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Undécima Fineza de Jesus Sacramentado

Undécima Fineza de Jesus Sacramentado para com os homens.


Jesus Se deixou Sacramentado para ser obedientíssimo e pacientíssimo no mundo.

 


Não encontrou o entendimento de São Paulo, ilustrado com o lume da glória, com que encarecer mais o infinito amor de Jesus, que dizendo que foi obediente até a morte. Mas, com a devida veneração a esse Mestre do mundo inteiro, diria eu que a obediência de Jesus passou ainda mais além da Sua morte. Porque, n'Este adorável Sacramento, vejo-O na terra e no Céu obedientíssimo às Suas criaturas. Se elas querem que esteja dias e noites presente à vista do mundo, não as contradiz; se O levam pelas ruas e praças públicas, não Lhe repugna; e se O encerram debaixo de uma chave, também o consente.

De um só homem sabemos que foi feito à medida do Coração de Deus; mas, seja-me lícito dizer, n'Este Sacramento está Deus feito à medida do coração dos homens, pois à vontade e arbítrio de todos está Seu Coração Sacramentado. Mas, se é tão maravilhosa esta obediência que Ele tem a suas criaturas na terra, qual será a que pratica com as mesmas no Céu? Ouvi o maior prodígio do Divino amor. Reside o Soberano Rei da Glória no Trono altíssimo de Sua Majestade, adorado pelas colunas do firmamento e obedecido pelas maiores potestades do Empíreo; e às primeiras quatro palavras com as quais O chama Seu Ministro, voa a pôr-Se em suas mãos com tão pronta obediência que no espaço de dezessete séculos nunca faltou, nem faltará daqui em diante nenhuma só vez.


Ouve o obedientíssimo Jesus a voz do Sacerdote no Céu, e não se interpõe um momento nem um instante entre a última sílaba de sua palavra e Sua real presença no Altar. Não O retarda o ter de sair do delicioso peito de Seu Eterno Pai, nem a suavíssima visão de Sua amorosa Mãe, nem as melífluas vozes com que na Glória O recreiam os Serafins. A língua, as palavras, as mãos de Seu Ministro O trazem sem falha do Céu à terra. Ó língua, ó palavras de infinito poder, que arrancais o Onipotente e trazes-te o Imenso.

Quem se admirará agora de ouvir que com um só de seus cabelos e com um de seus olhos trouxe a Esposa o Divino Amante a seu seio; nem que por um só cabelo levou um Anjo desde a Judeia até a Babilônia o Profeta para alimentar o mancebo Daniel, encerrado na Cova dos Leões. Pois agora vê: traz cada dia um homem, com poucas palavras, do Céu à terra, o próprio Deus, para saciar com Sua Carne um mundo inteiro! Ó prodígios nunca dantes ouvidos! Basta que o homem fale para que Deus lhe obedeça. Lá dizia Davi que falou Deus uma só vez, e o que fez? Gerou um Filho igual a Si mesmo em Grandeza e Majestade. Fala inúmeras vezes o Sacerdote, e que faz? Não me atreveria a dizê-lo, se a maior luz da Igreja, Santo Agostinho, não o tivesse dito: Qui creavit me sine me, creatur mediante me. Sabeis, diz Agostinho, o que eu faço com minhas palavras no Altar? Crio quantas vezes as pronuncio o Que me criou a mim: Qui creavit me dedit mihi creare se. Aquela Eterna Geração do Divino Verbo, em Cujas luzes não puderam fixar a vista, nem por um instante, os olhos de um Isaías, renovo eu a cada dia em minhas mãos com minha língua.

Não duvido em afirmar que é maior a obediência que Jesus tem no Sacramento à voz do homem, do que a que tiveram as criaturas em sua criação à voz de Deus; assim como é maior o poder de quem muda o pão em Deus, do que o d'Aquele que muda o nada em pão. Com uma só voz tirou Deus do caos do nada todo o universo, e não houve criatura que não obedecesse ao Seu império. Obedeceram os planetas, os céus, os mares, as aves e as plantas. Porém todas elas eram umas criaturas caducas e corruptíveis; de sorte que tudo quanto obedeceu à voz de Deus não foi, nem podia ser, outro Deus como Ele infinito e imortal. Mas foi tanto o amor de Deus para com o homem que lhe deu poder para produzi-l'O no Sacramento, de tal sorte que, se por impossível perecera a Sacrossanta Humanidade do Verbo Divino, bastariam as poderosas palavras da Consagração para reproduzi-l'A de novo nos Altares.

Foi e será sempre celebrada no mundo a obediência de Abraão à voz de Deus, e não havia aí mais do que sacrificar-Lhe seu filho unigênito. Comparai agora com essa a obediência de Jesus à voz de um homem: vir, baixar e pôr-Se em suas mãos, para ser Ele mesmo sacrificado. Atônitos ficaram os Discípulos do Redentor quando viram que a Seu império obedeciam os mares e as tempestades. Que diriam agora, vendo seu Divino Mestre tão obediente à voz de Sua criatura, que, abrindo a boca, abre os Céus e O faz descer à terra sobre uma Ara? Não pôde o Evangelista significar-nos mais altamente a obediência do Verbo Humanado do que dizendo que estava sujeito, no mundo, a uma Virgem Mãe Sua, a Qual, como Tal, era o mais perfeito e excelente parto que deu nem poderia dar à luz Sua eterna Sabedoria. Com que conceitos, pois, poderão as plumas evangélicas explicar a obediência do próprio Senhor Sacramentado a uma vil e miserável criatura? Mas, que diriam também, à vista de tão maravilhosa obediência, da contumácia das criaturas à voz de seu Criador, de tanta repugnância a Seus preceitos, de tanta obstinação em contradizer Sua lei, e não observar Seus conselhos? Mas passemos agora a ponderar a maior fineza de Jesus Sacramentado em sofrer os agravos que padece n'Este inefável Sacramento.

Com razão chamou São Gregório, o Grande entre os Doutores, máquina do entendimento, o amor: Amor est machina mentis. Porque, assim como as máquinas servem para levantar no ar pesos de extraordinária grandeza, assim o amor alivia suavemente as penas e os trabalhos, que por sua natureza são pesados. Não há maior prova dessa verdade do que o que o Amantíssimo Jesus Sacramentado sofre de Suas criaturas no mundo. Com as mesmas palavras com que Ele instituiu Este Sacramento, parece que Se empenhou a sofrer todas as sortes de ultrajes. Este é o Meu Corpo, disse Ele, quando O dava a comer a Seus Discípulos, Que por vosso amor será entregue e de mil modos ofendido. Eu O deixo Sacramentado e exposto à crueldade dos homens.

Não ficaram frustrados os insaciáveis desejos que Ele teve de padecer por nós; porque, sem dúvida, todos os tormentos que Jesus padeceu no Calvário, renova-os a malícia humana no Sacramento. Um Discípulo O vendeu em Jerusalém por trinta denários; por menos O comprou Sacramentado um herege na Pomerânia. Na Judeia fizeram os fariseus juntas e conselhos para matá-l'O. Na Alemanha se reuniram três luteranos, e, divididos por três partes do mundo, desafogaram seu ódio contra Este Augustíssimo Sacramento. Um deles, qual ímpio Malco, elevando o Sacerdote a Sagrada Hóstia, levantou a sacrílega mão, e, despedaçando-A, pisou-A com seus pés. Outro, qual cruel Longinos, atravessou-A com um punhal sobre o Altar. Finalmente outro, de mil modos, indignos de serem ditos, afrontou e atormentou o adorável Corpo do Redentor.

Tudo o sofreu o amantíssimo Cordeiro. Não quis Sacramentado ostentar Seu poder Aquele Senhor a Quem as Escrituras aclamam como Deus das vinganças. Aquele Que não dissimulou o arrojo de um Oza, que estendeu sua mão para sustentar a Arca. Aquele Que, por uma só mentira, castigou de morte a um Ananias. Aquele Que, por um desprezo feito ao Seu Profeta, mandou que a terra tragasse vivo um Abirão. Aquele Que, por uma só injúria dita a Eliseu, ordenou aos ursos que despedaçassem os insolentes mancebos. Esse é o Que agora sofre tantos agravos, que a impiedade e incredulidade dos homens fazem a Seu Corpo: que O pisem com os pés, que O transpassem com punhais e O joguem nos fornos.

Mas quem desarmou aquelas divinas mãos n'Este Sacramento, senão um infinito amor com que se deixou n'Ele para os homens? Quem as atou para não submergir, como em outros tampos, tantos malvados em dilúvios de água, e cobrir por menos culpas Cidades inteiras com fogo? Quem, senão o amor, O abranda dos agravos que Lhe fazem com as línguas e com as penas tantos reinos e províncias, que dentro da Cristandade vomitam o venenoso ódio que professam a Este Sacramento?

Quando Sansão repousou no regaço de Dalila, logo deu falta de suas forças; e aquelas mãos, acostumadas a estrangular leões e arrancar fortes colunas da terra, viram-se logo aprisionadas com pesadas cadeias. O mesmo fez o amor com Jesus Sacramentado. Repousou uma vez no seio dos homens, fez do coração das criaturas tálamo para Seu Corpo, e logo perdeu todas as Suas forças para castigá-las; e assim sofre agora as maiores ofensas quem primeiro não perdoava as faltas mais ligeiras. Porque esse amor grande, esse amor incomparável, não satisfeito de cravar-Lhe as mãos em um madeiro, as tem atadas fortemente no Sacramento
 
 

(Finezas de Jesus Sacramentado para con los hombres, e ingratitudes de los hombres para con Jesus Sacramentado. Escrito en Toscano, y Portugués por el P. F. Juan Joseph de S. Teresa Carmelita Descalzo. y traducido en castellano por D. Iñigo Rosende presbitero. Con licencia. Barcelona: En la Imprenta de los Herederos de Maria Angela Marti, Plaza de S. Jayme, año 1775.) 



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