.



"Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém."

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

A HORA SANTA COM A DESOLADA


A HORA SANTA COM A DESOLADA

ou UMA HORA DE AMOR À DESOLADA 


INTRODUÇÃO 


“Ó vós todos que passais por esta via do sofrimento, vedes se existe dor igual à minha dor”[1].

Ó Virgem Desolada, conformado aos sentimentos de Vossa heroica fortaleza, eu venho a Vós, que, firme e constante, por três longas horas contínuas haveis assistido ao Vosso Filho Divino pendurado na Cruz e agonizante, mergulhado no mais cruel martírio... Vós vistes o Anjo da morte aproximar-se vagarosamente a Jesus agonizante e, com a espada, separar a Sua Alma dulcíssima de Seu Corpo puríssimo — quase um lírio cândido arrancado de Seu caule  — e vistes o Vosso Jesus curvar-se suavemente e languescer no sono mortal... enquanto o soldado, com a sua lança cruel, rasgava profundamente o peito adorado, e destilava de Seu Coração as últimas gotas de Seu preciosíssimo Sangue, misturadas à água. 

Ó dor incompreensível de minha doce Mãe! Com boa razão repetis mais uma vez as tristes expressões do Profeta, nas encostas sangrentas do Gólgota: “Ó vós todos que passais por esta via do sofrimento, vedes se existe dor igual à minha dor”[2] .

Ó Divina Desolada, subo (ao Gólgota), abismado e confiante, junto com os discípulos do Vosso Jesus, José e Nicodemos, que cumpriram o piedoso ofício de assistir e honrar, com os seus obséquios, o Vosso Filho morto, e de suavizar um pouco a Vossa imensa dor. Uno-me, ainda, ao Piedoso João, que agora se tornou Vosso filho adotivo, como eu também o sou, por disposição testamentária de amor do Vosso Jesus, pendente da Cruz... Associo-me, ainda, à fervorosa Madalena, há pouco banhada e purificada pelo Sangue de Jesus; e às santas mulheres que Vos trouxeram alívio e conforto em Vossa extrema desolação. 

Ó doce Mãe, acolhei amorosamente as minhas lágrimas de amor que se derramam junto com as Vossas, amargurosíssimas: “fac me tecum pie fiere — fazei com que piedosamente chore con’Vosco[3] . Sim, quero devotamente chorar con’Vosco a morte cruel do Vosso Jesus. Acolhei, também, os meus ardente afetos... as minhas pobres expressões... Quero consolar-Vos, ó querida Mamãe... suavizar a Vossa piedosa angustia... e pronunciar con’Vosco, no triste silêncio do coração, o resignado “Fiat”.   



AFETOS E PRECES  
Ó Virgem toda santa, que fostes a mais ditosa e a mais martirizada de todas as mães, permitais que me associe, com o coração, a todas as tristezas, aos Vossos maternos padecimentos... Tomem parte todos os outros às Vossas alegrias, mas, para mim, doce Mãe minha, prefiro ser o Vosso favorito, nas acerbas dores que dilaceram o Vosso nobre Coração; e ter o privilégio de participar de Vossos padecimentos, de Vos enxugar as lágrimas, de sofrer con’Vosco e com Jesus, e, seguindo os Vossos passos, ascender o santo monte Calvário. 
Ah! Prossigamos, almas piedosas, cerquemos a nossa Mãe, e não A deixemos subir sozinha a encosta do monte da mirra! Ela vai sofrer por nós. Oh! Vamos sofrer nós também por Ela! Vinde, ó filhos benditos das dores de Maria, onde está a Mãe também devem estar os filhos. Por piedade! Não permitais, ó querida Mãe, que as lágrimas de Jesus e as Vossas se percam para os remidos do Calvário, nem que reste infrutuoso ao Vosso sacrifício por nós; mas obtende-nos que, com a Vossa constância, com o Vosso amor, nós saibamos aplicar-nos os méritos... e todos os corações que Vos bendizem e choram con’Vosco na terra sejam tornados dignos, pela virtude das Vossas dores, de deleitar-Vos com Jesus e de abençoar-Vos para sempre no Céu. Assim seja.  


ESTAÇÃO I

MARIA SANTÍSSIMA VÊ ENCERRAR JESUS NO SEPULCRO 

Os piedosos discípulos de Jesus, depois de haverem subidos bravamente ao Calvário, se prepararam para depor da Cruz o Corpo Santíssimo do Mestre... descendo vagarosamente do patíbulo aquele Corpo divino sem vida... Maria assiste àquele piedoso ofício, e, no silêncio de Sua Alma sofrida, contempla aquelas Mãos divinas, sempre erguidas para abençoar as multidões que O seguiam, aos montes, em sua vida passada[4] ; aquelas Mãos que enxugavam lágrimas, fechavam feridas, saravam enfermos, operavam milagres inefáveis, e, no extremo da vida, operaram o Milagre maior[5]: abençoando o pão e o vinho, transubstanciou-os em Seu Corpo e Sangue puríssimo; e criava a Eucaristia. E, agora, a piedosa Mãe as vê imóveis e gélidas... E olha para aqueles pés sacrossantos, perfurados por pregos, que levavam por toda parte aquela divina Pessoa... espalhando paz e conforto; e, agora, os contempla inermes e sem vida... 

Deposto Jesus da Cruz, os piedosos discípulos deitam sobre o colo da Mãe o inerme Corpo do Mestre... E, oh!, cena comovente e excruciante, que apenas os Anjos podem descrever. Ó divina Desolada! Qual não foi a Vossa dor ao ver, entre os vossos braços, o amado Jesus, que, quando Menino, neles fazia os seus sonos de amor... e, agora, coberto pelo palor mortal, é um frio corpo sem vida! É todo uma chaga só, dilacerado no peito, banhado de Sangue. A sua loira cabeleira e a barba arrancadas. Não Se reconhece mais...

Que espetáculo de dor!... enquanto recordais os opróbrios e os tormentos do Vosso dileto Filho. Ó doce Mãe, a Igreja, ao ver-Vos em tanta tristeza, Vos dirige aquelas inefáveis palavras: “A quem te compararei, a quem te semelharei, Filha de Sião? É imensa como o mar a Tua dor”[6].

Ó Santa Mãe, ora convém dar sepultura ao Vosso Jesus, visto que as trevas começam a encobrir a Terra, e a envolver em seu ventre o horror daquele dia. — Os discípulos se preparam para embalsamar o divino Corpo sem vida e a conduzi-lo ao Sepulcro. Os Anjos, alinhados em fileiras, com as asas abatidas, com o rosto velado, fazem um cortejo ao Rei do Céu, que passa, inerte e sem vida... Seguem o triste comboio as piedosas mulheres, a Madalena e, por último, a Mãe de Jesus, desolada e traspassada em Sua Alma. 

Chegando ao local, encerram Jesus no Sepulcro, e Maria O abençoa mais uma vez e O cobre de cálidos beijos, expressão infinita de amor, e depõe junto com Ele, no túmulo, o Seu Coração traspassado. 

Descanse, descanse, ó branca Flor, tão cedo ceifada. O Eterno Pai, ceifando-Vos, Vos coroou Rei dos Mártires... Oh! Quanto é grande, através da tumba, a Vossa glória... 

Ó Mãe Desolada, a palavra me morre nos lábios, e caio aos Vosso pés, e derramo con’Vosco os gemidos do meu coração... e repito: “Fiat”! “Fiat”! 

sexta-feira, 12 de abril de 2019

la Via Crucis en poema

VIA CRUCIS



I - Jesús es condenado a muerte 


El sonido bestial de nuestras voces
Desata su furiosa turbulencia
Y alza contra el amor y la inocencia
Los negros filos de sus negras hoces.

Y contra la infinita omnipotencia,
Que sufre nuestros gritos más atroces,
Buscamos los más duros y feroces
Para gritar a coro la sentencia.

Dios la escucha callado y pensativo,
Mientras sus ojos, con mirar lejano,
Contemplan a los unos y a los otros.

Pero en el fondo de su pecho vivo
Comienza a levantar con dulce mano
La que pesando está sobre nosotros.


II - Jesús carga con la cruz 


Esto que aguanta el hombro soberano
Ha de ser, al llegar a su destino,
Árbol que nos dará su fruto sano
Como remedio contra el más dañino.

Esto que con esfuerzo sobrehumano
Soporta el hombro excelso en su camino
Será balanza en que el amor humano
Hallará contrapeso en el divino.

Pero en el hombro sempiterno y puro,
Que por el mundo trágico y obscuro
Lo lleva con amor hacia la luz,

Tiene el peso, la forma, la dureza,
La crudeza, la saña, la tristeza
Y el dolor infinito de la cruz.


III - Primera caída de Jesús 


Cargado con la cruz de carne y hueso
De nuestro encono ciego y furibundo,
Va Jesús con su paso moribundo
Por el largo camino sin regreso.

Pero el suelo es tan duro y nuestro peso
Es tan ancho, tan alto y tan profundo,
Que quien sostiene con la mano el mundo
Vacila con dolor bajo su exceso.

Y, doblegado por la cruz amarga,
Rueda con sus tremendas amarguras
Sobre las piedras de la senda larga,

Para saber que ni las piedras duras
Le duelen más que la penosa carga
De nuestras almas ásperas y obscuras.


IV - Encuentro de Jesús y María 


Ésta es María y éste su quebranto,
Ésta es María y ésta su amargura,
Ésta es su pena, siete veces dura,
Éste es su llanto, siete veces llanto.

Ésta es la madre, siete veces pura,
Que por el Hijo, siete veces santo,
Llora un llanto más puro y sacrosanto
Que el dolor de la noche más obscura.

Ésta es la Virgen siete veces buena
Que por el alma siete veces fría,
Siete veces infiel y rencorosa,

Sufre en Jesús la bárbara condena,
Y acepta en su alma, siete veces mía,
La espada siete veces dolorosa.


V - El Cireneo y Jesús 


Alguien que en nuestro ser está dormido
Siente que el ansia de un dolor sin tasa
Y una fiebre de amor que lo rebasa
Llegan de lejos a su obscuro nido.

Y descubriendo a nuestro Dios que pasa
Bajo la carga de la cruz rendido,
Se liberta del sueño y del olvido
Y deja sin rumor su obscura casa.

Ya detrás de Simón el Cireneo,
Vence su voluntad y su deseo,
Resiste al desaliento y a la duda.

Y alcanzando el madero que persigue,
Por un instante a nuestro Cristo sigue,
Por un momento a nuestro Dios ayuda.


VI - Jesús y Verónica 


Roja de sangre y de sudor bañada,
Negra de polvo y de ansiedad henchida,
Maltrecha de cansancio, malherida,
Deshecha de dolor, desfigurada,

La cara del Señor, pura y sagrada,
La cara de la luz y de la vida,
Busca en la multitud enfurecida
La cara menos dura y despiadada.

Verónica, que ha visto su mirada,
Elige entre la turba enardecida
El alma más perversa y enconada.

Con ella enjuga aquella faz querida,
Y en el alma feroz y empedernida
La deja eternamente retratada. 


VII - Segunda caída de Jesús 


Más pesadas que todo cuanto encierra
La tierra hasta en sus últimos rincones
Deben ser para el Padre de los dones
Las almas duras que le mueven guerra.

Y más pesadas que la cruz que aferra
Deben ser para el Hijo las pasiones
Con que los obstinados corazones
Vuelven a dar con el Señor en tierra.

Pero la fuerza del amor sin nombre
Que en el pecho de Dios está encendido
Puede más que la humana pesadez,

Ya que al Hombre, cargado con el hombre,
Puede alzarlo del mundo en que ha caído
Bajo su peso por segunda vez. 


VIII - Jesús habla a las mujeres que lo acompañan


Almas que en el camino doloroso
Acompañáis a Dios, que va cargado,
Y que hoy lloráis sin tregua ni reposo
Por todo lo que ayer no habéis llorado:

Reprimid en el pecho caudaloso
La fuerza del dolor desenfrenado,
Para escuchar al Todopoderoso,
Que os habla con amor desconsolado.

Y después de escuchar la voz divina,
Que os anuncia el rigor que se avecina
Por culpa del error y del pecado,

Considerad vuestra futura ruina,
Y soltad vuestra vena cristalina
Para llorar lo que no habéis llorado.


IX - Tercera caída de Jesús 


Llega Jesús al monte que lo espera
Con la muerte más dura y traicionera,
Para que cese al fin nuestra ceguera
Y empiece nuestra vida verdadera.

Pero la carga de la cruz es tanta
Y tanto el peso del dolor que aguanta,
Que la fatiga inmensa lo quebranta
Y lo derriba en la vereda santa.

Con su cuerpo de horror, por vez tercera,
Toca Jesús la tierra lastimera,
Y en ella nuestra vida prisionera.

Después las mira con amor que espanta,
Las besa con su boca sacrosanta,
Y abrazado con ellas se levanta.


X - Jesús es desvestido 


Lo despojamos de la luz del día
Y del sosiego de la noche obscura,
Le arrebatamos con pasión impura,
Todo el placer y toda la alegría;

Y como algo le queda todavía,
Le arrancamos su blanca vestidura,
Para que brille en toda su amargura
Su cuerpo de dolor y de agonía.

Pero el Señor de todo cuanto existe,
Con tu rencor y mi rencor se viste,
Y, poniendo en el sol sus ojos mudos,

Ofrece al Padre, como eternos dones,
Nuestros duros y obscuros corazones,
De tu rencor y mi rencor desnudos. 


XI - Crucifixión de Jesús 


En la cruz acostada bajo el cielo
Tendemos al Señor de cielo y suelo,
Mientras el cielo llora sin consuelo
Y el suelo mira con piedad su duelo.

Y rompiendo su carne sin consuelo
Vamos clavando sin piedad ni duelo:
Las manos que nos llaman desde el cielo
Y los pies que nos guían por el suelo.

Y, cuando levantamos hacia el cielo
La cruz en que su cuerpo sin consuelo
Sufre por nuestra culpa en este suelo,

La sangre de sus manos busca el suelo
De nuestras almas sin piedad ni duelo,
Y con la de sus pies nos halla el cielo.


XII - Muerte de Jesús 


Nació por nuestro amor entre animales
Ciegos a sus divinas perfecciones,
Creció por nuestro amor entre razones
Sordas a sus razones celestiales.

Sufrió por nuestro amor nuestras prisiones,
Cruzó por nuestro amor nuestros fangales,
Y para dar remedio a nuestros males
Muere por nuestro amor entre ladrones.

Muere por nuestro amor, y, con su muerte,
Baja, por nuestro amor, al mundo inerte,
Sube, por nuestro amor, al del Amor,

Abre por nuestro amor su puerta pura,
Y entra por nuestro amor en la clausura
Que ayer lo vio salir por nuestro amor.


XIII - Descendimiento del cuerpo de Jesús 


Ya que del árbol plácido y robusto
Pende maduro el fruto de la Vida,
Que nos dará con su celeste gusto
El gusto de la tierra prometida;

Y ya que el fruto del Amor augusto
Reposa en la balanza bendecida,
Equilibrando con su peso justo
El peso de la raza dolorida,

Es hora de que al fin lo recojamos
Y con honda ternura lo pongamos
En el regazo virgen y fecundo,

Seguros de que allí lo encontraremos
Como remedio a todos los extremos
Del hambre y del agobio de este mundo.


XIV - Entierro de Jesús 


Después de recorrer la tierra obscura
Buscando entre las peñas la más dura,
Para enterrar al fin la carne pura
Del autor de la vida y la hermosura,

Levantamos el cuerpo con dulzura
Y, como a la semilla más segura,
Le damos verdadera sepultura
En nuestras almas llenas de amargura,

Para que, sepultado en nuestras frentes,
En nuestros pechos lóbregos y abstractos
Y en nuestras bocas mudas como rocas,

Germine con amor en nuestras mentes,
Y, después de crecer en nuestros actos,
Florezca con amor en nuestras bocas.



Francisco Luis Bernárdez 


(Livro: “Las estrellas", Editorial Losada, Buenos Aires, diciembre de 1947, 1ª edición, pp. 113-142) 

***

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Belíssima Via-Sacra

 

VIA-SACRA


Oração preparatória

Meu Senhor Jesus Cristo, que seguistes, com amor infinito, o caminho doloroso de Calvário, e aí morrestes num patíbulo da infâmia, dai-me a graça de Vos acompanhar, e de unir as minhas lágrimas ao Vosso Sangue precioso. Tenho ardente desejo de consolar o Vosso Coração tão bom e tão amargurado pelos nossos pecados e de me associar à Vossa dolorosa paixão e morte… Quem me dera sofrer e morrer por Vós, que sofrestes e morrestes por mim! … Jesus eu Vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a Vossa graça, nunca mais Vos tornar a ofender. Dignai-Vos, meu querido Senhor, conceder-me as indulgências com que Vossos Vigários enriqueceram este santo exercício, e recebei-as em satisfação dos meus pecados, e em sufrágio das almas do Purgatório.

Maria, Rainha dos Mártires, dai-me o amor e a dor, com que acompanhastes ao Calvário, o Vosso inocentíssimo Jesus. Amém.


I. ESTAÇÃO

sexta-feira, 29 de março de 2013

Sexta-feira da Cruz de Nosso Senhor: Via-Crucis

Sexta-Feira da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo 

Via Sacra



+ Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ave! Ó Cruz, única esperança, do mundo glória e salvação. Aos bons aumenta

a graça e aos maus alcança perdão.

Oração Preparatória

Jesus amável Salvador, eis-nos humildemente prostrados a vossos pés,
implorando a vossa divina misericórdia sobre nós e sobre as almas dos fiéis
defuntos. Dignai-vos dispensar-nos os infinitos méritos de vossa dolorosa
Paixão, que agora vamos meditar. Concedei que nesta via de lágrimas e suspiros,
a que vamos dar início, que os nossos corações tão manchados pelo pecado se mova
a contrição e a penitência, e que possamos aparelhados para sofrer todas as
contradições, sofrimentos e humilhações desta vida.

E vós, Mãe de graça, que, abandonada em triste soledade, foste a primeira a
percorrer a via-sacra, obtende-nos da Adorável Trindade um piedoso acolhimento
destes nossos sentimentos de dor e de caridade, em reparação de tantas injúrias
à sua Majestade Soberana.

R. Ó Santa Mãe gravai em meu coração as chagas do Crucificado!
V. Tende piedade de nós Senhor!
R. Que as almas dos fiéis defuntos, por vossa misericórdia, descansem em paz.
Amém.



Iª Estação - Jesus é condenado a morte
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos a admirável
submissão de Nosso Senhor quando ouviu pronunciar-se a sentença iníqua, e
convençamo-nos de que não foi Pilatos que condenou Jesus a morte, mas todos nós
pecadores presentes e do mundo inteiro. Com vivos sentimentos de penitência
digamos:

V. A morrer crucificado teu Jesus é condenado por teus crimes pecador, por teus
crimes pecador!
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



IIª Estação - Jesus carrega a Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos com que doçura Nosso Divino Mestre recebeu em
seus ombros doloridos e ensangüentados o terrível instrumento de seu suplício.
Assim nos quis ensinar a levar a nossa Cruz sem impaciência e murmuração, e a
padecer resignadamente os males vindos do Céu ou das criaturas.
Digamos:

V. Com a cruz é carregado e do peso acabrunhado. Vai morrer
por teu amor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



IIIª Estação - Jesus cai pela primeira vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos Jesus a caminho do Calvário. Vejamos como ele
Caminha com passos cansados e inseguros. Coberto de sangue, vem tão debilitado,
que se abate ao peso da Cruz e cai no chão. Digamos:

V. Pela Cruz tão oprimido, cai Jesus desfalecido, pela sua salvação. 
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu  Jesus, perdoai-me meu Jesus.

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...


IV Estação - Jesus encontra a sua mãe
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos a imensa dor de Jesus ao ver Maria sua mãe
santíssima, e a dor de sua mãe ao vê-lo sendo castigado no meio de tão cruéis
ultrajes. Digamos:

V. De Maria lacrimosa, sua mãe tão piedosa vê a imensa
compaixão.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus.

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



V Estação - O Cirineu ajuda a carregar a Cruz de Jesus
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a fineza do amor de Jesus para conosco: Se
permite que o ajudem, é também para nos ajudar a partilhar com ele do seu cálice
de amargura. Digamos:
Em extremo desmaiado deve auxílio, tão cansado receber o Cireneu.

R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...




VI Estação - Verônica enxuga o rosto de Cristo.
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos a ação heróica desta mulher, que se dá a pressa a
enxugar a face de Nosso Senhor, tão desfigurada e dolorida! Esta oficiosa e
diligente caridade afeiçoa e enternece o coração do Senhor, e o move a lágrimas.
Digamos:

V. O seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, eis, no pano apareceu.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus.

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...




VII Estação - Jesus cai pela segunda vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos o Homem Deus, de novo sucumbido ao peso do madeiro. Ponhamos nossos olhos  pecadores sobre esta grande vítima estendida por terra, ensanguentada, sem forças para prosseguir. Digamos: 

V. Outra vez desfalecido, pelas dores abatido, cai em terra o
Salvador.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!

Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



VIII Estação - Jesus consola as filhas de Israel
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Admiremos aqui a generosidade incomparável de Jesus:
esquece-se por momentos os seus próprios sofrimentos, para abrir os seios de sua
entranhável caridade às filhas de Israel, e diverti-las de sua dor. "Não choreis
por mim mas por vossos filhos e filhas". Digamos:

V. Das matronas piedosas, de Sião filhas chorosas é Jesus
consolador.

R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus..

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



IX Estação - Jesus cai pela terceira vez
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos o nosso Bom Jesus ao ver o Calvário. É ali, no
cimo do monte, que um altar vai se erguer a justiça ultrajada de Deus. Mas o coração de Jesus padece grande angústia. Não teme os horrores da morte tão cruel, mas antes a inutilidade de seu sangue para tantos pecadores. Este triste pensamento constrange-o e aflige-o, caindo o corpo no chão. Digamos:

V. Cai pela terceira vez prostrado, pelo peso redobrado, dos
pecados e da Cruz.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus..

R.Tende piedade de nós Senhor!

Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



Xª Estação - Jesus é despojado de suas vestes
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos: R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Consideremos como foi grande a confusão de Jesus ao ver-se
reduzido em tão completa nudez, desabrigado daquela turba encarniçada e
perversa. Digamos:

V. Das vestes despojado, por verdugos maltratado, eu vos vejo meu Jesus.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus..

R.Tende piedade de nós Senhor!

Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



XIª Estação - Jesus é pregado na Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos os atrozes sofrimentos de Nosso Senhor ao ser
pregado, com grossos cravos, ao madeiro, e olhemos com piedoso amor para o
estandarte da nossa redenção. Vítima de dor, todo o corpo de Jesus sofre, e o
sangue corre e inunda a terra. Digamos: 

V. Sois por mim na Cruz pregado, insultado, blasfemado, com cegueira e com furor.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus.

R.Tende piedade de nós Senhor!

Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai...



XIIª Estação - Jesus morre na Cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.
Momento de silêncio... depois prossegue dizendo:

Consideremos um Deus de toda a Santidade, a morrer numa cruz,
entre dois celerados, por amor das suas criaturas, tirando do peito, não
palavras de maldição ou injúria, mas preces divinas de amor e perdão: "Pai
perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Tudo está consumado". E dizendo isto
expirou. Digamos:

V. Por meus crimes padecestes: meu Jesus por mim morrestes, como é grande a minha dor. 
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu
Jesus, perdoai-me meu Jesus.

R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai... 



XIIIª - Jesus é descido da cruz
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos a extrema dor de Nossa Senhora, ao ver em seus braços o seu amado filho, chagado, lívido, com as pálpebras cerradas no frio sono da morte. Contempla os estragos feitos nas mãos e nos pés pelos duros cravos, o lado aberto pela cruel lança, a cabeça ensanguentada e ferida pela
coroa de espinhos; e lastima-se de haver gente tão sem coração que tão mal fizeram a seu amado filho. Digamos:

V. Da madeira vos tiraram e nos braços vos deixaram de Maria, que aflição.
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.

R.Tende piedade de nós Senhor!

Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai... 



XIV Estação - Jesus é sepultado
V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos:
R. Porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo inteiro.

Consideremos os discípulos do Senhor colocando seu santíssimo
corpo no Sepulcro. Maria os acompanha, ela é quem arruma o túmulo de seu filho. Digamos:

V. Do pecado vem a morte, mas o amor, que é mais forte, dá a vida pelo irmão. 
R. Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus.
R.Tende piedade de nós Senhor!
Pai Nosso - Ave maria - Glória ao Pai... 

Oração final
Senhor, Jesus olhai vossos servos e concedei-lhes o dom da vossa paz, de vosso amor, de vosso socorro; enviai-nos o vosso Espírito Santo para que nos amemos uns aos outros, mantendo-nos num mesmo espírito, pelos vínculos da paz e da caridade, para assim formarmos uma mesma fé, como fomos chamados; a uma mesma esperança, por nossa vocação, para assim chegarmos ao perfeito amor em Vós que viveis com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amém.

Oração a Jesus Crucificado:
Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus; prostrado de joelhos diante da vossa Divina Presença, Vos peço e suplico com o mais ardente fervor, que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e um verdadeiro arrependimento dos meus pecados, com vontade firmíssima de os emendar; enquanto eu, com grande afeto e dor de alma, considero e medito nas vossas Cinco Chagas, tendo diante dos olhos o que já o Santo Profeta David dizia por Vós, ó bom Jesus: "Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, e contaram todos os meus ossos".
+ Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
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Pedido

"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitem orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."