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Quinta Fineza de Jesus Sacramentado

Quinta Fineza de Jesus Sacramentado para com os homens.


Jesus Se deixou Sacramentado para morrer mais vezes pelos homens.

 

Aquela massa da qual formou Deus o primeiro homem, diz o doutíssimo Tertuliano, que não foi tanto barro quanto empenho com o qual Se obrigou Deus a, tendo-se ele quebrado pela queda do homem, forma-lhe de novo dando por ele a vida: Limus ille non tantum limus erat, sed pignus. Porém, a meu ver, não deu Deus este presente só para a queda do primeiro homem, senão para todos os seus frágeis descendentes até o fim o mundo; e que já desde então Se empenhou a morrer não só uma vez na Cruz, senão a renovar a cada dia Sua morte sobre os Altares. E porque assim o entendeu o grande Doutor da Igreja Santo Ambrósio, nos deixou escrito que a Igreja celebra todos os dias as exéquias de nosso Redentor.

Aquela morte, que com tantos extremos de amor padeceu Jesus uma vez em um madeiro, se vê inumeráveis vezes renovada em nossos Altares. Nestes Se sacrifica de novo o Divino e inocente Cordeiro, e oferece a real vítima Seu próprio e verdadeiro Corpo. Aquele Sangue Que no Calvário saiu de Suas veias à força de tão excessivos tormentos que o sol, assombrado, se escondeu, e se desfizeram de dor as pedras, derrama Jesus sobre um Cálice, não já a golpes de açoites, senão ao pronunciar as palavras. Aqui não são já necessários agudos cravos que Lhe trespassem os pés e mãos, nem cruéis lanças que Lhe atravessem o peito. Há outro instrumento mais forte, que é o Seu amor. Outros Ministros mais ativos, que são Seus Sacerdotes, sangram Suas veias sobre os Altares. A língua desses é a que abre o Costado vivo de Jesus, e quanto cabe na eficácia de suas palavras Lhe separa e derrama do Corpo Seu Sangue, tornando o Divino amante vítima misticamente morta em um Sacrifício incruento.


Isso parece que pensava o Real Profeta quando chamou copiosa e superabundante nossa Redenção, pois via que n'Este Sacramento não cessava Jesus de dar a vida em nosso resgate; e como nos tivesse já comprado, tão liberalmente a dispende que mil vezes morre por nós Sacramentado. Naquelas sagradas Aras dá Jesus cada dia tão real e verdadeiramente Seu Sangue vivo e animado, que uma só gota d'Ele, oferecida ao Eterno Pai naquele Cálice, bastaria para redimir todo o gênero humano se ele, segundo os presentes decretos, não estivesse já redimido.

Mas que fineza é esta tão nova do Divino amor? Não bastava uma só morte para nosso remédio? Que digo, uma só morte? Uma lágrima, um só suspiro de Jesus sobraria para o reparo de mil mundos! Porém Ele quer que se renove a todas as horas o doloroso processo de Sua morte, estampado n'Este Sacramento com os vivos caracteres de Seu Sangue. Uma só vida de infinito valor, que ofereceu em uma Cruz por nós, não apagou os ardentes desejos de morrer por nosso amor. Ainda hoje parece que Lhe ferve o Sangue nas veias; pois ainda de Seu Corpo impassível mostra que quer correr por nosso remédio.

Apenas nasceu Jesus no mundo, logo em ponto derramou Seu Sangue pelos homens, porque, como revelou a uma Sua Serva, no mesmo instante que penetrou qual Sol o Cristal do Seio de sua Mãe, reclinando-O Ela sobre a aspereza daquelas palhas, feriram essas Sua delicadíssima carne, de sorte que, antes de provar do leite, derramou Sangue. Estes acidentes causava Seu Sangue ao Coração de Jesus, apenas nascido, e já enfermo por nosso amor, e assim abriu logo as veias para desafogo do Coração.

Mas todo Esse Sangue, e o Que derramou na Cruz, não basta ao infinito e ardente amor de Jesus. Ainda dentro daqueles Sacrários nos está dizendo: Amore langueo. Ainda padeço mortais delíquios de amor por Minhas criaturas, porquanto Me é preciso abrir as veias nos Calvários de Meus Altares. Quanto puderam lá os espinhos, os açoites, os cravos e a lança, pode agora por si Meu amor. Ele, ao pronunciar de poucas palavras da boca de Meu Ministro, faz brotas de tal modo Meu Sangue todo, que fico tantas vezes misticamente morto, quantas Sacramentado.

Ó amor cruel para com Jesus, quanto piedoso para com os homens! E como eu, Sacerdote o mais indigno do mundo, permaneço ainda vivo ao pé daquele Altar, sabendo que vou sacrificar por minhas mãos a Inocente vida de Jesus? Bem entendido o tinha assim aquele Gloriosíssimo Patriarca Santo Inácio de Loyola, Fundador de sua Ilustre Companhia de Jesus, o qual, por abundância de lágrimas que derramava no Altar, esteve a perigo de perder a vista e não poder acabar a segunda Missa do Natal, porque de compaixão pensou que se lhe acabava a vida.

Mas que insensibilidade é a nossa em assistir ao funeral da morte de Jesus! Se estivesse mais viva nossa Fé, não nos seria menos insensível o Sacrifício do Altar que o da Cruz. Ah! Mortais! Credes vós, verdadeiramente, o que credes? Pois se confessais que todos os dias morre de novo e se sacrifica sobre um Altar vosso Redentor, onde estão as lágrimas que correm de vossos olhos? Onde os suspiros que arrancam de vossos corações? Agora, pois. Um Deus Sacramentado e morto por vosso amor seja o único objeto de vossa pena, já que Ele, não contente de morrer por vós em um Madeiro, vos dá todos os dias a vida e o Sangue n'Este Sacramento. 


(Finezas de Jesus Sacramentado para con los hombres, e ingratitudes de los hombres para con Jesus Sacramentado. Escrito en Toscano, y Portugués por el P. F. Juan Joseph de S. Teresa Carmelita Descalzo. y traducido en castellano por D. Iñigo Rosende presbitero. Con licencia. Barcelona: En la Imprenta de los Herederos de Maria Angela Marti, Plaza de S. Jayme, año 1775.)
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