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"Aproveitemos o tempo para santificação nossa e dos nossos parentes e amigos. Solicitam orações, que estaremos rezando juntos, em união de orações aos Sagrados Corações."

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PASSIO DOMINI II

PASSIO DOMINI


HORA SANTA

Rezado às quintas feiras
Em 4 quartos de hora

Põe-te, ó alma piedosa, na presença do teu amantíssimo Salvador, e pensa naquela noite em que o bom Jesus, depois de ter instituído a Sagrada Eucaristia para teu alimento, sai com os Apóstolos e se encaminha para o Horto das Oliveiras, a fim de dar começo àquela dolorosíssima Paixão, com a qual devia salvar o mundo.

Aquele rosto divino, em que resplandeciam todas as graças e formosuras, cobre-se de Palidez mortal, reflexo da grande e profunda tristeza que lhe aniquila a alma, tristeza que o bom Jesus manifesta por suas próprias Palavras. O aflito Jesus volve a ti o seu olhar, como para te dizer: “ó alma querida, que tantas amarguras me custaste, permanece comigo ao menos uma hora, e vê se há dor igual à minha dor! Considera como que na noite da minha agonia, debalde procurei alguém que me consolasse e não o achei”.

Meu adorável Jesus, poderá haver criatura tão ingrata e de coração tão endurecido, que se recuse a passar uma hora em vossa companhia, recordando aqueles mistérios de imensa dor e incomparável amor, que se cumpriram nas trevas da noite de vossa Paixão no jardim das oliveiras? Meu bom Jesus, eis-me aqui convosco. Dignai-vos fazer-me compreender a crueldade dos vossos sofrimentos e o excesso de amor que vos levou a vos imolardes como vítima dos meus pecados e de todos os homens.


PRIMEIRO QUARTO DE HORA
A Tristeza de Jesus

“A minha alma está numa tristeza mortal.”(Mt 26,38)



Não há sofrimento que se possa comparar com os da hora da morte. Por isso o nosso Salvador, que é a verdade infalível, para nos fazer compreender a dor excessiva que O oprimiu na entrada do Horto, declara que sua alma está submersa numa tristeza mortal, isto é, que a dor que sofre é tão grande, que lhe pudera causar a morte.

Encaminha-se depois para o Horto das Oliveiras e, chegando ao lugar onde costumava passar as noites em oração, exorta seus fiéis discípulos que levara consigo para serem testemunhas de suas amarguras, a velarem e rezarem juntamente com Ele. E afastando-se à distância e rezarem juntamente com Ele. E afastando-se à distância de um tiro de pedra, prostra-se ante a Majestade de seu Pai e dá começo à oração mais generosa que já se fez neste mundo.

A primeira causa da tristeza de Jesus no jardim foi à vista do horrendo cúmulo de tormentos e de opróbrios que em breve se deveriam arremessar sobre Ele, como as ondas bravias de um mar agitado pela fúria da tempestade. Com efeito, apenas se afasta de seus queridos discípulos, apresentam-se-lhe ao pensamento todas as horríveis cenas de dor e de sangue de sua Sagrada Paixão: traições, ironias, irrisões, calúnias...

Ainda mais: uma cruel flagelação, com grande número de açoites, que suas carnes dilaceradas cairão aos pedaços, até se lhe descobrirem os ossos! Mas não basta. Pungentes espinhos hão de atormentar até a morte sua sagrada fronte! Prevê ainda as bofetadas, escarros e maus tratos! Mais: há de sofrer a infâmia de uma condenação injusta, e será escarnecido pelos magnatas de sua nação e pelo povo.

Depois, desfalecido por tantos sofrimentos, arrastar-se-á até o monte do sacrifício, carregando aos ombros chagados a Cruz, a cujo peso sucumbirá muitas vezes. Beberá o amargoso fel, será despido diante de uma multidão insolente, pregar-se-ão suas mãos e seus pés, e daqueles cravos ficará pendendo três horas suspenso entre o Céu e a terra, para expiar, num abismo de sofrimentos, as iniquidades do gênero humano! Ainda não é tudo.

A esses inumeráveis e atrozes tormentos acrescerão os mais amargos escárnios, os insultos e as provocações! Depois, a sede ardente, torturante, aumentada mais ainda pelo vinagre! O abandono do Pai... a dor imensa de sua Mãe diletíssima e a horrível e pavorosa morte! Alma remida, filha das penas atrozes de Jesus, considera o teu Salvador abismado em um oceano de dores, e tudo isso por teu amor, para te salvar, para te levar consigo ao Paraíso.

Jesus, oprimido por tanta angústia, procura os seus três discípulos, aos quais recomendara que velassem e rezassem, mas encontra-os dormindo. Nem uma palavra de conforto, nem um sentimento de compaixão para com Jesus agonizante! Na amargura desse abandono, Jesus a ti se dirige, ó alma piedosa, para ver se encontra em teu coração um pouco de afeto, de compaixão, de gratidão...

E não terás uma palavra de conforto para o bom Jesus? Se estivesses ao seu lado na noite de sua agonia, que Ihe dirias? Ah! Abre- lhe o teu coração e faze o que então farias, o que muito lhe agradará, pois Jesus aceita sempre com a mesma complacência as demonstrações de afeto dos corações dos seus filhos fiéis.
(Pausa)


Oferecimento

Pai Santo, que tanto amastes o mundo, a ponto de sacrificardes o vosso Filho humanado, eu vos agradeço, em nome de todos os vossos filhos remidos, por este ato de vossa infinita caridade e vos ofereço a santidade perfeitíssima e todos os merecimentos do vosso Filho Unigênito.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)

Pai Santo, que, para nos livrar da perdição eterna, acumulastes, sobre a adorável humanidade do vosso Filho unigênito, o peso formidável de todas as nossas iniquidades, eu vos ofereço as agonias de Jesus no Getsêmani, suplicando-vos que me concedais gozar o fruto de suas horríveis penas por toda a eternidade.

(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai) 

Pai Santo, que, para reconciliar a culpada humanidade com vossa Divina Majestade, submetestes a uma inexorável justiça o vosso Filho unigênito, que foi obrigado a carregar nos seus inocentes ombros todas as penas devidas às nossas culpas, ofereço-vos a submissão amorosa de Jesus no Horto, suplicando-vos me concedais a graça da conversão e salvação de todos os pecadores.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)


SEGUNDO QUARTO DE HORA
Jesus geme sob o peso das iniquidades humanas



Nas trevas da noite e no abandono por parte dos seus queridos discípulos, já passou Jesus uma longa e penosa hora de sofrimentos. A visão nitidíssima dos cruéis tormentos que o esperam, enche de terror e de angústia sua alma bendita. Mais enorme alinda lhe parece o peso de sua missão de Salvador do mundo. Vê, já chegado o tempo de sua imolação. O Céu, a terra e o inferno conjuram contra Ele. Ha de sustentar, pois, uma grande luta: todos os ataques contra Ele se dirigem. E que faz Jesus? Empalidece, treme e humildemente recorre ao Pai, exclamando: "Pai, se é possível afasta de mim este cálice". Qual será a resposta a essa humilde prece do Filho de Deus? Nenhuma. O Céu não responde ao pobre Jesus! Pois Jesus quer sofrer mais esta pena para nos implorar uma perseverança humilde na oração e uma confiança constante, mesmo quando o Céu parece não atender as nossas súplicas.

Ah! Meu bom Jesus, não há pena que não quisésseis sofrer para nosso conforto e para nosso exemplo. Acompanha, porem, ó alma piedosa, o teu Jesus que, levado pelo amor para contigo, avança ainda mais no caminho da dor. A série horrível de todos os crimes, de todas as perversidades dos filhos de Adão apresentam-se-lhe ao pensamento e dilaceram-lhe a alma. E já se vê sobrecarregado de todas essas abominações: e, assim, coberto dessas imundícies, há de comparecer ante os olhos puríssimos de seu Pai. Não é possível que a inteligência humana possa compreender, nem tão pouco imaginar o horrível tormento que sofreu então a bendita e inocentíssima alma de Jesus. Disso piedosamente já ele se queixara, dizendo pela boca profeta: "Sobre as minhas costas trabalharam os pecadores!”. Ó como está o querido Salvador oprimido sob o peso de tantos pecados! Mas o Divino Cordeiro, que está para ser imolado à justiça divina, tão ofendida pelos homens, depois de satisfazer, as iniquidades humanas, imolando sua preciosa vida num patíbulo para tirar os pecados do mundo, poderá, ao menos, esperar que os homens, reconhecidos por tantos benefícios, estejam dispostos a abandonar o pecado e permanecer fiéis aquele que com tantas penas os livrou da morte eterna?

Ah! Provera que assim fosse, pobre Jesus. Entretanto, um quadro ainda mais horrível aparece ante o seu divino olhar. Vê, depois de ter remido com tantos sofrimentos a humanidade e de ter lavado a terra com seu sangue precioso, depois de ter infundido em seus filhos o divino Espírito Santo e de ter transformado a terra em um Paraíso de graças na adorável Eucaristia.

Ah! Depois de tantos excessos de caridade vê ainda reinar no mundo o pecado! Vê conculcada sua Santa Lei, sua Igreja perseguida, caluniados seus ministros, abandonadas as suas graças, o seu amor desprezado e, chorando, exclama: “Quae utilitas in sanguine meo?”. Para que derramar todo o meu sangue?

Para que morrer entre os tormentos de um patíbulo, se depois os homens, ingratos a tantos benefícios, hão de continuar sempre a se entregar ao demônio e à perdição eterna? Quando acabará no mundo o reino do pecado?

Aqui o bom Jesus lança um olhar a todos os séculos do porvir e, em cada século, em cada ano, vê pecados. Pecados em cada dia, pecados em cada momento! E o peso de todos esses pecados sempre mais o oprime e lhe faz repetir: “Sobre as minhas costas trabalharam os pecadores; prolongaram a sua iniquidade” (Sl 128,3).

Ó minha alma, também estarias tu entre o número daqueles que,  aumentando a cadeia dos pecados e adiando sempre, indeterminadamente, a conversão prometida, arrancam do coração agonizante de Jesus aquele lamento cheio de tão justa dor? Ó como é horrendo o pecado, depois que um Deus derramou todo o seu sangue para o destruir!

Ó como e abominável o pecado em almas já lavadas por aquele sangue divino! Em almas unidas pela Santíssima Eucaristia ao Coração de Jesus!
Ó aflitíssimo Salvador, toda a razão tendes de vos queixar e de chorar! Mas, se Jesus com tanta razão se queixa dos pecados de seus filhos em geral, quanto não sofrerá pelos pecados dos seus mais queridos, isto é, das almas que lhe são consagradas?

Alma diletas, exclama o Redentor, almas da minha paz, isto é, almas que sois as amigas íntimas do meu Coração, almas que viveis em minha casa, almas que comeis meu pão, almas que vos alimentais à minha mesa, por que me transpassais o Coração com o pecado? Povo do meu coração, que é que vos fiz? Em que vos magoei? Mitiguei-vos a sede com as águas celestiais da minha graça, e dai-me em troca vinagre e fel! Saciei-vos a fome com o precioso maná de minha carne, retribuis-me com bofetadas e flagelos! Povo meu, que é que vos fiz! Em que vos contristei? Eu vos preparei no Céu um trono, e vós me apresentais um patíbulo!

Ó almas queridas, diletas do meu Coração, que podia eu fazer por vós que o não tenha feito? "Que coisa há que eu devesse fazer à minha vinha que lhe não tenha feito? (Is 5, 4). E em troca de tanto amor, procurais-me tribulações e espinhos!”        
(Pausa)

Oferecimento

Por que não poderia eu, ó meu aflito Salvador oferecer-vos, em troca do vosso infinito amor, o meu coração e os de todos os homens, inflamados de ardentíssima caridade? Mui compungido pela minha frieza, ofereço-vos ó bom Jesus, os desejos ardentes com que os antigos patriarcas e profetas suspiraram pela vossa vinda, e o santo zelo com que os vossos Apóstolos levaram o vosso Nome por toda a Terra
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)

Ofereço-vos, ó meu atormentado Redentor, a perfeita e terníssima compaixão que teve de vossos sofrimentos vossa Mãe Imaculada, a Virgem das Dores, e a perfeitíssima gratidão com que ela, em nome de todo o gênero humano, vos agradeceu, vos louvou e vos bendisse pelo benefício infinito da Redenção
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)

Meu agonizante Jesus, não podendo eu, mesquinha criatura, dar-vos como desejara, algum conforto em tantas amarguras, ofereço-vos a inexcedível alegria com que a adorável trindade, juntamente com todos os anjos do Céu, aplaudiu a grandiosa obra da Redenção, por vós dolorosa e amorosamente consumada; e suplico-vos também que façais compreender a todos os vossos filhos, remidos com o vosso sangue, este mistério de infinita caridade
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)




TERCEIRO QUARTO DE HORA
O generoso “Fiat”



Contempla, ó alma remida, o teu Salvador, que, com o coração ferido pela ingratidão humana, cai agonizante sobre a terra fria do Getsêmani.  Ali está sozinho, abandonado, sem ter quem o console, a ele que nunca recusou o conforto aos atribulados, aos fracos, aos infelizes! Alma fiel, é chegado o momento de pagares ao aflito Jesus amor com amor.

Que terias feito na noite da Paixão, se estivesses ao lado de Jesus agonizante? Meu aflito Senhor, quero levantar-vos do solo. Quero oferecer-vos meu coração para manter as cores da vossa face! Quero dizer-vos uma palavra que vos conforte! Meu meigo Salvador, eu vos amo, eu vos amo! Quero procurar-vos amor, quero proporcionar-vos amor, quero que todos vos amem, quero empregar toda a minha vida para que sejais amado, sim, para que sejais muito amado, sempre amado, eternamente amado por todos os vossos filhos.

Meu amável Jesus, disse-vos que estaria disposto a dar até a minha própria vida, isto é, que estaria pronto a suportar qualquer sacrifício para vos tornar amado; mas, quando encontrar alguma leve contrariedade, humilhação, recusa, repreensão, indelicadeza, sofrerei tudo isso por amor de vós? Amo eu realmente o sacrifício? Folgo de vos apresentar a mortificação de alguma paixão? Meu bom Jesus, envergonho-me, e não sei o que vos hei de responder. Mas, aqui, perto de vós, aqui, na escola da dor e do amor, quero aprender, ó meu doce Mestre, a mortificar-me, a sacrificar-me por amor de vós.

Passam, entretanto, lentamente as horas da mortal agonia de Jesus. Ele, o Deus do Céu e da terra, geme, prostrado no chão, sem ter quem o conforte. E os discípulos? Que fazem eles? Dormem! Oh! Jesus, na noite de sua Paixão, havia de satisfazer também pelo pecado do abandono dos seus queridos discípulos, e sentia em seu coração toda a amargura desse abandono. Jesus, então, aceitou e mesmo desejou esse sofrimento; mas agora, já não o quer: ao contrário, deseja que os seus filhos, remidos com o seu sangue divino, velem, meditando na sua Paixão.

A maior parte dos homens, porém, dormem o sono dos ingratos, que consiste no esquecimento daquele que tanto nos ama e nos quer. Oh! Excesso de ingratidão e crueldade! Ó bom Jesus, não vos conhecemos! Se vos conhecêssemos, pensaríamos sempre em vós, e o nosso coração não palpitaria senão por vós. Enquanto Jesus, sozinho, geme e agoniza, prostrado por terra, eis que um Anjo do Céu vem confortá-lo. Jesus, com a humildade de um filho obediente, acolhe o mensageiro do Pai celestial, pronto a submeter-se às suas ordens. O Anjo, porém, vem para o alentar, e não para lhe abrandar os sofrimentos nem para o livrar de sorver o amaríssimo cálice.

Com efeito, o mensageiro celeste anima Jesus a afrontar a grande luta e a receber todos os golpes que contra ele arremessará o Céu, o mundo e o inferno: o Céu, porque a eterna justiça de seu Pai está para punir nele todas as iniquidades humanas; o mundo, porque, não podendo suportar a santidade do Filho de Deus, lhe prepara o patíbulo; o inferno, porque incitado pelo ódio contra o Santo dos santos, provoca com maior violência a crueldade dos inimigos de Jesus, para mais barbaramente o atormentarem.

Depois o Anjo exorta Jesus a beber, até a última gota, o cálice abominável das perversidades humanas e a suportar o peso da Divina Justiça. Entretanto, jus­tiça e misericórdia esperam o Fiat de Jesus, com que se há de conciliar para sempre. Espera-o o Céu, para se poder povoar de Santos: espera-o a terra, que anela por ver cancelada pelo sangue do divino Redentor a maldição merecida pelo pecado; esperam-no os jus­tos, prisioneiros no seio de Abraão, para poderem voar ao amplexo do Criador; esperam-no os sinceros mor­tais, para tornarem a ser filhos de Deus e verem rea­bertas as portas do Paraíso.

Mas, quanto não vai custar esse Fiat ao meu Jesus! Ele, inocentíssimo, Santo e Imaculado, tem de se revestir dos trajes de pecador, de criminoso! Tem de se fazer réu, tornando próprias as nossas iniquidades! Isto imensamente o aflige e o faz repetir: "Pai meu, se é possível, afasta este cálice!" (Mt 26,39).
Pronuncia o Fiat, e consente em tomar so­bre si todos os nossos crimes, como se fora culpado dos mesmos; aceita e atrai sobre si os terríveis casti­gos a nós destinados. Fiar: Faça-se - diz aos espinhos, para expiar os nossos maus pensamentos. Fiat, aos flagelos, para castigar em seu corpo inocente os nossos pecados sensuais. Fiat, aos insultos, aos escarros, às bofetadas, para expiar o nosso orgulho.

Fiat, ao vina­gre e ao fel, em satisfação dos nossos inúmeros peca­dos de língua e de gula. Fiat, à Cruz e aos cravos, em reparação das nossas desobediências. Fiat àquelas três horas de horrível agonia sobre o patíbulo, para cance­lar todas as nossas culpas e reparar todos os nossos males. Fiat, finalmente, à morte, para nos dar a vida eterna. Oh! Precioso Fiat, que alegra o Céu, Fiat tem aqui sentido vastíssimo. Quer dizer: Faça-se em tudo a vontade do Pai do Céu; estou inteiramente às disposições de sua vontade; consinto em sofrer todos os tormentos da Paixão e Morte pela salvação do mundo, salva o mundo e esmaga o infer­no! Fiat, que parte cadeias e enxuga lágrimas! Graças vos dou, ó bom Jesus, graças vos dou por tão genero­so Fiat. Bendigo-vos e agradeço-vos em nome de toda a humanidade.
(Pausa)
 
Oferecimento

Pai Santo, que, em reparação de nossas rebeldias e desobediências, quisestes ser honrado com o gene­roso Fiat de Jesus no Jardim das Oliveiras: eu vo-lo ofereço em expiação de todas as ofensas que a vossa adorável Majestade recebeu de minha rebelde vonta­de, suplicando-vos me concedais, pelos merecimentos desse mesmo Fiat, perfeita docilidade e obediência
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)

Pai Santo, pela glória que vos resultou do genero­so Fiat de Jesus no Horto, suplico-vos me perdoeis to­das as minhas rebeliões e desobediências e me conce­dais a graça de sempre viver plenamente submisso à vontade dos meus superiores por amor de vós
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)

Pai Santo, pela magnanimidade e dolorosas con­sequências que a Jesus custou o Fiat do Getsêmani, suplico-vos me concedais a mim, a todas as almas que vos são consagradas e a todos os cristãos aquele espí­rito de santa fortaleza, constância e generosidade que afronta alegremente, para vossa glória, qualquer sacrifício
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)


ÚLTIMO QUARTO DE HORA
O Sangue de Jesus e seus frutos



Jesus já proferiu o seu Fiat! Mas o esforço o faz cair novamente em terra, agonizante, sob o enorme peso que sobre si tomou.

De um lado, aperta-o a Divina Justiça, conside­rando-o como vítima universal, em que se reúnam to­das as culpas e todas as penas; de outro, impele-o o desejo infinito de cumprir a sua missão de Redentor do mundo, o que lhe antecipa o doloroso e tão deseja­do Batismo de sangue.

Ah! Já agora o bom Jesus se pode considerar o trigo escolhido, triturado entre duas mós de moinho, ou o sazonado cacho de uva, espremido no lagar. Realmente, pela dor imensa que lhe con­frange o coração, começa a suar sangue em tanta abun­dância, que chega a banhar a terra do jardim.

Ó quanto custou a Jesus esse Fiat! Ó quanto teve que sofrer para pagar as nossas dívidas! Que vergonha é para mim tudo isso! Pois recuso ainda os mais leves sacrifícios, depois de ter visto o meu Deus tornar-se vítima espontânea por amor de mim: "Foi oferecido porque ele mesmo quis"(Is 53,7).

Mas, para que, doce Jesus, para que vos consumirdes entre tantas dores, vós, que com um só suspiro poderias salvar o mundo todo? Já o pro­feta predissera que a redenção de Jesus seria abundante; e abundante realmente é, pois tão somente um Deus podia cumprir tão grande obra! Jesus, porém ainda não está satisfeito: o seu incompreensível amor quer, por meio de suas dores, depor em nossas mãos, como coisa absolutamente nossa, o tesouro infinito de seus méritos, com que possamos obter do Altíssimo todos os bens.

Que mais se poderia desejar?

Mas, há bens tão grandes, que o homem não ousaria pedir, nem tão pouco lhe passaria pela mente podê-los conseguir. Porém a caridade infinita do nosso meigo Salvador os premedita; e, com a voz do seu sangue, com os gemi­dos do seu coração agonizante, a seu Pai nos implora a suma graça de sermos elevados até o amplexo da Divindade na Santa Eucaristia, por ele mesmo institu­ída nessa noite de sua Paixão.

E como se tudo isso ainda não bastasse para saciar um amor que não co­nhece limites, quer Jesus que se nos infunda, e em nossas almas permaneça o seu divino Espírito, o Pará­clito: "Pedirei a meu Pai", dissera ele nessa mesma noite, "pedirei a meu Pai e ele vos enviará o Espírito Santo". E agora, aqui no Getsêmani derramando sangue, cumpre o Senhor a sua promessa, tornando-nos dignos de receber o Paráclito, elevando-nos assim ao grau supremo da felicidade, da graça e da glória.

Parece que nada mais pode Jesus fazer por nós; um dese­jo, todavia, tem ainda: recorda-se de que o Pai lhe dis­sera: "Pede-me e dar-te-ei as nações como herança tua "; e elevando ao Céu o rosto ensanguentado, roga ao Pai que lhe conceda que possa ter, no seio das nações pro­metidas como herança, um grupo de almas escolhi­das, que sejam as esposas prediletas do seu Coração, e nas quais possa derramar a abundância das graças por ele merecidas à custa de tantos sofrimentos: "Dá-me almas, dá-me almas e podes tirar-me tudo. Almas, ó meu Pai, dá-me almas, e tudo te entregarei, até a mi­nha vida, que em prol das almas se consumirá no patí­bulo. Dá-me almas.". E entre tantas almas, Jesus esco­lhe também a tua, deseja-a e, gemendo, pede-a ao Pai, e por ela renova, em particular, a oferta de si mesmo e de infinitas penas. Ó alma, ó alma, quanto és amada por esse Deus, que, suando sangue, te escolheu, te quis, te abraçou como sua esposa querida!

Assim, como, daqui a pouco, do alto da Cruz, dirá a sua Mãe: "Eis o teu filho", e na pessoa de João lhe entregará todos os seus filhos remidos; da mesma for­ma agora, no Getsêmani, a seu Pai se dirige, excla­mando: - "Eis os teus filhos. Eu, teu filho por nature­za, tomo o lugar do homem pecador, para que tome este o meu lugar e se torne teu filho pela graça. Para mim a pena, ó meu Pai, e perdão e paz para o pecador; para mim a morte, para ele a vida; para mim o abando­no. Ó meu Pai, para ele a perfeita, feliz e eterna união contigo. Eis, eis os teus filhos! Abraça-os: o meu san­gue purifica-os, torna-os belos e dignos de ti. Pai meu, eu quero (nunca Jesus dissera eu quero, mais agora o diz) eu quero que as almas que me deste constituam uma só coisa conosco, unificadas em nós, como tam­bém nós somos um. Lembra-te, meu Pai, que me re­baixei a fazer-me homem, para que o homem fosse elevado até Deus e reinasse na mesma glória por toda a eternidade". Eis os incompreensíveis mistérios de amor, que se operam no Coração de um Deus! Eis os maravilhosos frutos do sangue de Jesus! Silêncio, ad­miração e generoso amor: eis, ó alma remida, ó alma esposa de um Deus humanado, tudo o que poderás oferecer ao teu Jesus em troca desse grande, santo e infinito amor, com que se imola por ti
.(Pausa)


Oferecimento

Pai Santo, com o coração compenetrado do mais vivo reconhecimento eu vos dou graças, em nome de todos os homens, porque nos destes um Redentor tão bom e tão generoso pelo qual com vantagem infinita temos readquirido os bens perdidos pela culpa origi­nal. Ofereço-vos pela salvação de todos os remidos, o sangue que ele derramou. Oh! Fazei que os frutos da Redenção, sejam tão copiosos quanto a mesma Reden­ção, e que o bom Jesus seja por todos os filhos de Adão conhecido, bendito, amado, glorificado por toda a eternidade
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)

Pai Santo, eu vos ofereço o Precioso Sangue de Jesus, para implorar da vossa misericórdia a exaltação e o incremento da Igreja Católica, a conversão de to­dos os infiéis, de todos os hereges e de todos os pecadores, a perseverança dos justos e a libertação das al­mas do Purgatório. Eu vo-lo ofereço para o maior bem dos meus superiores e de todos os que são mais queridos. E também vo-lo ofereço pela santificação de mi­nha alma e para obter a graça que ardentemente vos peço. (Aqui se pede a graça.)
.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai) 


Pai Santo, que tanto amastes o mundo, que lhe enviastes o vosso Filho unigênito, sacrificando-o entre os maiores sofrimentos, fazei agora com que o mundo ame realmente a Jesus, lhe seja reconhecido, o bendi­ga, o exalte, e que bem numerosas sejam as almas a Ele perfeitamente unidas e constantemente fiéis, en­contrando-se nesse número também a minha pobre alma. Ofereço-vos os gemidos, as súplicas, as agonias de Jesus no Getsêmani, como sangue por ele derramado, para que vos digneis despertar nos corações de todos os cristãos uma vivíssima devoção aos admirá­veis mistérios da Redenção, e lhes infunda aquele ge­neroso espírito de sacrifício, que torna as almas seme­lhantes a Jesus.
(Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai)


CONCLUSÃO


Mais um olhar ao teu Jesus, ó alma, filha do seu amor e das suas dores. As longas horas da agonia no Getsêmani já se passaram, para dar lugar a uma série interminável de tormentos e às últimas três horas da agonia sobre o patíbulo. Eis Judas, que vem para trair o seu Mestre, e Jesus vai-lhe ao encontro, qual manso cordeiro. Ah! Meu Jesus, terei de vos ver nos braços de um traidor? Ah! Não! Vinde aos meus braços ou, antes, ao meu coração, ó bom Jesus, pois eu não quero ofender-vos jamais, e sim amar-vos para sempre.





COMUNHÃO ESPIRITUAL


Ó meu Jesus, eu creio que estais presente no San­tíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso re­ceber-vos agora de maneira Sacramental, vinde ao menos, espiritualmente, ao meu coração
. (Pausa)  

Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramen­te. Não permitais que eu me separe de Vós. Ó Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém.



 
 
 ORAÇÃO PELOS SACERDOTES

SÚPLICAS DAS GOTAS DO PRECIOSO SANGUE


Nesta oração as reticências significam que se deve fazer uma pausa para maior interiorização.

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que se transviaram no caminho, onde um dia entraram com amor e alegria e hoje põe em dúvida, perante as dificuldades que se encontram. Nós Vos imploramos, acudi a esses sacerdotes, dissipai-lhes as dúvidas e mostrai-lhes a alegria de ser Vosso...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que não imploram graça e luz para as suas dúvidas e tentações. Não pedem perdão pelos seus pecados e que não rezam por aqueles de que tem responsabilidade. Senhor, para eles imploramos a graça da oração...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças para os sacerdotes que se entregam exclusivamente as obras, que vivem no desejo de êxito, que se deixam embalar pelos louvores e descuidam de sua vida espiritual. Para ele, Senhor, perdão, graça e luz...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que se envaidecem no seu saber. Estudam para mostrar cada vez mais sabedoria ao mundo, mas cujo saber está eivado de doutrinas falsas, que põem em dúvida a Vossa própria palavra nas Sagradas Escrituras, e assim geram a descrença nos filhos que lhes confiastes. Mostrai-lhes, Senhor a Vossa verdade, iluminai-lhes o caminho...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes mundanizados, que apreciam as festas, as comodidades, os luxos e o dinheiro e, por isso, se aproximam apenas das pessoas mais ricas, desprezando os pobres. Perdoai-lhes, Jesus, e mostrai-lhes o Vosso caminho de pobreza e humildade...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que desprezam o trabalho humilde do confessionário e o atendimento daqueles que os procuram na necessidade de um conselho, que afastam as almas aflitas com palavras de aborrecimento e pressa, que afastam as pessoas da confissão da qual eles próprios se afastam também. Iluminai-os, nós Vos pedimos, ajudai-os a dominar-se tocai-o com o vosso Amor...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que se deixam dominar pelos sentidos e pelas paixões, pelos que se deixam seduzir e pelos que são eles próprios a atrair e a seduzir, com palavras de mel, com Vosso nome e o de Vossa Mãe, enganando incautos, tristes, desanimados e ingênuos. Levando-os para o seu próprio pecado oculto. Perdão, para eles, Jesus. Perdoai e convertei-os...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que recusam a Vossa Cruz, e atiram com ela para os ombros dos irmãos, com manifestações de mau gênio ou de preguiça. Mostrai-lhes Senhor, a sabedoria da Cruz e enchei-os da Vossa própria paciência...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças para os sacerdotes que tem cargos de 'chefia, de destaque, para que exerçam as suas funções com humildade e delas não se envaideçam, mas as unem por vos servir...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que são orientadores de grupo, para que lhes sejam dadas as graças necessárias ao bom desempenho do seu cargo e a sua santificação pessoal...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que estão no ensino e vos imploramos para elas a Sabedoria e a Ciência de que necessitam nas Suas funções, aliadas a um grande amor por Vós, para comunicarem aos seus alunos...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças para os sacerdotes que tem de responder perante os meios de comunicação para que transmitam sabedoria verdadeira...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que são superiores de casa religiosas para que transmitam o Vosso amor a todos os irmãos e cresçam em santidade...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que estão ligados a grandes obrigações pastoreais, para que as exerçam com amor, na total entrega a vossa vontade. Enchei-os, de sabedoria e de santidade, de luz e de fortaleza...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes encarregados de pregar, para que lhe seja dada a luz e a pureza necessária aos bons frutos da sua missão...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que se vêem rodeados de papéis para analisar, de assuntos para resolver. Acompanhai-os, Senhor, e enchei-os de sabedoria...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças para os sacerdotes que chegaram ao fim do dia e não tiveram a hora para estar convosco. Nós Vos imploramos, ide Vós ter com eles e tocai-lhes o coração com a Vossa graça e o Vosso Amor, para que vejam que a Vossa companhia é melhor que tudo o mais...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, nesta última hora, como tesouro de graças, para os sacerdotes que trabalham nos hospitais, para que seja dada a graça de transmitir a paz e a esperança aos doentes e comunicar o Vosso Amor a todos, principalmente aos que vão morrer...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças para os sacerdotes que andam de paróquia em paróquia assoberbados de trabalho. Santificai. Senhor, as suas lides apostólicas com as graças dos vossos trabalhos e canseiras...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que estão doentes e para os que são idosos. Concedei-lhes a graça de aproveitarem as suas dores e dificuldades para crescerem em amor e santidade...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, nesta última hora, como tesouro de graças, para os sacerdotes que são vítimas de intrigas e calúnia. Dai-lhes forças para a sua cruz...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que estão continuamente rodeados de pessoas que se convencem de que eles são santos e os rodeiam de muitos perigos, além de os fazerem perder tempo. Senhor fazei que eles não Vos percam de vista...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que estão tentados, em trevas, que não vêem o caminho, que não sabem o que mais o que fazer da sua vida, para que a luz de que necessitam lhes seja dada. Tenha piedade deles Senhor...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que já não tem a verdadeira fé, que se deixaram dominar por idéias falsas e já não acreditam nos sacramentos, não crêem na Vossa presença Eucarística e admitem as faltas de respeito e os abusos. Jesus, perdão para esses sacerdotes. Mostrai-lhes os seus erros...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que não obedecem ao Santo Padre e se afastam da Vossa Igreja. Suplicamos-vos por eles, fazei-os voltar à obediência a Igreja...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que estão arrependidos de ter seguido o caminho do Sacerdócio, e para os que estão tentando a deixá-lo. Nós Vos pedimos que lhes deis luz para verem o caminho e Amor para não o deixarem...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que cederem à tentação, Vos abandonaram e agora erram pelos caminhos do mundo. Nós Vos pedimos para eles a graça do arrependimento. Nós imploramos que eles voltem...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que estão arrependidos de Vos terem abandonado, mas não vêem possibilidades de mudar de vida, pelas responsabilidades que assumiram. Nós Vos pedimos que os envolvais com a vossa misericórdia...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que não se arrependem de Vos terem abandonado e fazem gala da sua traição. Nós Vos pedimos para eles a graça do arrependimento e do perdão...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças para os sacerdotes que resistem que rezam e trabalham pelos que cumprem o seu dever, que procuram agradar-Vos e não ao mundo, para que preservem nessa atitude e avancem cada vez mais no caminho da santidade. Sede vós próprio, Senhor, sempre a tua consolação e a sua alegria...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes que se afadigam e sofrem muitas necessidades e perigos nas Missões, para que sejam fortalecidos, cada vez mais...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças para os sacerdotes falecidos, para que, pelo vosso sangue, sejam purificados e conduzidos ao Vosso Reino...

Senhor Jesus Cristo, nós vos pedimos uma gota do Vosso Preciosíssimo Sangue, nesta hora da Vossa Santa Paixão, como tesouro de graças, para os sacerdotes, para que eles conduzam até vós os filhos que lhes confiastes e recebam finalmente a coroa de glória de Vosso Reino...

Amém
.





COMUNHÃO ESPIRITUAL

Ó meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-vos agora de maneira Sacramental, vinde ao menos, espiritualmente, ao meu coração
. (Pausa)        

Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramente. Não permitais que eu me separe de Vós. Ó Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém.


Stories of life and passion of Christ,
Gaudenzio Ferrari, fresco, 1513,
Church of Santa Maria delle Grazie, Varallo Sesia 
clique para ampliar



VIA SACRA


A Virgem Dolorosa recebeu nos seus braços o corpo do seu Filho morto pelos nossos pecados. Que Ela receba, no momento da morte, a alma de cada sacerdote, e a apresente ao seu Jesus para o prêmio eterno

VIA-SACRA - Oração a Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado


Eis-me aqui, ó meu bom e dulcíssimo Jesus! De joelhos me prosto em vossa presença e Vos suplico com todo o fervor de minha alma que Vos digneis gravar no meu coraçao os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, verdadeiro arrependimento de meus pecados e firme propósito de emenda, enquanto vou considerando, com vivo afeto e dor, as Vossas cinco Chagas, tendo diante dos olhos aquilo que o profeta Davi dizia de Vós, ó bom Jesus: "Transpassaram minhas mãos e meus pés e contaram todos os meus ossos" (Sl 21,17-18).
(1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai, segundo as intenções do Papa)


1.ª ESTAÇÃO
Jesus é condenado à morte


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Pilatos procurava libertar Jesus. Mas os judeus gritavam: se os libertas, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei, é inimigo de César. Pilatos, ouvindo estas palavras, mandou trazer Jesus, e disse aos judeus: Eis o vosso rei. Eles, porém, gritaram: Tira-o, tira-o, crucifica-o. Disse Pilatos: Crucificarei o vosso rei? Responderam os pontífices: Não temos outro rei senão César. En­tão Pilatos entregou-lhes Jesus para ser crucifica­do" (Jo 9,12-16).

(pausa de silêncio)

T - O Jesus, Vós instituístes a Igreja e, na Igreja, o Sacerdócio Ministerial, para que os merecimen­tos da vossa Paixão e Morte fossem aplicados aos homens de todos os países e de todos os tempos. Nós vos agradecemos!

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Deus onipotente e eterno, concedei-nos a graça de reviver de tal modo os mistérios da Paixão do Senhor, que mereçamos perdão e misericórdia. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor.

T - Amém.

A morrer crucificado
Teu Jesus é condenado,
[Por teus crimes, pecador] (bis)
Pela Virgem Dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
[Perdoai-me, meu Jesus!] (bis)


2.ª ESTAÇÃO
Jesus recebe a Cruz


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Os judeus apoderaram-se então de Jesus, e Ele, levando a Cruz aos ombros, saiu da cidade em di­reção ao lugar do Calvário" (Jo 19,16-17).

(pausa de silêncio)
 
T - Para todos dissestes, ó Jesus: "Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua Cruz e siga-me" (Mc 8,34). Mas esta ordem é dirigida principalmente a quem chamais no caminho "ár­duo e feliz" do Sacerdócio. Concedei, pois, a to­dos os chamados a graça de carregar com alegria e agradecimento a Cruz das renúncias necessári­as para alcançar e viver um sacerdócio santo!

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

Oremos: Deus onipotente e eterno, que para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador tomasse a natureza humana e subisse à Cruz, concedei-nos benignamente que acolhamos o ensinamento da sua Paixão, para to­mar parte na vossa Ressurreição. Pelo mesmo Je­sus Cristo Nosso Senhor.

T - Amém.

Sob a Cruz ei-lo, gemendo.
Vai sofrendo, vai sofrendo,
[Vai morrer por teu amor] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


3.ª ESTAÇÃO
Jesus cai pela primeira vez


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "O Senhor abriu-me os ouvidos, e eu não me opus, não me retirei. Apresentei as costas àqueles que me flagelavam e o rosto a quem me arrancava a barba. Não desviei o rosto dos ultrajes e dos es­carros. Meu Deus está comigo! Por isso não serei confundido" (Is 50,5-7)
.
(pausa de silêncio)

T - A tentação do desânimo é uma das coisas mais fortes e freqüentes em quem aspira ao Sacerdó­cio. Concedei, ó Jesus, a força de vencer o desâni­mo a quem chamastes a conservar-se inteiramen­te a Vós pela salvação dos irmãos.

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Concedei-nos, nós vos pedimos, Deus onipotente, que caindo por nossa fraqueza no meio de tantas dificuldades, encontremos apoio na intercessão de Vosso Filho sofredor. Ele que vive e reina convos­co por todos os séculos dos séculos.

T - Amém.

Sob o peso constrangido,
Cai Jesus desfalecido,
[Pela tua salvação.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


4.ª ESTAÇÃO
Jesus encontra sua Mãe


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Simeão disse a Maria, sua Mãe: eis que esta cri­ança será causa de ruína e de salvação para mui­tos em Israel. Será um sinal de contradição. E uma espada de dor te trespassará a alma, para que se descubram os secretos pensamentos de muitos corações" (Lc 11,34-35)
.
(pausa de silêncio)

T - A vossa Mãe, ó Jesus, vos deu coragem no cami­nho do calvário; que Ela esteja sempre presente na vida daqueles que participam do vosso único Sacerdócio, para encorajar e consolar.

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Ó Deus, em cuja Paixão, como Simeão tinha pro­fetizado, uma espada de dor atravessou o dulcíssi­mo coração da gloriosa Virgem e Mãe Maria, con-cedei-nos, por vossa bondade, que a recordação e a veneração dos vossos sofrimentos nos obtenham o fruto benéfico da vossa Paixão. Vós que viveis e reinais por todos os séculos.

T- Amém.

Da Mãe sua imaculada,
Quando a encontra desolada,
[Vê a imensa comoção.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


5.ª ESTAÇÃO
Jesus encontra Simão Cireneu


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "E os soldados lançaram mão dum certo Simão Cireneu, que voltava do campo, e carregaram-no com a Cruz, para levar atrás de Jesus" (Lc 23,26)
.
(pausa de silêncio)

T - Simão Cireneu foi forçado a levar a Cruz. Que os vossos sacerdotes, ó Jesus, levem a sua Cruz atrás de vós, com amor generoso e perseverante!

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Ó Deus, que com o sangue precioso de vosso Fi­lho quisestes santificar a bandeira da Cruz vivificadora, concedei-nos, nós vos suplicamos, que todos quantos nos alegramos com a honra presta­da à mesma Santa Cruz, possamos gozar sempre da vossa proteção. Pelo mesmo Jesus Cristo Nos­so Senhor.

T - Amém.

Um auxílio lhe é imposto;
Já sem força, em sangue o rosto.
[Não recusa o Cireneu.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


6.ª ESTAÇÃO
Jesus encontra Verônica


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Vimo-lo sem beleza alguma, nem esplendor, nem aparência amável, desprezado e rejeitado pelos homens, homem das dores, experimentado no so­frimento" (Is 53,3)
.
(pausa de silêncio)

T - Fazei, ó Jesus, que os vossos Sacerdotes, seme­lhantes a vós pelo caráter recebido com o Sacra­mento da Ordem, sejam a vós semelhantes tam­bém pela prática das virtudes da pobreza, da cas­tidade e da obediência!.

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Ó Deus, a quem todos os corações estão patentes, a quem todas as vontades estão claras, a quem ne­nhum segredo está escondido, purificai os pensa­mentos da nossa alma, com a efusão do Espírito Santo, para que mereçamos amar-vos perfeitamen­te e louvar-vos dignamente. Por Jesus Cristo Nos­so Senhor.

T- Amém.

Eis a face ensanguentada,
Por Verônica enxugada,
[Que no pano apareceu.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


7.ª ESTAÇÃO
Jesus cai pela segunda vez


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - O autor da carta aos Hebreus afirma que: "Todo o pontífice, tomado dentre os homens, é constituí­do a favor dos homens naquelas coisas que se re­ferem a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecadores, o qual se possa condoer daque­les que ignoram e erram, porque também está cer­cado de enfermidades"
.
(pausa de silêncio)

T - Concedei aos vossos Sacerdotes, pecadores eles também como nós, a graça de estimar e praticar o Sacramento da Penitência, em favor de si mesmos e dos fiéis confiados aos seus cuidados!

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Dignai-vos, Deus onipotente, conceder-nos que, afligidos sem cessar pelas nossas culpas, sejamos libertados pelos méritos da Paixão do vosso uni­génito Filho, que vive e reina convosco por to­dos os séculos dos séculos.

T - Amém.

Novamente desmaiando,
No caminho tropeçando,
[Cai por terra o Salvador.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


8.ª ESTAÇÃO
Jesus encontra as santas mulheres


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "O povo seguia Jesus em multidão, assim como as mulheres, que batiam no peito e choravam sobre ele. Mas Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós e por vossos filhos" (Lc 23,27-28)
.
(pausa de silêncio)

T - Como recomendastes, ó Jesus, às piedosas mu­lheres a virtude salutar da compunção, assim con­cedei aos vossos sacerdotes a graça de praticar a mesma virtude, flor perfumada da humildade.

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: O Senhor Jesus Cristo, que descestes do seio do Pai à Terra e derramastes o vosso sangue precio­so em remissão dos nossos pecados, nós Vos pedimos, humildemente, que no dia do juízo mereça­mos ouvir, à vossa direita, aquelas palavras: vinde, benditos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.

T - Amém.

Das matronas que choravam,
Que a gemer o acompanhavam,
[Consolar busca ele a dor.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


9.ª ESTAÇÃO
Jesus cai pela terceira vez


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Através da violência e do juízo Ele foi arrancado! Quem terá compaixão d'Ele? Sim, Ele foi arran­cado da terra dos vivos; pelo eleito do meu Povo, Ele foi ferido de morte. Mas Ele não tinha cometido culpa nenhuma, nem tinha sido encontrada mentira nos seus lábios" (Is 53,8-9)
.
(pausa de silêncio)

T - A aceitação constante do pecado venial na própria vida gera a terrível doença da tibieza, cami­nho certo ao estado do pecado mortal. Concedei, ó Jesus, aos vossos sacerdotes, a graça de viver sempre no fervor e de guiar as almas no caminho da santidade.

Meu Jesus, Misericórdia! Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Deus onipotente e eterno, única esperança do mundo, que pela voz dos profetas anunciastes os mistérios dos tempos presentes, dignai-vos aumen­tar o fervor das orações do vosso povo, porque nenhum dos vossos fiéis pode progredir nas virtudes se vós mesmo não o inspirais com a vossa graça. Por Jesus Cristo Nosso Senhor.

T- Amém.

Cai exausto vez terceira.
Sob a carga tão grosseira
[Dos pecados e da Cruz.] (bis)
Pela Virgem dolorosa...


11.ª ESTAÇÃO
Jesus é pregado à Cruz


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos. T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "E chegando ao lugar do Calvário, aí o crucifica­ram, juntamente com os ladrões, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23,33-34)
.
(pausa de silêncio)

T - Que todo sacerdote, ó Jesus, possa repetir com São Paulo: "Mas longe de mim o gloriar-me, se­não na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por­que o mundo está crucificado para mim, e eu cru­cificado para o mundo" (Gl 6,14).

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Olhai benignamente, ó Deus, para esta nossa fa­mília, pois, por amor dela, o Senhor nosso Jesus não hesitou em entregar-se nas mãos dos inimi­gos e em sofrer o tormento da Cruz. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.

T - Amém.

Sois por mim à Cruz pregado
Duramente torturado,
[Com cegueira e com furor.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...



 
12.ª ESTAÇÃO
Jesus expira na Cruz


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos. T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Para que a Escritura se cumprisse, Jesus excla­mou: Tenho sede! Havia perto uma vasilha cheia de vinagre. Molharam uma esponja no vinagre, colocaram-na na ponta de uma cana e levaram-na à boca de Jesus. Tendo provado o vinagre, Jesus disse: Tudo está consumado. E inclinando a cabe­ça, expirou" (Jo 19,28)
.
(pausa de silêncio)

T - Instituístes o Sacerdócio Ministerial, ó Jesus, para aplicar aos homens, vossos irmãos, os merecimentos da vossa morte. Concedei aos vossos sacerdotes a graça de cooperar convosco na salvação do mundo com uma vida pura e santa.

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Ó Deus, que no coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, Vos dignais conceder-nos misericordiosamente os tesouros do vosso amor, concedei, nós Vos suplicamos, que apresentando-lhe o devoto obséquio da nossa piedade, lhe ofereçamos também atos de uma digna reparação. Por Jesus Cristo Nosso Senhor.

T - Amém.

Por meus crimes padecestes,
Meu Jesus por mim morrestes!
[Quanta angústia, quanta dor!] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


13.ª ESTAÇÃO
Jesus é tirado da Cruz


D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Depois disto, José de Arimatéia, que era discípu­lo de Jesus, embora ocultamente, por medo dos judeus, pediu licença a Pilatos para retirar o Cor­po de Jesus. Pilatos deu licença. Veio então, e reti­rou o Corpo de Jesus" (Jo 19,38)
.
(pausa de silêncio)

T - A Virgem Dolorosa recebeu nos seus braços o corpo do seu Filho morto pelos nossos pecados. Que Ela receba, no momento da morte, a alma de cada sacerdote, e a apresente ao seu Jesus para o prêmio eterno.

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Apresentando à vossa majestade o Cordeiro imaculado, nós Vos suplicamos, ó Senhor, que acendais nos nossos corações aquele fogo divino que inflamou o coração da Bem-Aventurada Virgem Maria. Por Jesus Cristo Nosso Senhor.

T- Amém.


Já da Cruz vos despregaram
E a Maria vos deixaram
[Que terrível aflição!] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...

14.ª ESTAÇÃO
Jesus é sepultado

D - Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos. T - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

D - "Apareceram em frente delas dois personagens com vestes resplandecentes. Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: Por que buscais entre os mor­tos aquele que está vivo? Não está aqui, mas res­suscitou" (Lc 24,4-6)
.
(pausa de silêncio)

T - Vós dissestes, ó Jesus: "Em verdade, em verdade vos digo que se o grão de trigo, que cai na terra, não morrer, fica infecundo; mas, se morrer, pro­duz muito fruto" (Jo 12, 24-25). Assim aconte­ceu convosco; assim aconteça com todos os vos­sos Sacerdotes: que os seus sacrifícios sejam pe­nhor de ressurreição e de vida para todos os ir­mãos remidos com o vosso sangue precioso!

Meu Jesus, Misericórdia!

Maria, Rainha dos Apóstolos, obtende, para a Santa Igreja uma nova Primavera!

D - Oremos: Senhor Jesus, Filho do Deus vivo, vós dissestes: "Era necessário que Cristo sofresse estas coisas e assim entrasse na sua glória". Ajudai-nos a enfren­tar todos os sofrimentos desta vida, com profun­da fé e crescente participação na vossa ressurrei­ção. Vós que viveis e reinais, Deus, pelos séculos dos séculos.

T - Amém.

No sepulcro vos puseram;
Mas os homens tudo esperam
[Que os salvou vossa Paixão.] (bis)
Pela Virgem Dolorosa...


ORAÇÃO FINAL


Senhor Jesus, olhai vossos servos, e concedei-lhes o Dom de vossa Paz, e de vosso amor, de vosso Socor­ro; enviai-nos vosso Espírito Santo, para que nos ame­mos uns aos outros, mantendo-nos num mesmo espí­rito, pelos vínculos da Paz e da Caridade, para que formemos uma mesma fé, e como nós fomos chama­dos a uma mesma esperança, por nossa vocação, para chegarmos juntos ao perfeito amor em Jesus Cristo. Amém.

"Só se colhem rosas entre espinhos. Só a Cruz alimenta o amor de Deus, como a madeira alimenta o fogo."
(São Luís Maria Grignion de Montforf)


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