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"Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém."

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sábado, 3 de setembro de 2016

O poder do Santo Rosário

Nossa Senhora do Rosário
Andaluzia
Certa vez, São Domingos pregava a devoção do Rosário em Carcassone. Um herege zombava do Rosário e dos milagres, o que impedia a conversão dos hereges. Deus permitiu, para castigá-lo, que 15.000 demônios se apossassem dele. Seus parentes o levaram a São Domingos, para livrá-lo dos demônios.

O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.

Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário.

A recompensa para aqueles que por seu exemplo atraem outros a esta devoção é enorme. O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Ssma. Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam. Caindo em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao terrível tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados.

Quando já pensava estar condenado, apareceu a Ssma. Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados.

sábado, 24 de maio de 2014

Pequeno Catecismo de Nossa Senhora

Pequeno Catecismo de Nossa Senhora





LIÇÃO I – PREDESTINAÇÃO DE MARIA


1 – Quem é a Santíssima Virgem Maria?

A Santíssima Virgem Maria é a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem para nos salvar.

2 – Que se deve entender por predestinação de Maria?

Deve-se entender o lugar especial e privilegiado que Maria ocupou no pensamento de Deus ao decretar e preparar, desde toda a eternidade, a grande obra da Redenção. Eis as palavras do Espírito Santo que a Igreja aplica a Maria: “O Senhor me possuiu no princípio dos seus caminhos, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. Desde a eternidade fui constituída desde o princípio, antes que a terra fosse criada” (Prov. 8,22 e ss.); “Eu saí da boca do Altíssimo, a primogênita de todas as criaturas” (Eclo. 24,5).

3 – Para que foi predestinada Maria?

sábado, 17 de maio de 2014

O Rosário: A devoção à Santa Virgem é necessária a todos os homens para conseguirem a salvação

Quem não tem Maria por Mãe, não tem Deus por Pai.
(São Luís Maria Grignion de Montfort) 


A devoção à Santa Virgem é necessária a todos os homens para conseguirem a salvação

 (Capitulo I. Artigo. II 59 Tratado da verdadeira devoção a Santíssima Virgem) 



Nesses últimos tempos, Maria deve brilhar como jamais brilhou, em misericórdia, em força e graça. Em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se converterão e voltarão ao seio da Igreja católica; em força contra os inimigos de Deus, os idólatras, cismáticos, maometanos, judeus e ímpios empedernidos, que se revoltarão terrivelmente para seduzir e fazer cair, com promessas e ameaças, todos os que lhes forem contrários. Deve, enfim, resplandecer em graça, para animar e sustentar os valentes soldados e fiéis de Jesus Cristo que pugnarão por seus interesses. (Capitulo I. Artigo. II 50,6 Tratado da verdadeira devoção a Santíssima Virgem).

Sabemos, enfim, que serão verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, andando nas pegadas da pobreza e humildade, do desprezo do mundo e caridade, ensinado o caminho estreito de Deus na pura verdade, conforme o santo Evangelho, e não pelas máximas do mundo, sem se preocupar nem fazer acepção de pessoa alguma, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja.

Terá na boca a espada de dois gumes da palavra de Deus; em seus ombros ostentarão o estandarte ensanguentado da cruz, na mão direita, o crucifixo, na mão esquerda o Rosário, no coração os nomes Sagrados de Jesus e de Maria, e, em toda a sua conduta, a modéstia e a mortificação de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Capitulo I .Artigo. II,59 Tratado da verdadeira devoção a Santíssima Virgem)

terça-feira, 13 de maio de 2014

A Importância do Rosário em Família

Em comemoração ao dia 13 de Maio, no 97º Aniversário da Aparição de Nossa Senhora em Fátima, publicamos um texto de Mons. Williamson, sobre...



A Importância do Rosário em Família



Caros Amigos e Benfeitores,

Para o mês de Maria, e para o dia de Santa Mônica, em particular, vou deixar que uma mãe (e avó) escreva esta carta para vocês. É um artigo intitulado "Reflexões sobre o Rosário em Família". Aqueles de vocês que já a leram na edição de outubro-novembro do ano passado na Catholic Mothers Exchange, certamente não se importarão de que seja levada a um público mais amplo:
"O Rosário será uma arma poderosa contra o Inferno, destruirá o vício, diminuirá o pecado, e derrubará as heresias." Essa é uma das 15 promessas feitas a São Domingos e ao Beato Alan pela Mãe de Deus, Nossa Senhora do Rosário.

Por quase 20 anos nós temos rezado o rosário em família com filhos e, agora, netos. Essa prática maravilhosa não faz parte da minha herança (eu me converti aos 30 anos). Portanto, era uma prática realizada sem convicções promovidas pela experiência frutífera ou observação, mas apenas por obediência ao pedido de Nossa Senhora de Fátima para que as famílias rezassem juntas, diariamente, o Santo Rosário.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As Sete Petições do Pai-Nosso

A oração mais excelente é o Pai-Nosso; porque nos foi ensinado pelo próprio Jesus Cristo.

No Pai-Nosso há sete petições e é a oração cristã fundamental e mais perfeita.

Quando for rezar o Pai-Nosso, esteja atento ao que diz e ao que pede, para que sua oração seja mais autêntica.



* * *


Qual é a oração mais excelente?

A oração mais excelente é o Pai Nosso, que nos foi ensinado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, porque nela pedimos tudo o que podemos desejar.

Por que chamamos a Deus de Pai?

Chamamos Deus de Pai porque, pelo Batismo, somos verdadeiros filhos de Deus.

Que objeto tem as três primeiras petições do Pai Nosso?

As três primeiras petições do Pai Nosso têm por objeto a Glória do Pai: a santificação de seu Nome, a vinda de Seu Reino e o cumprimento de sua vontade.

Que objeto tem as outras quatro petições?

As outras quatro petições têm por objeto nossa vida: para alimentá-la e para curá-la do pecado; e pedimos também ajuda em nosso combate pela vitória do Bem sobre o Mal.

Por que ao final dizemos “Amém”?

Ao final dizemos “Amém”, expressando nosso desejo de que se cumpra o que pedimos nas sete petições. Assim seja.
 
 
* * *
 

 
Pai Nosso que estais nos Céus,

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santificado seja o Vosso Nome,

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venha a nós o Vosso Reino,

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seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu.

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O pão nosso de cada dia nos dai hoje,

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e perdoai nossas dívidas,

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assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

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e não nos deixeis cair em tentação,

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mas livrai-nos do mal.

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Amém.

* * *

As Petições do Pai-Nosso


A Oração do Pai-Nosso consta de sete pedidos:

1 – Na primeira petição: santificado seja o vosso nome, pedimos que Deus seja conhecido, amado, honrado e servido por todos os homens, e por nós em particular.

2 – Na segunda petição: Por reino de Deus entendemos um tríplice reino espiritual, a saber: o reino de Deus em nós, ou o reino da graça; o reino de Deus na terra, isto é, a Santa Igreja Católica; e o reino de Deus nos céus, ou o Paraíso.

3 - Na terceira petição: seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu, pedimos a graça de fazer em todas as coisas a vontade de Deus, obedecendo aos seus santos Mandamentos tão prontamente como os Anjos e os Santos Lhe obedecem no Céu. Pedimos, além disso, a graça de corresponder às inspirações divinas e de viver resignados à Vontade de Deus, quando Ele nos manda tribulações.

4 - Na quarta petição: o pão nosso de cada dia nos dai hoje, pedimos a Deus o que nos é necessário cada dia para a alma (pedimos a Deus o sustento da vida espiritual, isto é, pedimos ao Senhor que nos dê a sua graça, da qual a todo o instante temos necessidade) e para o corpo (pedimos o que é necessário para o sustento da vida temporal).

5 - Na quinta petição: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, pedimos a Deus que nos perdoe os nossos pecados, como (da mesma forma, na mesma intensidade e quantidade) nós perdoamos aos que nos ofendem.

6 - Na sexta petição: e não nos deixeis cair em tentação, pedimos a Deus que nos livre das tentações, ou não permitindo que sejamos tentados, ou dando-nos graças para não sermos vencidos.


7 - Na sétima petição: mas livrai-nos do mal, pedimos a Deus que nos livre dos males passados, presentes, futuros, e especialmente do sumo mal, que é o pecado, da condenação eterna, que é o seu castigo.

Amém quer dizer: assim seja, assim desejo. Assim peço ao Senhor e assim espero.

Para se alcançar as graças pedidas no Padre-Nosso, é necessário rezá-lo sem precipitação, com atenção e acompanhá-lo com o coração.

Devemos rezar o Padre-Nosso todos os dias, porque todos os dias temos necessidade do auxílio de Deus.
 

Fontes: 
http://almasdevotas.blogspot.com.br/2012_07_14_archive.html
http://www.aascj.org.br/home/2012/07/19/as-7-peticoes-do-pai-nosso/
http://osegredodorosario.blogspot.com.br/2012/07/as-sete-peticoes-do-pai-nosso-catecismo.html

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

O cristão que não medita os mistérios do Santo Rosário...


"O cristão que não medita os mistérios do Santo Rosário mostra uma grande ingratidão para com Jesus Cristo e a pouca estima que tem para com tudo o que o Divino Salvador sofreu para a salvação do mundo. Sua conduta parece dizer que ele ignora a vida de Jesus Cristo, e que põe pouco cuidado em aprender aquilo que Ele fez e o que sofreu para nos salvar. Esse cristão devia temer que, não tendo conhecido Jesus Cristo, ou o que tendo-O esquecido, Ele o rejeite no dia do julgamento com esta censura: "Em verdade vos digo: Não vos conheço!"

São Luís Maria Grignon de Montfort, 23ª ROSA, O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário para se converter e se Salvar.


Veja mais: http://precantur.blogspot.com/2016/08/o-assunto-e-santo-rosario.html.


DEVOÇÕES AO SANTÍSSIMO ROSÁRIO


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sábado, 31 de agosto de 2013

O capelão de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

Nossa Senhora recebe a Santa Comunhão de São João Evangelista
 
 
Sentimos necessidade de um modelo, um patrono, um guia, em nossa devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Escolheremos São João Evangelista. 
 
Jesus lhe confiou sua Mãe, e São João celebrava diariamente a Santa Missa em presença de Maria; era ele que, tomando de sobre o altar o Pão divino, o depunha nos lábios da Santíssima Virgem: "Mãe, eis vosso filho!" Ecce filius Tuus! ó meu Deus! que palavra e que momento! 
 
São João foi testemunha das adorações de Maria; foi o confidente de seu amor; e se ele conseguiu falar tão divinamente da Eucaristia, se entoou esse belo cântico de ação de graças que o seu Evangelho encerra, foi porque, além de o haver recolhido dos próprios lábios de Jesus, escutou a Santa Virgem repeti-lo.  
 
"O Salvador deu São João à Maria, diz M. Olier, não somente para que ele ficasse em seu lugar de filho, mas ainda para que proporcionasse a sua Mãe Santíssima, pelos santos mistérios que celebrava para Ela, e segundo suas intenções, o meio de lhe satisfazer os anelos ardentes do coração quanto ao estabelecimento da Igreja; e também o meio de se consolar da ausência de seu Filho, que era a felicidade de se nutrir diariamente de seu divino Corpo." (Vida de M. Olier, tomo II, 3ª. parte, p. 207).
Haveis de nos ensinar, ó glorioso Capelão do Cenáculo, a conhecer os mistérios da vida de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; fazei que possamos partilhar as suas disposições, todas às vezes, que, a seu exemplo, recebermos ou adorarmos o Deus da Eucaristia.

PRÁTICA — Cumprir todos os deveres eucarísticos em união a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

JACULATÓRIA — Salve, ó Maria, de quem nasceu Jesus-Hóstia!

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Excertos do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento extraídas dos escritos do Bem-Aventurado Pedro Julião Eymard, fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, 1946.  Sua canonização se deu em dezembro de 1962. 
 
 
Pedro Julião Eymard
 
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A necessidade da oração

S. Pedro Julião Eymard
E assim como na natureza cada organismo exige uma alimentação diversa, segundo a idade, os trabalhos e o gasto das forças, assim também cada alma precisa de uma particular dose de oração.

Notais que a vida divina [isto é, a vida da graça] não se sustenta de virtude, mas de oração, já que a virtude é um sacrifício, um gasto, e não um alimento.

Quem sabe orar de acordo com as suas necessidades, tem a sua lei de vida. Não é a mesma para todos. Uns precisarão de um grau maior de oração para se manter no estado de graça; outros de um grau menor. Esta afirmação não pode ser posta em dúvida, pois a experiência no-la prova. Uma alma se conservará em estado de graça com pouca oração – basta-lhe esse pouco – mas não há de voar muito alto, enquanto outra, pelo contrário, dificilmente nele se manterá sem muita oração. Sente necessidade de mais. Que ore, e ore sempre! Assemelha-se a essas naturezas fracas, que precisam comer com frequência para não definhar.

A oração é o caráter da religião católica, a marca de santidade da alma, sua própria santidade. Ao verdes alguém que vive de oração podereis dizer: "É um santo". (...) Jamais, porém, se tornará santo o homem que não ora.

Não vos deixeis levar nem pelas palavras, embora belas, nem pelas aparências. O demônio tem muito poder, é douto, transforma-se em anjo de luz. A ciência, tampouco, forma santos; não vos fieis nela. Só o conhecimento da verdade não pode santificar, é preciso acrescentar-lhe o amor. Que digo? Há um abismo entre o conhecimento da verdade e a santidade. Quantos gênios não se têm perdido!

Insisto. Nem as boas obras de zelo e de caridade podem, por si, santificar. Deus não imprimiu à santidade este caráter. Os fariseus – e no entanto Nosso Senhor os chama de sepulcros caiados – observavam a Lei, davam esmolas, consagravam os dízimos a Deus. Trabalhavam muito sem que, no entanto, seu trabalho se mudasse em oração. O Evangelho no-lo confirma. É que a prudência, a temperança, a dedicação se podem aliar a uma consciência viciada.

A oração não é, [por assim dizer,] na ordem divina, senão a mesma graça. Já notaste que as tentações, as mais violentas, são contra a oração? Esta inspira tanto medo ao demônio que, de bom grado, ele nos deixaria fazer todas as [boas] obras imagináveis, se pudesse nos impedir de orar, ou, pelo menos, se conseguir viciar a nossa oração. Devemos, pois, estar de sobreaviso, alimentar sempre o espírito de oração, fazer da oração nosso dever primordial.

O Evangelho não nos manda antepor a salvação do próximo à nossa própria salvação, pelo contrário, diz-nos que nada vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder sua própria alma. A primeira lei imposta – infelizmente violada todos os dias – é a da salvação própria. Descuidamo-nos de bom grado de nós mesmos para servir aos outros, entregando-nos a obras de caridade. De fato, a caridade é fácil e cheia de consolações, eleva-nos, enobrece-nos, mas enquanto isso, fugimos da oração por indolência. Por ser sem ruído e silenciosa, é humilhante, e não ousamos, portanto, nos entregar a ela.

(...) Nada se faz de grande para Jesus sem a oração, que nos reveste de Suas virtudes.

Se não rezardes, nem os Santos, nem o próprio Deus vos farão progredir no caminho da perfeição.

A oração está de tal forma ligada à santidade que, Deus, ao querer elevar a alma, não intensifica suas virtudes, mas sim, seu espírito de oração, isto é, a sua capacidade de poder orar.

Aproxima-a de Si, e nisto está o segredo da santidade.

Consultai vossa experiência própria. Sempre que a voz de Deus se fez ouvir, haveis procurado com maior insistência a oração e o retiro. E os Santos, cientes da importância da oração, amavam-na mais que a tudo e suspiravam continuamente pela hora em que a ela se poderiam entregar. Sentiam-se atraídos a ela como o ferro ao ímã. A oração foi-lhes, portanto, a recompensa: no Céu oram continuamente.

Se não rezardes, perder-vos-ei. E se fordes abandonado por Deus, podeis atribuir isto, com toda certeza, ao fato de não rezardes. Sois qual o desgraçado náufrago que recusa a corda que lhe lançam com intuito de arrancá-lo à morte. Que fazer? Está perdido!

Excertos de “A Divina Eucaristia” - S. Pedro Julião Eymard.


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terça-feira, 12 de março de 2013

Suspiros de amor ao pé do Crucifixo

 

Suspiros de amor ao pé do Crucifixo

 

Pro omnibus mortuus est Christus, ut et qui vivunt iam non sibi vivant, sed ei qui pro ipsis mortuus est et resurrexit – "Cristo morreu por todos, para que também os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que morreu por eles e ressuscitou" (2 Cor. 5, 15).

Sumário. Levantemos os olhos e vejamos Jesus morto no patíbulo da cruz, o corpo coberto de chagas, das quais ainda dimana sangue. A fé ensina-nos que é ele nosso Criador, nosso Salvador; aquele que nos ama mais do que qualquer outro e só nos pode fazer felizes. Expandamos diante dele o nosso coração, fazendo atos de fé, de esperança, de arrependimento, de agradecimentos e de amor. Sobretudo façamos atos de oferecimento de nós mesmos, protestando que queremos empregar em amá-lo toda a vida que ainda nos resta.

I. Meu irmão, levanta teus olhos e contempla Jesus morto no patíbulo da cruz, o corpo todo coberto de chagas, das quais ainda corre o sangue. A fé te ensina que ele é teu Criador, teu Salvador, tua Vida e teu Libertador; aquele que te ama ainda mais que outro qualquer e que só te pode fazer feliz.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Pai Nosso por São Cipriano de Cartago

(†258) Bispo de Cartago e Mártir 

A Oração do Senhor - Pai Nosso

A Oração do Senhor
(P.L. 4, 541-555)


Quais são, caríssimos irmãos, os mistérios da oração do Senhor? Quantos e quão grandes são eles, condensados em palavras breves mas prenhes de força espiritual, que nada omitem e fazem dessa oração um compêndio da doutrina celeste?

Diz ele: "Assim deveis orar: Pai-nosso, que estás nos céus". O homem novo, renascido e restaurado para Deus, pela graça, diz, logo de início, Pai, porque já começou a ser filho. "Veio pata o que era seu e os seus não o receberam. A todos, porém, que o receberam, deu o poder de se tornarem filhos de Deus, a todos os que crêem em seu nome". [1]. Assim, aquele que crê em seu nome e se torna filho de Deus, há de começar imediatamente a dar graças e a confessar-se filho de Deus. E ao dirigir-se a Deus, chamando-o de Pai que está no céu, indica também, por suas primeiras palavras da vida nova, que renunciou ao pai terreno e carnal, que reconhece o Pai que principiou a ter no céu. Pois está escrito: "Quem diz a seu pai e a sua mãe, não os conheço, e a seus filhos, não sei quem sois, este guardou os teus preceitos e conservou o teu testamento" [2]. Também o Senhor ensinou que não devemos chamar a ninguém" pai", na terra, porque só existe para nós um Pai que está nos céus. E respondeu ao discípulo que fizera menção do pai falecido: "Deixa aos mortos que sepultem os seus mortos" [3]. Ele havia dito que o seu pai estava morto, contudo o Pai dos crentes vive.

Como é grande, portanto, a indulgência do Senhor! Ele nos envolve com a abundância de sua graça e bondade, a ponto de querer que o chamemos Pai, ao elevarmos a Deus nossa oração, de modo que assim como Cristo é Filho, nós também sejamos chamados filhos. Se o próprio Cristo não nos tivesse permitido orar dessa maneira, quem de nós ousaria pronunciar tal nome de Pai? Por isso devemos estar conscientes de que se damos a Deus tal apelativo precisamos agir como filhos seus, para que assim como nos alegramos com Deus Pai, também se alegre Ele conosco. Vivamos, portanto, como templos de Deus, para que se note que Ele habita em nós. Que nossa ação não seja indigna do Espírito, para que não nos aconteça ter começado a ser do céu e pensar e praticar o que não é celeste nem espiritual. Com efeito, o Senhor nos adverte: - "Eu glorificarei os que me glorificam e desprezarei os que me desprezam" [4]. Igualmente diz o bem-aventurado Apóstolo: "Não sois vossos. Fostes comprados por um grande preço. Glorificai a Deus trazendo-o em vosso corpo" [5].

Dizemos a seguir: "Santificado seja o teu nome". Não porque pretendamos que Deus seja santificado por nossa oração, mas pedimos que seu nome seja santificado em nós. De resto, por quem poderia ser santificado o santificador? Mas, como disse ele: "sede santos, que eu também sou santo" [6], suplicamos a perseverança naquilo que começamos a ser pela santificação do batismo. Oramos assim todos os dias, necessitamos diariamente de santificação a fim de purificar-nos continuamente dos pecados de cada dia. E o Apóstolo nos indica qual a santificação que nos é conferida pela misericórdia de Deus: "Na verdade, fostes perversos, devassos... mas fostes lavados, justificados e santificados em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus" [7]. Diz que estamos santificados em nome de Jesus Cristo e no Santo Espírito do nosso Deus. Oramos para que esta santificação permaneça em nós. E como o Senhor, nosso juiz, recomendou ao que foi por ele curado e vivificado, não reincidisse em pecado, a fim de não lhe acontecer algo pior, fazemos continuamente esta prece, suplicamos dia e noite, seja mantida em nós, pela proteção de Deus, a santificação e vivificação que recebemos de sua graça.

Segue-se a petição: "Venha a nós o teu reino". Desejamos que o reino de Deus se torne presente a nós, como havíamos desejado que o seu nome fosse santificado em nós. Pois quando é que Deus não reina? Quando poderia começar para ele um reino que sempre existiu e nunca deixará de existir? Pedimos, pois, que venha a nós o "teu reino", aquele que nos foi prometido por Deus e obtido pela paixão de Cristo. Nós, os que servimos neste século como servos, esperamos reinar com Cristo vitorioso, conforme a promessa: "Vinde, benditos de meu Pai, apossai-vos do reino que vos está preparado desde o começo do mundo" [8]. Pode-se dizer que o próprio Cristo seja o reino de Deus ao qual queremos chegar, cada dia, e cujo advento pedimos que se abrevie. Pois se ele é a nossa ressurreição, porque nele ressuscitamos, podemos igualmente conceber que ele seja também o reino, uma vez que nele havemos de reinar. E com razão pedimos o reino de Deus, isto é, o reino celeste, pois há também o reino terrestre, mas quem renunciou ao século está acima desse reino e das suas honras.

Ajuntamos a seguir: "Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu". Não que Deus deva ser rogado a fazer o que Ele mesmo quer, mas nós devemos fazer o que Ele quer.

Quem o impediria de fazer o que quer? Nós, todavia, perturbados como somos pelo diabo, que pretende impedir-nos de seguir a Deus com toda a alma e ação, regamos que se cumpra em nós a vontade de Deus, para o que é indispensável sua ajuda e proteção. Ninguém é forte por suas próprias forças, mas graças à indulgência e misericórdia de Deus. Até o próprio Cristo indica a fraqueza do homem que ele mesmo carregava, dizendo: "Pai, se possível, afasta de mim este cálice" [9]. E acrescentou imediatamente, deixando aos discípulos o exemplo de que não deveriam fazer a própria vontade, mas a de Deus: "contudo, não se faça o que eu quero, mas o que tu queres". O mesmo ele diz em outro lugar: "Não desci do céu para fazer a minha vontade, mas a daquele que me enviou" [10].

Se o Filho esteve atento no cumprir a vontade do Pai, quanto mais deve estar o servo em relação ao Senhor. São João nos exorta igualmente, em sua epístola, a cumprir a vontade do Pai: "Não ameis o mundo, nem o que está no mundo. Se alguém ama o mundo, a caridade do Pai não está nele. Pois tudo que está no mundo é concupiscência da carne, concupiscência do mundo. O mundo passará, e igualmente a sua concupiscência; aquele, porém, que cumprir a vontade de Deus permanece eternamente" [11]. Os que quisermos permanecer eternamente devemos, pois, cumprir a vontade do eterno Deus.

Ora, a vontade de Deus é a que Cristo praticou e ensinou. Humildade na vida, estabilidade na fé, veracidade nas palavras, justiça no agir, misericórdia nas obras, disciplina nos costumes, não saber injuriar, tolerar a injúria recebida, manter a paz com os irmãos, querer a Deus com todo o coração, amando-o como Pai e temendo-o como Deus; nada prepor ao Cristo, porque ele também nada prepôs a nós; aderir inseparavelmente à sua caridade, unir-se à sua cruz com firmeza e fé e, quando houver luta por seu nome e honra, manifestar na palavra e constância, com que o confessarmos diante dos juízes, a firmeza de nosso combate; manifestar enfim na morte a paciência pela qual somos coroados. Isso é ser co-herdeiros de Cristo, isso é praticar o preceito de Deus, isso é cumprir a vontade do Pai!

Pedimos que seja feita a vontade do Pai assim na terra como no céu, pois em ambos os casos está em jogo nossa segurança e salvação. Possuímos um corpo da terra e um espírito do céu, somos a um tempo terra e céu. Oramos para que em ambos, corpo e espírito, seja feita a vontade de Deus. Na verdade, há luta entre a carne e o espírito, e essa discórdia diária acarreta-nos embaraços para fazer o que queremos. De um lado o espírito procura o que é celeste, o divino; de outro lado a carne cobiça o secular, o terreno. Por isso pedimos que pelo auxílio de Deus se estabeleça a harmonia entre ambos, que graças à sua vontade, realizada na carne e no espírito, seja salva a vida por ele renascida.

Pode-se ainda, irmãos caríssimos, entender de outra maneira. Como o Senhor quer e exige que amemos até os inimigos, que oremos até pelos que nos perseguem, pode-se entender que devamos pedir também pelos que ainda são terra e não começaram a ser celestes, para que neles se realize a vontade de Deus, a vontade que Cristo cumpriu conservando e reintegrando o homem.

O Senhor já não chama seus discípulos terra, mas sal da terra, e o Apóstolo diz que o primeiro homem é limo da terra, ao passo que o segundo é celeste; portanto, nós, que devemos ser semelhantes ao Pai - (o qual faz nascer o sol sobre bens e maus, chover sobre justos e injustos) - seguindo o conselho de Cristo, oramos e pedimos numa única prece pela salvação de todos. Assim como a vontade de Deus foi feita no céu, isto é, em nós - que pela fé nos tornamos céu assim se faça também na terra, isto é, nos que ainda não crêem, que ainda são terrenos pelo primeiro nascimento a fim de começarem a ser celestes pelo renascimento na água e no Espírito.

Prosseguindo, dizemos: "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje". Podemos tomar este pedido tanto no sentido espiritual como no literal, pois os dois modos de entender servem divinamente à nossa salvação. O Cristo é o pão da vida, e este pão não é de todos, é nosso. E assim como dissemos Pai nosso) porque é Pai dos que entendem e crêem, dizemos também pão nosso) porque é pão para aqueles que comem o seu corpo. Pedimos que este pão nos seja dado diariamente a fim de que, estando no Cristo e recebendo diariamente a eucaristia como alimento de salvação, não venhamos a ser separados do Corpo de Cristo e tornar-nos alguma vez proibidos de participar do pão celeste, afastados da comunhão, por causa de algum grave pecado. Ele próprio disse: "Eu sou o pão que desci do céu. Se alguém comer do meu pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo" [12]. Dizendo viver eternamente quem comer deste pão, fica evidente que viverão sempre os que pertencem ao seu corpo e recebem a eucaristia, pelo direito da comunhão, ao mesmo tempo que se passa a temer que alguém seja separado do corpo de Cristo e afastado da salvação, pela interdição de participar do pão. Devemos orar para que tal não aconteça, como ele mesmo nos adverte: "se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" [13]. Por isso pedimos que o pão nosso, isto é, Cristo, nos seja dado diariamente. Vivendo nele, não nos afastaremos de seu corpo e de sua santificação.

Pode-se, na verdade, interpretar de outra maneira estas palavras. Pode-se entender que nós, que renunciamos ao século e rejeitamos as suas riquezas e pompas, pela fé da graça espiritual, não peçamos senão o alimento indispensável para o nosso sustento, conforme a palavra do Senhor: "Quem não renunciar a tudo que possui, não pode ser meu discípulo". [14]. Quem, portanto, seguindo a palavra do Mestre, renunciou a tudo e começou a ser discípulo de Cristo, deve pedir o alimento para o dia que passa e não estender os seus desejos em longos pedidos. Assim ele preceituou, dizendo: "Não penseis no dia de amanhã, porque o dia de amanhã trará os seus cuidados. Basta a cada dia a sua própria pena". [15]. Assim, o discípulo de Cristo, proibido de preocupar-se com o dia de amanhã, pede apenas o alimento de cada dia. Aliás, seria estranho e contraditório pedirmos que o reino de Deus venha a nós em breve e ao mesmo tempo cuidarmos de viver no mundo mais longamente. Também o Apóstolo aconselha, fortalecendo e consolidando nossa fé e esperança: "Nada trouxemos para este mundo; e nada, na verdade, podemos levar. Se temos o que comer e vestir, estejamos contentes. Os que desejam enriquecer, caem na tentação, no laço e em muitos desejos nocivos que lançam o homem na perdição e na morte. Com efeito, a raiz de todos os males é a cobiça; por ela alguns se afastaram da fé e acarretaram para si muitas dores" [16].

Esta doutrina ensina, não só que as riquezas devam ser desprezadas, mas que são perigosas, achando-se nelas a raiz dos males que afagam e enganam, por disfarces e seduções, a cega mente humana. Daí, Deus ter respondido ao rico insensato que pensava nos seus bens terrenos e se vangloriava da abundância dos seus frutos: "Insensato, esta noite ainda, entregarás a tua alma; para quem ficará o que preparaste?" [17] Alegrava-se o insensato com seus frutos na noite em que ia morrer, preocupava-se com a abundância de alimento no momento em que a vida já se afastava.

O Senhor ensina, ao contrário, tornar-se perfeito e íntegro quem vende tudo o que possui e dá aos pobres, prepara este seu tesouro no céu. Diz o Senhor que só pode segui-lo e imitar a glória de sua paixão quem não está ligado por interesses particulares e então, pronto e sem empecilhos, está livre para acompanhar com a própria pessoa a doação já feita dos bens. Em preparação para isso aprenda-se a orar dessa maneira e a descobrir assim como se deve ser.

Pedimos a seguir por nossos pecados, dizendo: - "Perdoa as nossas dívidas, como nós perdoamos aos nossos devedores". Depois do socorro do alimento, o perdão do pecado. Quem é alimentado por Deus, viva também em Deus; cuide não só da vida presente e temporal, mas sobretudo da eterna, à qual se pode chegar se os pecados são perdoados, pecados que o Senhor, no Evangelho, chama dívidas: "Perdoei toda a tua dívida, porque me pediste" [18].

Mas, quão necessária, quão salutar e previdentemente se nos adverte que somos pecadores e devemos rogar pelos nossos pecados! Pois ao pedirmos a misericórdia de Deus, tomamos consciência de nós mesmos. Para que ninguém se contente consigo, presumindo-se inocente, nem avance ainda mais para a morte, exaltando-se, está essa ordem de rezarmos cada dia pelos próprios pecados, lembrando-nos que pecamos diariamente. Disso aliás também nos previne João, na epístola: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está conosco. Se, porém, confessarmos nossos pecados, o Senhor é fiel e justo para perdoá-los" [19]. Aqui estão duas idéias: devemos rogar pelos nossos pecados, e conseguiremos a indulgência quando o fizermos. Por isso, diz-se que o Senhor é fiel no cumprimento de sua promessa, isto é, fiel no perdão dos pecados: ensinou-nos a orar nessa intenção, prometendo a indulgência e a misericórdia de um Pai.

Mas vem logo indicada, claramente, a condição segura e o penhor de nossa prece, a maneira em que devemos fazê-la: peçamos para nós o perdão das dívidas na medida em que perdoarmos aos nossos devedores; não podemos conseguir o que pedimos para os nossos pecados, se não fizermos o mesmo em relação aos nossos devedores. Nesse sentido, lê-se em outro lugar: "Na medida em que medirdes, sereis medidos" [20]. Assim, aquele servo que recebera do senhor o perdão de toda a sua dívida e a seguir não quis fazer o mesmo para o companheiro, foi preso e encarcerado. O senhor retirou-lhe o perdão porque lhe faltou indulgência para com o companheiro. Outra vez, mais fortemente ainda, Cristo propõe, entre seus preceitos, este princípio: "Se ides orar e tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-o antes, para que o vosso Pai celeste, igualmente, vos perdoe os pecados. Se porém não perdoardes, vosso Pai do céu também não perdoará os vossos pecados" [21]. Não te restará, pois, a menor escusa no dia do juízo, quando fores julgado conforme tua sentença. Como fizeste, assim te será feito.

Deus preceituou que devemos ser pacíficos, concordes e unânimes em sua casa. Ele quer que perseveremos tais como nos fez pela geração do segundo nascimento, a fim de que permaneçam na sua paz, os que vivemos em Deus e tenhamos uma só alma e um só sentir os que temos um só Espírito. Deus não aceita o sacrifício do dissidente. Manda que volte do altar e se reconcilie antes com o irmão para ser benigno e obter a benignidade de Deus. O máximo sacrifício, aos olhos de Deus, é a nossa paz e concórdia fraternal, é o povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Manda-nos ainda o Senhor que digamos na oração: "E não nos deixes cair em tentação". Isto mostra que o adversário nada pode contra nós sem uma permissão de Deus. Assim, voltar-se-á para o Senhor todo nosso temor, zelo e devoção; pois nada é possível ao Maligno, no sentido de tentar-nos, sem a divina permissão.

Prova-o a divina Escritura; "Veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e atacou-a; o Senhor entregou-a em suas mãos" [22].

E o poder contra nós é dado a ele segundo os nossos pecados, pois está escrito: "Quem entregou Jacó ao massacre e Israel aos espoliadores? Não foi Deus, contra quem pecaram, cujas vias não quiseram seguir e cuja lei não quiseram ouvir, que dirigiu para eles a ira de sua alma?" [23] E também a respeito de Salomão, quando pecou e se afastou dos caminhos de Senhor: "O Senhor excitou Satanás contra Salomão" [24].

De duas maneiras é dado poder contra nós: para castigo, quando pecamos; para glória, quando somos provados. Isso aparece concretamente no caso de Jó, por revelação do próprio Deus: "Eis, tudo que é dele coloco em teu poder; cuida, porém, de nele não tocares" [25].

No Evangelho, diz o Senhor sobre o tempo da paixão: "Nenhum poder terias contra mim, se não te fosse dado do alto" [26].

Rogando para não cair em tentação, lembramo-nos de nossa fraqueza e miséria, e não nos exaltarmos insolentemente, considerando orgulhosamente algo como nosso, não julgaremos nossa glória a confissão do martírio. Pois, ensinando-nos a humildade, diz o Senhor: "Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca" [27]. Antepõe, assim, a confissão humilde e submissa à prece, atribui tudo a Deus a fim de obteres da sua misericórdia o que pedires com temor e reverência.

Depois disto tudo, completando a oração, vem a petição final que, numa síntese brevíssima conclui todos os nossos pedidos e súplicas. Dizemos em último lugar: - "Livra-nos de todo o mal" abrangendo com esta palavra as adversidades que o inimigo possa maquinar contra nós neste mundo. Contra todas as tramas suas estaremos firmes e seguros se Deus nos livrar delas, se conceder seu auxílio aos que Lho suplicam e imploram. Tendo dito: "Livra-nos do mal", nada mais resta a pedir, pois já pedimos, de uma só vez, a proteção de Deus contra o mal; conseguida essa proteção estamos seguramente guardados contra as maquinações do diabo e do mundo. Com efeito, que se poderá temer no mundo se se tem a Deus por guardião?



1 Jo 1,115.
2 Dt 33,9.
3 Mt 8,22.
4 15m 2,30.
5 lCor 6,19.
6 Lv 20,26; Pd 1,16.
7 1Cor 6,95.
8 Mt 25,34.
9 Mt 26,39.
10 Jo 6,38
11 lJo 2,15 ss
12 Jo 6,51.
13 Jo 6,53.
14 Lc 14,33.
15 Mt 6,34.
16 1Tm 5,7 ss.
17 Lc 20,20.
18 Mt 18,32
19 1Jo 1,8.
20 Mt 7,2.
21 Mt 6,14
22 Dn 1,1-2.
23 Is 12,255.
24 1Rs 1,14.
25 Jo 1,12.
26 Jo 19,11.
27 Mt 26,41.


Fontes:

  • GOMES, Cirilo Folch, OSB. Antologia dos Santos Padres. Coleção "Patrologia". Ed. Paulinas, São Paulo, 1985.
  • http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com.br/2012/11/pai-nosso-sao-cipriano-de-cartago.html
  • http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/s_cipriano_a_oracao_do_senhor.html
  • http://martyrologioromano.blogspot.com/2013/09/sao-cipriano-de-cartago.html

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Como aplicar nossas obras de caridade espiritual as Almas do Purgatório?

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Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mal. 18).

A Igreja, querendo que não nos esqueçamos das almas, consagrou um dia inteiro todos os anos à oração pelos finados. Determinou que em todas as missas houvesse uma recomendação e um momento especial pelos mortos. Ela aprova, sustenta e estimula a caridade pelos falecidos.

Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu... acabou-se!

Se cremos na vida eterna, cremos no purgatório. E se cremos no purgatório, oremos pelos mortos. O purgatório é terrível e bem longo para algumas almas, por isso devemos rezar muito pelas almas, socorrendo as almas, praticando a caridade em toda sua extensão. A devoção as almas do purgatório diz São Francisco de Sales encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural nos há de merecer o céu.

A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa... 

A Comunhão. A Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas. Recitemos pequenas jaculatórias indulgenciadas. É tão fácil repeti-las em toda hora.

É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.

São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto a prece tem uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório', com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.

Santa Gertrudes afirmava que uma palavra dita do fundo do coração e animada de sólida devoção tem mais eficácia que grande número de orações, feitas com pouco fervor. 

Mais uma forma de ajudar as almas é dar esmola ao pobre em sufrágio das almas benditas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão o alívio no purgatório para as almas sofredoras. É uma dupla caridade, socorrer os pobres por amor das almas. É dar duas vezes. Socorre os vivos e os mortos.



pelas almas do Purgatório.
(Jesus prometeu à Santa Gertrudes
que salvaria  (1000) mil almas do purgatório cada vez,
que cada pessoa rezar com fervor esta Oração)

Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém.

Fonte: Santas Almas do Purgatório. 

Vide também: http://precantur.blogspot.com/2016/11/o-assunto-e-dia-de-finados.html
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Cordão de São José


 O CORDÃO DE SÃO JOSÉ 

Resolvi pesquisar (traduzir e organizar) informações acerca desta bela e piedosa devoção. Espero ter feito um trabalho esclarecedor e simples. Divulgue à vontade, está aqui a serviço de toda a gente católica. Reze por mim e minha família, se possível. Grata. GdA.

ORIGEM, FINALIDADE, MODO DE USAR E BENEFÍCIOS




Por Giulia d'Amore. 

clique para saber mais
A devoção ao Cordão de São José teve a sua origem na cidade de
Anvers, na Bélgica, em 1659, em consequência de uma cura milagrosa feita pelo uso deste precioso cinto. Nessa época vivia lá uma freira agostiniana de grande piedade, chamada Irmã Elizabeth, que vinha sofrendo há três anos com lancinantes dores ocasionadas por uma enfermidade cruel (mal das pedras - cálculo renal). Ela chegou a tal estágio que os médicos, não vendo nenhuma possibilidade de reverter o quadro, declararam sua morte como inevitável e iminente. Irmã Elizabeth se voltou para o Céu e tendo sempre sido particularmente dedicada a São José, ela pediu-lhe sua intercessão junto a Nosso Senhor por sua recuperação. Ela tinha um cordão abençoado por um Sacerdote em honra do santo e cingiu-se com ele. Alguns dias depois (10 de junho de 1659), quando rezava diante da imagem de São José, ela sentiu-se subitamente livre da dor. Aqueles que estavam familiarizados com a doença declararam sua recuperação milagrosa. Um ato de autenticidade foi elaborado por um notário público, e o médico, que era um protestante, concordou. O milagre foi registrado e publicado em Verona, na Igreja de São Nicolau, por ocasião dos piedosos exercícios do mês de São Paulo, e Roma, entre 1810-42. Durante o mês de março de 1842, a devoção ao Cordão veio a se tornar conhecida, causando grande repercussão e muitas pessoas enfermas cingiram-se com o cordão bento e experimentaram o valioso auxílio do Glorioso Patriarca, o Santíssimo José. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Diante dos assaltos do inimigo



A Ele deves recorrer nos assaltos do inimigo; n'Ele deves pôr esperança, e d'Ele deves esperar todo o bem. Não te detenhas, voluntariamente, naquilo que o inimigo te apresente. Recorda que "vence quem foge"; e tu, diante dos primeiros movimentos de aversão sobre aquelas pessoas, deves afastar o pensamento e recorrer a Deus. Dobra teu joelho ante Ele e com grandíssima humildade repete esta breve súplica: “Tem misericórdia de mim, que sou uma pobre (alma) enferma”. Depois levanta-te e com santa indiferença continua em teus negócios.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre a oração

 O Cristão e a vida de oração

"Retiras o peixe da água e dali a pouco está morto. Retira-te ou afasta-te da oração, e a tua alma vai morrer para Deus e para a graça. Para que o peixe viva, precisa de estar na água; para que a tua alma viva em graça, precisa de andar em oração. Se o peixe tivesse Fé e razão, havia de compreender que tinha o dever rigoroso de não sair da água para não perder a vida; o cristão tem o dever rigoroso de não deixar a oração para não perder a vida da eterna bem-aventurança." 

(São João Crisóstomo citado no livro o Cristão no Tribunal da Penitência pelo Padre Fr. Frutuoso Hockenmaier, O.F.M, página 132)

Pedido

"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitem orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."