o céu.

A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa... 

A Comunhão. A Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas. Recitemos pequenas jaculatórias indulgenciadas. É tão fácil repeti-las em toda hora.

É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.

São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto a prece tem uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório', com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.

Santa Gertrudes afirmava que uma palavra dita do fundo do coração e animada de sólida devoção tem mais eficácia que grande número de orações, feitas com pouco fervor. 

Mais uma forma de ajudar as almas é dar esmola ao pobre em sufrágio das almas benditas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão o alívio no purgatório para as almas sofredoras. É uma dupla caridade, socorrer os pobres por amor das almas. É dar duas vezes. Socorre os vivos e os mortos.



pelas almas do Purgatório.
(Jesus prometeu à Santa Gertrudes
que salvaria  (1000) mil almas do purgatório cada vez,
que cada pessoa rezar com fervor esta Oração)

Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém.

Fonte: Santas Almas do Purgatório. 

Vide também: http://precantur.blogspot.com/2016/11/o-assunto-e-dia-de-finados.html
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os benefícios de rezar pelas Almas do Purgatório

SIMPLES PENSAMENTOS SOBRE O PURGATÓRIO

 Os benefícios de rezar pelas Almas do Purgatório

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REQUIEM AETERNAM DONA EIS, DOMINE; 
ET LUX PERPETUA LUCEAT EIS. 
REQUIESCANT IN PACE. AMEN



Existência do Purgatório


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“... se os verdadeiros penitentes deixarem este mundo antes de terem satisfeito com frutos dignos de penitência pela ação ou omissão, suas almas são purgadas com penas purificatórias após a morte; e para serem aliviadas destas penas, lhes aproveitam os sufrágios dos fiéis vivos, tais como o sacrifício da missa, orações e esmolas, e outros ofícios de piedade que os fiéis costumam praticar por outros fiéis, segundo as instituições da Igreja” (Concílio de Florença, 1439).

O Concílio de Florença reafirmava o que dois outros Concílios antes dele haviam dito: os Concílios Ecumênicos de Lião I[1] e II[2], em 1245 e 1274, respectivamente. O mesmo foi reafirmado, depois, pelo Concílio de Trento[3] (de 1545 a 1563)[4].

“Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não são perfeitamente purificados, embora estejam certos de sua salvação, são, contudo, submetidos, após a morte, a uma purificação, com o fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (C.I.C. 1.030).


“Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas” (II Macabeus, 12,38-46).

S. Pedro Damião, em uma visão, contempla a Virgem que caminha entre as Almas do Purgatório para consolá-las e levá-las ao Céu[5].

A Virgem revelou a S.Brígida: “Eu sou a Mãe de todas as almas do Purgatório; pois por minhas orações lhes são constantemente mitigadas as penas que mereceram pelos pecados cometidos durante a vida”[6]. Digna-se até essa Mãe piedosa entrar naquela santa prisão para visitar e consolar suas filhas aflitas. “Penetrei no fundo do abismo” – (Ecli. 21,8), isto é, do Purgatório, como explica S. Boaventura – “para consolar com minha presença essas santas almas”. “Ó! Como é boa e clemente a Santíssima Virgem”, exclama S. Vicente Ferrer, “para as almas do Purgatório, que por sua intercessão recebem contínuo conforto e refrigério”! E que outra consolação lhes resta em suas penas, senão Maria e o socorro dessa Mãe de misericórdia? Ouviu Sta. Brígida dizer Jesus Cristo à sua Mãe: “És minha Mãe, és a Mãe de misericórdia, és o consolo dos que sofrem no Purgatório”. A mesma Santa revelou à Santíssima Virgem: “Um pobre doente, aflito e desamparado numa cama, alenta-se ao ouvir palavras de consolo e conforto. Assim também as almas do Purgatório enchem-se de alegria, só em ouvir pronunciar o nome de Maria. O nome só de Maria, nome de esperança e de salvação, que continuamente invocam naquele cárcere, lhes dá um grande conforto. Apenas a amorosa Mãe as ouve invoca-la, logo faz coro com as suas preces. Ajuda-as o Senhor então, refrigerando-as com um celeste orvalho nos grandes ardores que padecem”. 

Pedido

"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitem orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."