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"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitam orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."

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Mês do Sagrado Coração de Jesus – DIA 23




 

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

(7 anos e 7 quarentenas de indulgência cada dia e uma in­dulgência plenária no fim.)

ORDEM DO EXERCÍCIO COTIDIANO


Invocação do Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor.

V. — Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.
R. — E renovareis a face da terra.

ORAÇÃO
Deus, que esclarecestes os corações de vossos fieis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos, por esse mesmo Espírito, co­nhecer e amar o bem e gozar sempre de suas divinas consolações. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Oração preparatória
(100 dias de indulgência — Leão XIII, indulto de 10 de dezembro de 1885).
 
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à di­vina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos sé­culos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afe­tos e desejos, todas as minhas obras e pa­lavras. Amém.

Lê-se a intenção própria do dia, recitando em sua con­formidade um Pai Nosso, Ave Maria e Glória, e a jaculatória: Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais.

Em seguida, a Meditação correspondente ao dia e, depois, a Ladainha do Sagrado Coração.


 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende pie­dade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espirito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de majestade infinita, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fornalha ardente de ca­ridade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, abismo de todas as vir­tudes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual habita toda a ple­nitude da divindade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, saturado de opróbios, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de toda a conso­lação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

ORAÇÃO
Onipotente e sempiterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.

Para concluir, a seguinte fórmula de consagração 
 
Recebei, Senhor, minha liberdade in­teira. Aceitai a memória, a inteligência e a vontade do vosso servo. Tudo o que tenho ou possuo, vós mo concedestes, e eu vo-lo restituo e entrego inteiramente à vossa von­tade para que o empregueis. Dai-me só vosso amor e vossa graça, e serei bastante rico e nada mais vos solicitarei.

(300 dias de indulgência. Leão XIII, Decreto de 28 de maio de 1887).

Doce Coração de Jesus, sede meu amor.
(300 dias — Pio IX).

Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.
(300 dias — Pio IX).
 

MEDITAÇÕES

 

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— III —

Os espinhos do Coração de Jesus
 
 
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VIGÉSIMO TERCEIRO DIA


Oremos para que se propague a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Pai Nosso, Ave Maria, Glória e a jaculatória: “Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que vos amemos cada dia mais”.
O 4º espinho do Coração de Jesus 
são as almas que profanam os sacramentos

Estas almas chamam-se “sacrílegas”; ora, sabeis o que fazem os sacrílegos? Unem-se ao demônio para o auxiliar no mais horrível crime: a profanação do Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Convertem a alma numa sentina re­pleta de vergonhosos vícios e, depois, conhe­cendo bem o que fazem, lançam aí o Corpo de Jesus Cristo e esperam pelo agradeci­mento do demônio ufano deste crime que ele por si não podia cometer. Meu Deus! Meu Deus! Deixai que eu vos peça perdão por todos estes cruéis pecadores.

“Hoje farei um ato de reparação ao Sagrado Coração de Jesus”.

EXEMPLO

Chamado a missionar numa aldeia de Pondichery, escreve o Pe. Fourcade, eu comecei por consagrar aque­las regiões ao Coração de Jesus e em sua honra disse uma novena de Missas. Tínhamos ali só uma Capelinha e 8 a 9 famílias cristãs. Precisávamos de um terreno e, perto da capela, havia um, em que estava o pagode chinês, e que pertencia a Balekichnen, chefe da aldeia. Convindo-nos possuí-lo para nos livrarmos da má vizi­nhança, e precisando o proprietário vendê-lo para pagar dívidas, contratamos a compra, sob a condição de ser demolido antes o templo chinês. Os pagãos se enfurece­ram com a notícia e procuraram por todas as formas tolher-nos a aquisição. O proprietário, porém, atormentado pelo credor, vinha a miúdo, pedir o dinheiro, respon­dendo-lhe nós, invariavelmente: “Derrubai o pagode, e o tereis”. Conservando-se as coisas neste pé, longo tempo, recorri ao Sagrado Coração, a quem consagrara a aldeia, e prometi erigir-lhe um templo no próprio local do pagode, se a resistência cessasse. Poucos dias depois, Balekichnen veio .comunicar-nos que estava a demolir o pagode, e por nossos próprios olhos o veri­ficamos, rendendo graças ao céu. Dentro de poucos anos, tinha eu batizado ali cerca de sete mil pagãos.
 

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CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS


Sim, Jesus, eu vos prometo recitar, to­dos os dias, uma oração ao vosso Sagrado Coração; prometo-vos venerar as piedosas imagens que o representarem à minha devo­ção; prometo-vos espalhar o conhecimento desta devoção e propagá-la.

Sede a minha fortaleza, a minha ale­gria, a minha felicidade!

“Farei um ato de consagração ao Coração de Jesus”.

Ao Coração adorável de Jesus dou e consagro o meu corpo e a minha alma, a mi­nha vida, os meus pensamentos, palavras, ações, dores e sofrimentos. Não me torna­rei a servir de parte alguma do meu ser, que não seja para o amar, honrar e glorificar.

Tomo-vos, pois, ó divino Coração, por objeto do meu amor, protetor da minha vida, âncora da minha salvação, remédio das minhas inconstâncias, reparador dos meus defeitos, e seguro asilo na hora da morte.

Ó Coração cheio de bondade, sede a minha justificação para com Deus, e apartai de mim a sua justa cólera.

Ponho em vós toda a minha confiança, porquanto receio tudo de minha fraqueza, como tudo espero de vossa bondade. Ani­quilai em mim tudo o que vos possa desa­gradar e resistir; imprimi-vos em meu coração, como um selo sagrado, para que jamais me possa esquecer de vós, e de vós ser se­parado. Isto vos peço por vossa infinita bon­dade: que o meu nome se inscreva em vós, que sois o livro da vida, e que façais de mim uma vítima consagrada inteiramente à vossa glória; que desde este momento seja eu abrasado e um dia inteiramente consumido pelas chamas do vosso amor; nisto consiste a minha dita, não tendo outra ambição se­não a de morrer em vós e por vós.

Assim seja.

DIA 23

O Conde de Chambord, da velha di­nastia dos Bourbons, que deu tão gloriosos reis à França e à Igreja fiéis defensores, foi reconhecidamente um cristão de convicção e de obras, um homem de oração; sem com isto deixar de ser como não o desconheceram os seus próprios adversários políticos, um es­pírito notavelmente esclarecido e culto, um coração nobre e magnífico que no exílio honrou a pátria. A educação religiosa do Conde foi desvelada e no dia 2 de fevereiro de 1823, em que fez a sua primeira Comu­nhão, Carlos X, seu avô, dizia: “Teus des­tinos podem ser muito grandes, e muito di­fíceis os teus deveres. Se alguma vez sentires o peso das tribulações e trabalhos inse­paráveis da tua condição, a lembrança deste dia te dará forças”. E o adolescente o com­preendia assim, recebendo a Sagrada Euca­ristia como o pão dos fortes e dos puros. Perguntando-se-lhe então a qual dos seus dois antepassados, S. Luís ou Luís XIV, desejaria ele assemelhar-se, respondeu sem hesitação: “A S. Luís, porque a santidade é a maior de todas as grandezas”. Seu preceptor, o padre Druilhet, oferecendo-lhe um bordado em seda que representava o Cora­ção de Jesus, cujo sangue cala, gota a gota, sobre um ramo de lírios, e tinha no alto o nome de Henrique e as palavras — “serva lilia”, interrogou-o como as entendia: “Pede ao Sagrado Coração que proteja os Bourbons”, respondeu. — “Não terão ainda um outro sentido?” — “Bourbon, guarda a pureza… Padre, fique tranquilo”. De fato, mais tarde, numa época de degeneração em que outros príncipes arrastavam leviana­mente a honra de seu nome e tristes aven­turas, os seus biógrafos puderam assinalar que Viena, Roma, Berlim, Londres, Veneza, o viram sucessivamente dentro de seus mu­ros, e em toda parte ele deu à sua mocidade o brilho de uma conduta sem mácula. Essa divisa – “serva lilia”, – Chambord a guar­dou particularmente e de um modo heroico, no dia em que lhe propuseram trocar por outra a sua bandeira, para ser proclamado rei da França; ele o recusou. Foi Terceiro Franciscano; rezava, meditava, e tinha de­voções particulares, cujos exercícios não olvidava, assistia frequentemente à Missa, antecipando a hora costumada, se lhe era preciso viajar cedo; comungava aos domingos e festas solenes, dizendo sentir um vazio na alma quando não o podia fazer; estudava as questões fundamentais da religião e as doutrinas católicas, munindo-se dos melhores livros e tratados antigos e recentes. Nas viagens de trem que se prolongavam quando o movimento em redor diminuía e a conversação cessava, ele recolhia-se e consigo e sem respeito humano, tirando do bolso o terço, postos os olhos no céu, rezava-o; conta-se mesmo que o fez por vezes em caçada quan­do teve de estacionar à espera da presa que os monteiros iam arrancar da toca. Ninguém poderia calcular o que fazia em favor dos pobres; mandava dar lhes roupa, sustento, socorros médicos, meios para a educação da prole, e nenhum dos que encontrasse em ca­minho ficava sem uma boa esmola. Quando o seu féretro era levado à estação de Goritz, viu-se um aleijado que soluçava em pranto inconsolável; desde a primeira vez que o vira, o Conde lhe consignara uma boa pensão mensal. A todas as instituições pias e de beneficência auxiliava com donativos frequentes e avultados; Escolas apostólicas, Propagação da Fé, Obras de patrocínio, Bibliotecas. Óbulos de S. Pedro, ereções ou restaurações de santuários, tudo achava, solicitado ou espontâneo, o seu pronto concurso; e após sua morte, legados verdadeiramente régios coroaram a munificência dos largos donativos que lhes fizera em vida. Na sua altíssima posição, era um homem hu­milde. Entrando uma vez num cercado com alguns nobres para atirar sobre uma narceja, um rústico saiu a gritar que era um insulto aos penosos labores do povo essas partidas de prazer renovadas do antigo regime. Seus companheiros quiseram prosseguir, mas ele os dissuadiu: “Desde que o nosso passa tempo fez raiva a esse bom homem e o pode escandalizar, retiremo-nos”. Outra vez, na via férrea, um sujeito obeso e arrogante invade o carro-salão e senta-se-lhe em frente sem a menor atenção. Fez-se logo em torno o silêncio; o homem porém rompe-o, fa­lando, a princípio no bom tempo, depois nos negócios, e na República e Império, e final­mente no Conde de Chambord, a quem chama o “pretendente fátuo e estúpido” e o cobre de injúrias. Os da comitiva do Conde o interrogam com o olhar, prontos a reagir mas ele com um ligeiro sinal proíbe o replicar, e deixa o insolente blaterar à vontade sem que ninguém dê indício de lhe prestar aten­ção. O Conde se formara e se nutria todos os dias na escola d’Aquele que disse Apren­dei de mim que sou manso e humilde de co­ração. Pela manhã e à noite ele se reco­mendava com fervor ao Sagrado Coração; em sua capela fazia-se-lhe todas as sextas-feiras do ano três horas de adoração, em cada primeira sexta-feira do mês um ato de desagravo, e na solene festa anual a consa­gração plena do chefe da casa e de toda a família real, consagração que ele por dele­gados seus fazia efetuar-se também no mes­mo dia nos santuários de Paray e de Montmartre. Se ocupasse o trono, dizia ele, teria gosto em mostrar-se o “filho mais velho do Sagrado Coração”, como a França era a filha mais velha da Igreja. Quando conhecia os sintomas da enfermidade que lhe deu a mor­te, preparou-se com uma novena regular de Comunhões nas primeiras sextas-feiras da­queles meses e, oferecendo a sua vida pelo incremento de fé cristã e pela paz da Fran­ça, morreu a 22 de agosto de 1882, véspera da festa de S. Luís, estreitando ao peito a cruz cheia de relíquias que trouxera de sua peregrinação a Jerusalém.   


Mês do Sagrado Coração de Jesus. Mons. Dr. José Basílio Pereira. Editora Mensageiro da Fé. Fortaleza. 1962. Fonte.    
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