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"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitam orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."

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Mês do Sagrado Coração de Jesus – DIA 27




 

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

(7 anos e 7 quarentenas de indulgência cada dia e uma in­dulgência plenária no fim.)

ORDEM DO EXERCÍCIO COTIDIANO


Invocação do Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor.

V. — Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.
R. — E renovareis a face da terra.

ORAÇÃO
Deus, que esclarecestes os corações de vossos fieis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos, por esse mesmo Espírito, co­nhecer e amar o bem e gozar sempre de suas divinas consolações. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Oração preparatória
(100 dias de indulgência — Leão XIII, indulto de 10 de dezembro de 1885).
 
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à di­vina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos sé­culos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afe­tos e desejos, todas as minhas obras e pa­lavras. Amém.

Lê-se a intenção própria do dia, recitando em sua con­formidade um Pai Nosso, Ave Maria e Glória, e a jaculatória: Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.

Em seguida, a Meditação correspondente ao dia e, depois, a Ladainha do Sagrado Coração.


 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende pie­dade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espirito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de majestade infinita, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fornalha ardente de ca­ridade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, abismo de todas as vir­tudes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual habita toda a ple­nitude da divindade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, saturado de opróbios, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de toda a conso­lação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

ORAÇÃO
Onipotente e sempiterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.

Para concluir, a seguinte fórmula de consagração 
 
Recebei, Senhor, minha liberdade in­teira. Aceitai a memória, a inteligência e a vontade do vosso servo. Tudo o que tenho ou possuo, vós mo concedestes, e eu vo-lo restituo e entrego inteiramente à vossa von­tade para que o empregueis. Dai-me só vosso amor e vossa graça, e serei bastante rico e nada mais vos solicitarei.

(300 dias de indulgência. Leão XIII, Decreto de 28 de maio de 1887).

Doce Coração de Jesus, sede meu amor.
(300 dias — Pio IX).

Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.
(300 dias — Pio IX).
 

MEDITAÇÕES

 

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— IV —

Os consoladores do Coração de Jesus
 
 
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VIGÉSIMO SÉTIMO DIA


Oremos pelos enfermos desamparados. Pai Nosso, Ave Maria, Glória e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais”.
Os segundos consoladores do Coração de Jesus
são as almas que sofrem pacientemente

Oh! Como uma alma paciente em seus sofrimentos físicos ou morais consola o Co­ração de Jesus!

“Ela sofre”, mas bem sabe que o seu sofrimento vem de Deus… e submete-se com amor, resigna-se com a maior confiança! “Sofre” e por isso compreende mais viva­mente as dores de Jesus, — e oferece as suas em compensação e consola seu Divino Mes­tre com maior sinceridade. “Sofre”; condoer-se-á, pois, com mais comiseração do seu próximo; nunca se é tão compassivo como depois de se haver sofrido com pa­ciência! Quanta virtude nessas almas!

“Não me lastimarei quando Deus me enviar algum sofrimento”.

EXEMPLO

Mons. Ségur, um dos mais ilustres e valorosos apóstolos da Igreja de França, foi também um fervorosís­simo devoto do Sagrado Coração. Nas muitas obras ca­tólicas que fundou e dirigiu, em suas pregações que eram incessantes, nos 70 opúsculos e livros que publicou sobre assuntos variadíssimos, a devoção ao Coração de Jesus ocupou sempre o seu pensamento e a sua palavra, e dela fez ardente propaganda o novo sacerdote. Salienta-o, porém, e glorifica sobretudo um traço característico dos perfeitos devotos do Sagrado Coração: o amor às cruzes da vida, a resignação ao sofrimento. Em sua primeira Missa, à hora da elevação, Gastão de Ségur pediu a Maria Santíssima que lhe con­cedesse uma enfermidade, cruciante, mas que lhe não tolhesse o exercício do ministério: queria ter um lugar ao pé da cruz do Divino Mestre. Quando perdeu um dos olhos, exclamou: “A Santa Virgem mandou-o para o Purgatório, para lá fazer as minhas vezes”. Aos 34 anos de idade, cegando de todo, disse a um amigo: “Pedi ao Senhor que eu carregue dignamente sua santa cruz. Já não correrei mais. Ganham com isto os grandes pecadores, que terão menos acanhamento em confessar-se a quem lhes não vê um traço.” Foi instado a tentar a cura, que Nélaton lhe prometia, e sujeitou-se à baldada operação, fazendo o sinal da cruz e dizendo calmo: “Como Deus quiser”. Aconselharam-lhe que recorresse às orações de pessoas santas, e à virtude de imagens milagrosas: obedeceu muito dócil e buscou o venerando cura d’Ars, e M. Depont, o devoto da “Santa Face”. O santo homem de Tours dizia a Mons. Ségur: Não é fácil obter de Deus uma graça corporal, quando não se pede na forma do postulante do Evangelho: “Domine, fac ut videam— Senhor, fazei que veja”. O piedoso sacerdote, porém, não pôde conformar-se a dizer outra coisa, senão a pa­lavra do Padre Nosso: “Faça.se a vossa vontade”. Fa­lhando também todos os pios recursos, Mons. Ségur aceitou por toda a vida a cegueira, bendizendo-a. To­davia, o Sagrado Coração, conservando-o preso à cruz, dava-lhe a virtude de comunicar a outros sua edificante resignação: o Jovem cego Afonso Landais, de irritadiço, turbulento e mau, se tornava, com as suas exortações, um exemplo de paciência e bondade Mons. Ségur foi mesmo favorecido com a graça de curar a um cego, e assim aconteceu no ano de 1869, com um menino Felix Garê, em Lorient: sul tia o levou à presença de Mons. Ségur para que o abençoasse, confiando em que isto o curaria. Monsenhor pôs-se quase de joelhos para se aproximar dele, abraçou-o carinhoso e o abençoou com um grande sinal da cruz. Na manhã seguinte, quan­do a tia de Felix entrou no quarto deste, para levar, lhe o seu chocolate, e lho quis dar por suas mãos, ele c desviou, docemente, dizendo: “Que faz, minha tia? eu a vejo bem, meus olhos estão curados! E, em vez de que a cegueira de Mons. Ségur lhe encurtasse em nada o exercício de seu santo ministério, este se manifestava, até o fim, tão ativo, contínuo e prodi­gioso, que a maioria dos operários da vinha do Senhor poderiam, sem nenhum desdouro, dizer dele com o santo cura d’Ars: Eis um cego que vê mais claro que nós.


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CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS


Sim, Jesus, eu vos prometo recitar, to­dos os dias, uma oração ao vosso Sagrado Coração; prometo-vos venerar as piedosas imagens que o representarem à minha devo­ção; prometo-vos espalhar o conhecimento desta devoção e propagá-la.

Sede a minha fortaleza, a minha ale­gria, a minha felicidade!

“Farei um ato de consagração ao Coração de Jesus”.

Ao Coração adorável de Jesus dou e consagro o meu corpo e a minha alma, a mi­nha vida, os meus pensamentos, palavras, ações, dores e sofrimentos. Não me torna­rei a servir de parte alguma do meu ser, que não seja para o amar, honrar e glorificar.

Tomo-vos, pois, ó divino Coração, por objeto do meu amor, protetor da minha vida, âncora da minha salvação, remédio das minhas inconstâncias, reparador dos meus defeitos, e seguro asilo na hora da morte.

Ó Coração cheio de bondade, sede a minha justificação para com Deus, e apartai de mim a sua justa cólera.

Ponho em vós toda a minha confiança, porquanto receio tudo de minha fraqueza, como tudo espero de vossa bondade. Ani­quilai em mim tudo o que vos possa desa­gradar e resistir; imprimi-vos em meu coração, como um selo sagrado, para que jamais me possa esquecer de vós, e de vós ser se­parado. Isto vos peço por vossa infinita bon­dade: que o meu nome se inscreva em vós, que sois o livro da vida, e que façais de mim uma vítima consagrada inteiramente à vossa glória; que desde este momento seja eu abrasado e um dia inteiramente consumido pelas chamas do vosso amor; nisto consiste a minha dita, não tendo outra ambição se­não a de morrer em vós e por vós.

Assim seja.
 

DIA 27

O Dr. Agostinho Fabre foi um médico ilustre pelo saber, por sua corajosa fé cristã e pela extrema caridade com que exerceu sua profissão. Filho de um rico negociante, ele teve a fortuna como um bem secundário e do qual devia aplicar sempre às boas obras o supérfluo: indo fazer em Paris os estudos superiores, mobiliou tão modestamente os seus aposentos, que sua própria mãe, ao visitá-lo, o estranhou ; e empregava em es­molas uma boa parte da pensão que recebia. Ainda estudante, alistou-se nas Confe­rências de S. Vicente de Paula, distinguindo-se entre os mais zelosos de seus membros, e numa prova pública do tirocínio acadêmico sustentou a sua crença na Providência Di­vina, sem nenhum temor dos ouvintes e juízes eivados do materialismo e que se lhe mostravam hostis. Aos 28 anos era profes­sor, e com o brilho e vigor de suas lições prendia os discípulos, como escreveu um de­les, fazendo conhecido seu nome na Europa e citadas com apreço as suas obras nas prin­cipais revistas médicas. Mas, ao contrário dos que desprezam tudo o que não podem trazer para o campo de suas observações de modo a analisá-lo e decompô-lo, Agostinho Fabre via a reger e presidir o universo uma causa suprema que lhe explicava o equilí­brio e a harmonia dos seres, e queria “a ciência esclarecida pela fé e Deus glorificado pela ciência”. No exercício da medicina tanto o caracterizava o desinteresse unido à generosidade, que vulgarmente o chama­vam o “médico dos pobres”, tinha para to­dos estes um dia da semana, e era certo vê-los apinhados na rua a esperarem a sua vez da consulta, na qual lhes dava com a receita o dinheiro para a botica e o mais necessário. Acudia aos enfermos com verdadeiro carinho, dirigindo-lhes palavras de conforto, lendo-lhes às vezes uma página da “Imita­ção de Cristo”, e prestando-lhes qualquer serviço preciso na ocasião. “Eu tomarei os remédios que indicais, disse-lhe um dia uma doente, porque sois um santo”. O bom dou­tor sorriu, e, voltando-se para o berço onde dormia uma criança, inclinou-se, beijou-a na fronte, e respondeu: “Eis o santo, aquele que nunca ofendeu a Deus”. Católico de ideias e obras, Fabre foi quem promoveu em Marselha a organização da “Liga do Co­ração de Jesus”, e com tanto zelo e êxito, que em poucos meses, no ano de 1874, a diocese enviava a Paray-le-Monial uma peregrinação levando rica oferenda simbólica em que iam inscritos os nomes dos primei­ros 50 mil associados da “Liga”. Instituiu também a obra da “Adoração noturna” da quinta para a sexta-feira, sendo o primeiro a apresentar-se: foi proposto que lhe cou­besse a primeira hora para que pudesse re­pousar dos labores do dia, mas recusou-o e quis que se fizesse por sorte a distribuição das horas e qualquer que fosse a sua, ficava até a hora da Missa que encerrava o exer­cício. Quando a perseguição religiosa quis fechar o santuário e hospício de Notre Dame de la Garde ele como administrador invocou a lei contra o atentado e deitou-se de tra­vés, na porta do corredor: os dois comis­sários passariam sobre seu corpo, mas os agentes da polícia recuaram. Anunciando-se que seria punido, os alunos da escola mé­dica, “sem distinção de opiniões”, protesta­ram na imprensa, e no primeiro dia de aula receberam-no com brilhante ovação. A um amigo que o aconselhava a poupar-se, res­pondeu: “Eu descansarei no céu”. Na lida, à cabeceira de um enfermo, sentiu os pri­meiros sintomas da morte, e voltou pressuroso a casa, mandou chamar o cura para lhe administrar os sacramentos, despediu-se da esposa, confortando-a, e teve ainda nessa hora extrema um pensamento para os po­bres, pedindo que mandassem levar a certa pessoa, que indicou, uma quantia que lhe prometera. À hora em que morria, um agente policial batia à porta, acompanhado de uma mulher que clamava: “Digam que é para um pobre, que é certo ele vir”. Ao ouvir que o Dr. Fabre estava à morte, o agente disse comovido: Só assim é que a um pobre ele não acudiria”. Nesse mesmo dia, celebrava-se na igreja de S. José a assembleia anual do “Comitê católico”, e o lu­gar do Dr. Fabre, um dos primeiros, estava ali vazio; o Cardeal Perraud assinalava-o com lágrimas, dizendo: “Esta manhã, Mar­selha foi fulminada por nova consternadora: o Dr. Fabre morreu; o amigo dos pobres, o sustentáculo de todas as Obras que inte­ressam a Igreja e as almas. A grande ora­ção fúnebre desse cristão será feita pelo pranto dos pobres, pela saudade de todos, e por essa revelação que segue a morte e que nos deixa entrever as eternas recompensas das virtudes cristãs”. 

Mês do Sagrado Coração de Jesus. Mons. Dr. José Basílio Pereira. Editora Mensageiro da Fé. Fortaleza. 1962. Fonte.    
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