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O que é uma indulgência?

INDULGÊNCIAS - o que são?


Há muitos blogs tentando concentrar melhor esta informação, de forma clara e simples, vamos tentar também, que seja um bom auxílio a quem busca por esta informação. Que Nossa Senhora da Compaixão nos abençoe e acompanhe neste trabalho singelo. 


Indulgência (do latim indulgentia, que provém de indulgeo, "para ser gentil") é, na doutrina católica, o perdão, total ou parcial, ao cristão das penas temporais devidas a Deus pelos pecados cometidos, mas já perdoados pelo sacramento da Confissão, na vida terrena, uma vez que o perdão obtido pela confissão não significa a eliminação das penas temporais, ou seja, do mal causado como consequência do pecado já perdoado, necessitando, por isso, de obter indulgências e de praticar as boas obras, a fim de reparar o mal cometido pelo pecado


DA DIFERENÇA ENTRE PENA E CULPA.  

O pecado de Adão trouxe como consequência a morte. Todo pecado que cometemos traz consigo uma dupla consequência: a CULPA e a PENA. Quando um fiel confessa seus pecados ao sacerdote,  este lhe concede o perdão dos pecados quanto à CULPA.  Fica, porém, a PENA TEMPORAL, que implica em sofrimentos diversos: tribulações cotidianas,  provas de todo o tipo, doenças graves, representam para o cristão um momento de graça, de purificação e expiação.  Esta pena temporal pode nos ser aplicada tanto na vida como após a morte (no Purgatório).  

Por isso, quando a Igreja concede tempos ou lugares de indulgências, podemos também oferecê-las pelos defuntos, que estão no purgatório ainda cumprindo as penas temporais devidas, ou seja, a consequência dos pecados que cometeu em vida. No purgatório cessou para as almas o tempo das indulgências, e por isso, elas agora só podem beneficiar-se se os vivos oferecerem em seu favor as indulgências que a Igreja concede.  Nisto se resume a comunhão dos santos. 



QUEM PODE CONCEDER INDULGÊNCIAS?

Só podem conceder indulgências aqueles a quem o Direito reconhece este poder, ou que o tenha concedido o Romano Pontífice. Nenhuma autoridade inferior ao Papa pode outorgar a outros o poder de conceder indulgências, a não ser que expressamente o tenha outorgado a Sé Apostólica. 

A remissão é concedida pela Igreja Católica no exercício do poder das chaves, por meio da aplicação dos superabundantes méritos de Cristo e dos santos, por algum motivo justo e razoável. Embora no sacramento da Penitência a culpa do pecado é removida, e com ele o castigo eterno devido ao pecado mortais, ainda permanece a pena temporal exigida pela Justiça Divina, e essa exigência deve ser cumprida na vida presente ou no mundo vindouro, isto é, o Purgatório. Uma indulgência oferece ao pecador penitente meios para cumprir esta dívida durante sua vida na terra, reparando o mal que teria sido cometido pelo pecado. 

As indulgências foram concedidas no início da Igreja Católica para reduzir as penitências muito severas, desenvolvendo-se plenamente a partir do século III. Pouco a pouco se propagou o uso das indulgências e se tornou um fato notório na história da Igreja desde que os Pontífices Romanos decretaram que certas obras favoráveis ao bem geral da Igreja "poderiam ser imputadas ao título de uma penitência total";  e aos fiéis "verdadeiramente penitentes, que tivessem confessado seus pecados" e realizassem tais obras, esses mesmos Pontífices "pela misericórdia de Deus e... confiando nos méritos e na autoridade dos apóstolos", "na plenitude do poder apostólico" concediam o perdão não só pleno e abundante, mas até o mais cabal, de todos os seus pecados".  Pois "o Filho unigênito de Deus adquiriu um grande tesouro para a Igreja Militante... Esse tesouro... quis ele fosse distribuído aos fiéis para sua salvação por são Pedro, portador das chaves do céu, e por seus sucessores, seus vigários na terra, e fosse, por motivos particulares e razoáveis, a fim de remir ora parcial ora completamente a pena temporal devida ao pecado, misericordiosamente aplicado, em geral ou em particular, como diante de Deus se julgasse mais útil, aos que, verdadeiramente penitentes se tivessem confessado. Sabe-se que os méritos da Bem-aventurada Mãe de Deus e de todos os eleitos contribuem para a riqueza desse tesouro".  



O QUE UMA INDULGÊNCIA NÃO É!

Antes de tudo, vamos exemplificar, a exemplo da Catholic Encyclopedia, que possui uma seção intitulada "What an indulgence is not" (O que uma indulgência não é), o que uma indulgência não é, uma vez que noções absurdas e acusações mentirosas se tornaram corriqueiras na descrição do que seria uma indulgência, embora deveria ser óbvio para qualquer um que tem uma correta ideia do que a Igreja Católica realmente ensina sobre este assunto. Para tanto, a Catholic Encyclopedia cita como erros comuns daquilo que a indulgência não é:
  • Não é uma permissão para cometer o pecado, nem o perdão do futuro pecado, que nem poderiam ser concedidos por qualquer poder.
  • Não é o perdão da culpa do pecado, pois supõe que o pecado já foi perdoado.
  • Não é uma isenção de qualquer lei ou dever, (...) pelo contrário, significa um pagamento mais completo da dívida que o pecador deve a Deus. Não confere imunidade contra a tentação ou remove a possibilidade de lapsos subsequentes em pecado.
  • Não é, sobretudo, a compra de um perdão que assegura ao comprador a salvação ou libera a alma de outro do Purgatório. 

Assim, contrariamente ao que afirmam os protestantes, à imitação de Lutero, a Igreja não vende indulgências, porque não podem ser compradas ou vendidas, pois não existe comércio com Deus, que é misericordioso e concede a cada uma segundo sua Justiça.   



O QUE É UMA INDULGÊNCIA?

A Igreja Católica ensina que a salvação tornada possível por Nosso Senhor Jesus Cristo permite ao pecador fiel a admissão ao Céu. O batismo livra o pecador do pecado original e resulta no perdão completo de todos os pecados, mas qualquer pecado cometido após o batismo origina uma penalidade que não é automaticamente perdoada. 

Pecados mortais, que são praticados por malícia ou por livre consentimento, extinguem a graça santa da alma do fiel e condenam-no ao Inferno. Para estes pecadores, a graça tem de ser restaurada pela perfeita contrição e a absolvição, administrada através do Sacramento da Confissão. Ainda assim, permanece uma penalidade temporal devida a Deus e que deverá ser expiada neste mundo ou no Purgatório. 

Outros pecados menos graves, os pecados veniais, são perdoáveis e, mesmo que não façam perdem a salvação, ainda assim resultam em uma dívida com Deus. 

Exemplos bíblicos de como a pena temporal deve ser paga podem ser vistos na vida de Davi que, culpado por homicídio e adultério, mesmo depois de perdoado, teve como pena a morte de seu filho. Também temos Moisés e Aarão que, embora tivessem sido perdoados por Deus, tiveram que sofrer a pena de não entrar na Terra Prometida. 

As indulgências que a Santa Igreja concede, portanto, removem algumas ou todas estas penalidades devidas pelos pecados dos fiéis. E pode ser feita em favor de si mesmo ou em favor de um defunto que está no Purgatório por suas penas temporais, dependendo da obra de indulgência. Ir ao cemitério e rezar pelos falecidos, por exemplo, concede indulgência aplicável apenas à Almas no Purgatório. 


DOS TIPOS DE INDULGÊNCIAS: 

Há, portanto, dois tipos de indulgências: plenárias e parciais. A indulgência plenária apaga totalmente a pena temporal dos pecados já confessados e para isso a condição é o sacramento da Confissão, sem o qual não existe indulgência plenária. Já a indulgência parcial, como o nome diz,  nos redime parcialmente dessa pena.  

As indulgências parciais possuem a característica de ser fixado um determinado número de dias, ou seja, se o fiel receber, por exemplo, uma indulgência de 300 dias, deverá praticar uma boa obra, nas condições indicadas, durante 300 dias: jejuar a pão e água ou ajudar os pobres etc. 

Importante observar que a Igreja ensina que o que vale na satisfação de uma indulgência não é a matemática, ou seja, não é a quantidade de dias de sacrifício ou jejum, que seja, mas que se faça, como em tudo, por amor a Deus. 


DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA OBTER AS INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS: 

Estabelecendo a Igreja uma Indulgência Plenária para determinada data ou festividade, a condição para que os fiéis a recebam,  são necessariamente as seguintes: 
- Estado de graça pela
1. Confissão sacramental;  e
2. Comunhão Eucarística;
- Oração nas intenções do Sumo Pontífice (normalmente o Credo, Pai-Nosso e oração mariana);
- Cumprir uma obra prescrita pela Igreja (visita a um santuário, gruta, etc...).  
- Rejeitar todo o apego ao pecado, mesmo venial.


EXEMPLOS DE INDULGÊNCIAS.

Entre as práticas que levam a obter uma indulgência, há, por exemplo, a reza do Santo Rosário, os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, a leitura piedosa das Sagradas Escrituras, o uso e devoção ao Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, a visita ao Santíssimo Sacramento durante pelo menos 30 minutos, bem como o uso constante de um objeto de piedade, devidamente benzido pelo Sumo Pontífice ou por um Bispo ou ainda por um padre (sacramentais: crucifixos, medalhas bentas, etc.). 
Além disso, há orações aprovadas pela autoridade eclesiástica que também conferem indulgências. Aqui algumas delas: 
Outras orações indulgenciadas: 1 e 2
Ainda sobre indulgências: 1, 2, 3, 4, 5, observando o devido cuidado com as invenções modernistas.  


Fontes: 
"Manual de Nossa Senhora Aparecida" - Publicado pelos Padres Redentoristas, décima quarta edição 194.  

Ainda:


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